Capítulo 21 | Um Pai Para Você – No Rumo da Vida

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[CENÁRIO 01 – RODOVIÁRIA/ ÔNIBUS/ DIA]
MIGUEL – Parece que a vida quer que a gente se encontre mais vezes, né.
CARLA – Pois é. Seu primo se casou?
MIGUEL – Casou, só não sei se esse casamento vai durar muito. E você conseguiu encontrar quem você estava procurando?
CARLA – Ainda não, mas confirmei que essa pessoa está viva, e muito bem viva.
MIGUEL – E você está voltando pra São Paulo por…
CARLA – Minha irmã está lá. Juntas estamos procurando esta pessoa.
MIGUEL – A gente bem que podia marca algo lá em São Paulo. Se conhecermos melhor, já que a vida quer tanto isso.
CARLA – (rindo) Pode ser. (Carla e Miguel vão a viagem inteira conversando. Miguel, foi uma das poucas pessoas, que conseguiu fazer Carla esquecer seus problemas)

[CENÁRIO 02 – APARTAMENTO DA CAMILA/ SALA/ DIA]
(Joana chega da casa do Junior e logo começa dar satisfação para Camila)
CAMILA – Lembrou que tinha casa?
JOANA – Ah não Camila, eu não quero brigar hoje.
CAMILA – Não tem ninguém brigando aqui. Dormiu na casa de quem?
JOANA – Dormi na casa do Junior. E é pra lá onde vou dormir de agora em diante.
CAMILA – Como assim?
JOANA – Eu vim buscar minhas coisas, vou morar com o Junior!
CAMILA – Você não está falando sério?
JOANA – Estou sim, tanto que estou indo para o meu quarto, pegar minhas roupas.
CAMILA – O Junior topou isso?
JOANA – Claro que topou, ele é meu namorado.
CAMILA – E a mãe dele, o que achou da ideia?
JOANA – Ela não sabe ainda, mas vai aceitar ter a nora perto dela.
CAMILA – Não estou acreditando que você está saindo do apartamento que nós três compramos.
JOANA – Tudo acaba um dia, Camila. Você sendo a mais esperta, deveria saber disso.
CAMILA – E tudo acabou quanto esse Junior apareceu.
JOANA – Não, não é verdade. É vocês que são a responsável por tudo isso. Vocês que não estão apoiando meu relacionamento com o Junior.
CAMILA – Nós? De onde você tirou esta ideia, Joana? Nunca fomos contra a esse relacionamento. Eu pelo menos não.
JOANA – Para de mentir Camila, você sempre conta qualquer piadinha, quando eu chego em casa tarde, como se o meu amor com o Junior te incomodasse. Acho que é isso, né? Você se sente incomodada, afinal, você nunca teve um relacionamento verdadeiro que nem o nosso, nunca encontrou alguém que se importasse com você, que cuidasse de você, que te amasse de verdade.
CAMILA – (chocada – decepcionada) Você não conhece minha historia, Joana.
JOANA – Como você também não conhece a minha. Será que agora eu posso ir buscar minhas coisas e sair logo dessa droga de apartamento.
CAMILA – Bom saber o que você pensa sobre o apartamento que compramos. Fique à vontade e ver se não esquece nada. (sai do apartamento)
JOANA – Isso você pode ter certeza. (vai para o seu quarto)

[CENÁRIO 03 – CASA DO FELIPE/ Q. DO FELIPE/ DIA]
PAULO – Acordado? (batendo na porta)
FELIPE – (meio de ressaca) Acho que sim. E com uma dor de cabeça bem forte.
PAULO – Deve ser efeito da bebida de ontem. Acho que você bebeu todas.
FELIPE – E o pior é que eu não me lembro de nada.
PAULO – É bom mesmo, porque o que você fez ontem, é melhor esquecer!
FELIPE – O que foi que eu fiz?
PAULO – Bom depois eu te conto, agora levanta, toma um banho, que vou pegar um café forte pra você tomar. Te ajudar nessa ressaca.
FELIPE – Eu sinceramente nem prefiro sair da cama.
PAULO – Mas vai ter que sair, ou já esqueceu suas responsabilidades.
FELIPE – A empresa! Você tem razão, preciso mesmo de um banho gelado, ver se alivia essa dor de cabeça.
PAULO – Vai lá, enquanto você toma seu banho, vou pegar seu cafezinho forte. (Paulo sai do quarto, enquanto Felipe tenta levantar da cama)

[CENÁRIO 04 – LABORATÓRIO/ DIA]
(Com a ajuda de Frederico, Viviane consegue realizar o teste. Ambos agora precisam aguardar o resultado)
FREDERICO – Quando o resultado sair, não esqueça… eu quero abrir junto com você.
VIVIANE – Não precisa se preocupar, que não há ninguém mais interessado nesse teste além de mim, do que você.
FREDERICO – Está bem então. Tem certeza de que não quer que eu te leve em casa?
VIVIANE – Tenho. Eu posso pegar um taxi.
FREDERICO – Então tá. Tenho que ir agora, se não meu cunhado começa a pegar no meu pé, por chegar atrasado na empresa.
VIVIANE – Você deveria cuidar mais da sua família, e tentar esquecer a minha.
FREDERICO – Não é sobre a minha família que devemos conversar. (ele chama um taxi para ele) Pronto, chamei seu taxi.
VIVIANE – Eu consigo chamar um taxi sozinha, sabia.
FREDERICO – Eu sei, mas eu chamei pra você. O tempo passa e você continua a mesma. (se aproxima dela, mas ela evita)
VIVIANE – Você está atrasado para ir trabalhar, e eu preciso voltar antes que meus filhos percebam minha ausência. (ela entra no taxi e vai)

[CENÁRIO 05 – APARTAMENTO DA CAMILA/ SALA/ DIA]
(Joana sai de seu quarto com sua mala pronta. Ver que a Camila não estava, pega a copia da chave do apartamento que cada uma tinha, e deixa em cima da mesa da sala, e sair sem nenhum aviso ou despedida para amiga)

Anoitecendo…

[CENÁRIO 06 – CASA DA ROSÁRIO (SÃO PAULO) – Q. DE HOSPEDES/ NOITE]
(Carla e Paula estão no quarto. Carla está terminando de colocar suas coisas no guarda-roupa, quando e interrogada pela irmã)
PAULA – Encontrou a carta?
CARLA – Encontrei.
PAULA – E o papai?
CARLA – Não.
PAULA – Mas você procurou por ele?
CARLA – Não.
PAULA – Você não está me escondendo nada não, né?
CARLA – Não Paula, é que eu tô um pouco cansada da viagem. Será que podemos conversar sobre isso, depois do jantar. (celular da Carla toca) Alô?
MIGUEL PELO TELEFONE – Alô, já chegou?
CARLA – Quem fala?
MIGUEL PELO TELEFONE – Não tem nem uma hora que nós separamos e você já me esqueceu?
CARLA – Miguel?! Ah sim, eu já cheguei sim. E você?
MIGUEL PELO TELEFONE – Estou no caminho ainda. Só liguei pra saber mesmo se você havia chegado e saber se você me deu o número certo!
CARLA – Estava duvidando de mim?
MIGUEL PELO TELEFONE – Não, não é isso. Mas é bom ter uma garantia, né. Enfim, você deve está cansada, então não vou ficar tomando muito seu tempo. Só quero te falar que amanha, se quiser, podemos marcar alguma coisa pra fazemos, lógico claro, se você estiver disponível amanha.
CARLA – Bem, eu ainda tenho que resolver algumas coisas por aqui, mas quem sabe…
MIGUEL PELO TELEFONE – Então combinamos..
CARLA – Tchau. (Carla desliga, e um pequeno sorriso surge em seu rosto)
PAULA – Miguel é? Depois, também quero saber tudo sobre esse tal Miguel.
CARLA – Miguel é apenas um amigo que eu conheci no ônibus.
PAULA – Você disse a mesma coisa com o outro na balada.
CARLA – Será que dar de parar com interrogatório e ver se a madrinha não está precisando de nada.
PAULA – Você não vai fugir de mim viu, quero saber de tudo depois.

[CENÁRIO 07 – CASA DO FELIPE/ Q. DO FELIPE/ NOITE]
FELIPE – Não sei o que foi que me deu para encher a cara ontem, e dizer essas baboseiras toda que você está me contando.
PAULO – Talvez o estresse da empresa, a morte do papai, tenha se acumulado e vindo tudo de uma vez.
FELIPE – Eu não faço isso só pelo papai. Faço isso pela gente, que é aquela empresa que sustenta essa família inteira. E não sei se você percebeu, mas ela cresceu um pouquinho.
PAULO – Por isso mesmo estou tentando de avisar. Só porque você é meu irmão mais velho, que eu não possa te aconselhar.
FELIPE – E o que você quer que eu faça?
PAULO – Que você passasse mais tempo com sua família. Você lembra como o papai era? Ele passava dias e noites naquela empresa, não tinha tempo pra gente. Quantas vezes jantamos sem a presença dele na mesa? Quantos finais de semanas que ele já passou com a gente? Nenhum! Nenhum carinho. Ele tinha olhos apenas para aquela empresa. Eu não quero que você termine que nem ele.
FELIPE – Eu não sou que nem o papai, Paulo. Eu ainda amo minha família mais do que a empresa.
PAULO – O papai também vivia dizendo isto. Hoje e sexta! Já que você não foi para empresa, porque você não resolve jantar fora com a Luana?
FELIPE – Eu tenho que acorda cedo amanha, não posso.
PAULO – Tá vendo! Já está falando que nem o papai.
FELIPE – Tenho uma viagem de negócios amanha, não posso faltar.
PAULO – Estou tentando te ajudar, mas se você não quer minha ajuda. Não vou mais opinar em nada.  Vou deixá-lo descansar. (vai em direção á porta do quarto)
FELIPE – Paulo, espera.
PAULO – Que foi?
FELIPE – Estou fazendo isso pela gente.
PAULO – Eu já entendi, Felipe. Não precisa se justificar em nada. (sai do quarto)

[CENÁRIO 08 – CASA DA ROSÁRIO (SÃO PAULO)/ Q. DE HOSPEDES/ NOITE]
PAULA – Quer dizer que vocês se conheceram no ônibus e já são tipo amigos de infância?
CARLA – Não exatamente, Paula. Só viramos amigos, apenas. Ele é um cara legal, divertido. E vamos marcar algo pra fazermos algum dia.
ROBERTA – Isso está me parecendo namoro.
CARLA – Nada a ver. Vamos ser apenas amigo.
PAULA – Eu já ouvi essa historia antes.
CARLA – O que você está falando?
PAULA – Nada não, continue vivendo em seu mundo de “amigos” com os caras que você conhece.
DIEGO – Posso falar com você Carla? (batendo na porta e entrando)
CARLA – Diego? Claro, entra.
DIEGO – É… queria que fosse uma conversa em particular.
CARLA – Claro. (Roberta e Paula saem do quarto. Diego fecha a porta, e confere se não tem ninguém ouvindo) Pronto Diego, estamos sozinhos. O que você quer falar comigo?
DIEGO – Agora que você voltou, vamos poder terminar aquela conversa que tivemos antes de você ir.
CARLA – Eu não quero ter essa conversa agora, Diego.
DIEGO – Eu quero ser o pai desta criança, Carla. Você quer casar comigo?
CARLA – O que?
DIEGO – Eu quero ser o pai desta criança e quero me casar com você.
CARLA – Realmente eu prefiro ter esta conversa um outro momento.
DIEGO – Você não quer se casar comigo?
CARLA – Eu já te disse várias vezes, Diego. Eu sei que tivemos algo quando criança, mas foi passageiro. Ficou no passado. Hoje eu só te vejo como amigo e nada mais do que isso.
DIEGO – Então veja isso como um ato de amizade. De um amigo que está disposto a fazer isso pra que você não fique sozinha com esta criança.
CARLA – Eu não estou sozinha. E eu ainda não decidi o que irei fazer com essa criança.
DIEGO – Você está pensando em abortar?
CARLA – Eu ainda não pensei em nada. Eu estou focada no assunto do meu pai primeiro.
DIEGO – E vai pensar em seu filho quando? Quando ele nascer?
CARLA – Eu não sei. Sinceramente eu só quero dar um tempo nesse assunto, até eu achar uma solução.
DIEGO – Já achamos uma solução. Você casa comigo e ninguém vai falar que você teve esse filho com um estranho.
CARLA – Ele não é filho de um estranho.
DIEGO – Ah não? Por acaso o pai dele está aqui? Ele está te apoiando neste momento?
CARLA – Não, não está.
DIEGO – Então á única solução que você tem é aceitando minha proposta. Eu vou ser um ótimo pai para o seu filho Carla. (se aproxima dela)
CARLA – Eu preciso de um tempo. (ela se afasta)
DIEGO – Você sabe que não tem muito tempo! Sabe que ela vai crescer em breve, e não terá mais como esconder. Mas vou dar o tempo que você quer! Pense bem na minha proposta Carla. É a única solução que você tem. (ele sair do quarto e Carla começa a chorar)

[CENÁRIO 09 – APARTAMENTO DA CAMILA/ SALA/ NOITE]
(Camila está na sala, vendo televisão, quando seu telefone toca)
CAMILA – Alô.
CARLA PELO TELEFONE – (chorando) Camila, eu não aguento mais?
CAMILA – Carla, você está chorando?
CARLA PELO TELEFONE – É muita coisa para eu aguentar sozinha, eu não aguento mais amiga!
CAMILA – O que houve, Carla? Você já chegou em São Paulo?
CARLA PELO TELEFONE – Eu preciso do seu apoio amiga. Eu não vou suportar isso sozinha.
CAMILA – Calma Carla, você está me parecendo muito nervosa. Primeiramente, relaxa e me conta. O que houve?
CARLA PELO TELEFONE – Estou precisando de você aqui.
CAMILA – O que está acontecendo? Porque você está chorando assim?
CARLA PELO TELEFONE – Eu não quero está criança! Não quero ela…
CAMILA – O que você está dizendo, Carla? Você não está pensando em tirá-la, estar? (um silêncio aparece e Camila se preocupa) Carla? Carla você está aí?
CARLA PELO TELEFONE – Estou.
CAMILA – Me conta o que está acontecendo?
CARLA PELO TELEFONE – Eu não sei o que fazer, Camila. Não dar mais pra segurar isso sozinha.
CAMILA – Você não está sozinha, Carla. Me escuta, você tem eu, tem sua irmã, sua madrinha. Vamos está sempre ao seu lado. E relaxa, não queira fazer nenhum ato que você possa se arrepender depois.
CARLA PELO TELEFONE – Vem pra São Paulo Camila, estou precisando do seu apoio.
CAMILA – Eu não posso Carla…
CARLA PELO TELEFONE – Por favor, Camila, eu não vou aguentar isso mais, preciso de um consolo que só uma irmã pode dar.
CAMILA – Carla? (Camila fica preocupada com amiga) Tá bom. Eu vou preparar uma mochila, e vou pra ir amanha. Mas se acalma. Não faça nada até eu chegar. Agora ver se dormir. Você deve está cansada da viagem. Amanha estou chegando aí.

[CENÁRIO 10 – CASA DA LUANA/ SALA/ NOITE]
(Verônica e Claudio estão na sala, ambos vendo TV. Chega uma mensagem em seu celular do Claudio)
Vitoria: Eu achei a Fernanda. Ela está em São Paulo. Preciso de você aqui pra me ajudar á convence-la á volta para casa.
CLAUDIO – São Paulo?
VERÔNICA – O que disse, filho?
CLAUDIO – Nada, mamãe. Vou pro meu quarto. (sai apressado da sala e corre para o quarto)

[CENÁRIO 11 – CASA DO JUNIOR/ SALA – Q. DO JUNIOR/ NOITE]
(Joana se instala no quarto de hospedes da casa do Junior. Gilda a ajuda para guardar suas coisas, quando Junior as observa. Ele está pensativo)
HILDA – Não é um quarto tão grande assim, mas acho que vai acolher bem você aqui.
JOANA – Não precisa se preocupar dona, Hilda. Em comparação ao meu antigo, este aqui tá bom.
HILDA – (repara que os dois precisam conversar) Vou deixar o Junior te ajudar agora, enquanto vou na cozinha terminar o jantar.
JOANA – Claro, daqui pouco descemos também, para ajudar a senhora. (Hilda sair e Junior se aproxima de Joana) Gostou da surpresa, amor?  (seu celular toca, ela olha que Camila está ligando então o desliga.) Não adianta ficar implorando para eu voltar Camila, eu tenho uma nova casa agora.
JUNIOR – Só estou surpreso, porque você não me avisou?
JOANA – (se aproxima dele) Queria fazer uma surpresa pra você. Por isso não contei nada.
JUNIOR – Realmente, você fez. (se afasta um pouco dela) O que a Camila achou disso?
JOANA – Eu não quero falar dela. É muito parecida com a outra. As duas nunca foram minhas amigas.
JUNIOR – Não era o que me pareceu. A Camila, sempre se preocupou com você.
JOANA – Eu tava enganada sobre a Camila. Ela fingia ser minha amiga, nunca gostou de mim. Mas eu não quero falar disso. (se aproxima dele)
JUNIOR – Mas não gosto de pensar que você saiu da casa das suas amigas e veio para minha. A Camila deve está achando que a culpa é minha de você ter feito isto.
JOANA – E daí o que a Camila acha ou não acha? Eu te amo! E eu vi para cá, sozinha, ninguém me obrigou há nada. Vamos parar de falar dela. (volta a guardar as roupas, e Junior continua sério)

[CENÁRIO 12 – APARTAMENTO DA CAMILA/ SALA/ NOITE]
CAMILA – Desligou! É triste dizer, mas a Joana vai colher tudo isto que ela está plantando. Deixa terminar de arrumar minhas coisas, que pelo menos uma amiga precisa de mim.

[CENÁRIO 13 – CASA DO FELIPE/ SALA/ NOITE]
(Luana está deitada na cama, passando a mão em sua barriga. Ela pensa em Sérgio, e nem repara Viviane entrando no quarto)
VIVIANE – Oi. Pensando em alguém?
LUANA – Ninguém importante. Posso fazer uma pergunta para a senhora?
VIVIANE – Claro. (senta ao lado dela) Pode perguntar o que você quiser, filha.
LUANA – Um filho… é capaz de unir um casal?
VIVIANE – Um filho sempre é uma benção para qualquer casal. Mas porque perguntou isso? Está acontecendo alguma coisa entre você e o Felipe?
LUANA – Não, não está acontecendo nada!
VIVIANE – Então?
LUANA – É por nada. Esquece que eu fiz esta pergunta. A senhora precisa de alguma coisa?
VIVIANE – Não, na verdade eu só vim aqui, para saber como você estava? Você conversou com o Felipe hoje?
LUANA – Não. Quando eu fui procurá-lo, ele estava dormindo, então não decide acordá-lo.
VIVIANE – Eu não quero que o casamento de vocês se torne que nem o meu se tornou. Quero que meu filho seja feliz, e se a felicidade dele é ao seu lado Luana, então faço qualquer coisa para vocês serem felizes. Eu quero saber se eu posso contar com você para termos o nosso Felipe de volta.
LUANA – A senhora pode contar sempre comigo.
VIVIANE – Estou planejado uma surpresa para o Felipe, e preciso de sua ajuda.
LUANA – O que eu puder fazer…
VIVIANE – Eu sei disso, filha. (segura á mão dela) É o seguinte, daqui uns dias, é aniversário dele… (as duas planejam a festa para Felipe)

Amanhecendo…

[CENÁRIO 14 – CASA DA LUANA/ SALA/ DIA]
(Claudio está descendo as escadas com uma mochila nas costas)
VERÔNICA – Você vai sair filho? E essa mochila?
CLAUDIO – Eu vou fazer uma pequena viagem, mamãe.
VERÔNICA – Viagem? Pra onde filho?
CLAUDIO – Eu vou para São Paulo. Vou resolver umas coisas lá.
VERÔNICA – Em São Paulo? O que você tem que resolver em São Paulo?
CLAUDIO – A senhora vai saber quando eu voltar! E talvez eu não volte sozinho. (ele corre apressado para porta)
VERÔNICA – Espera filho. Me explica essa historia direito.
CLAUDIO – Tchau mamãe. (sai de casa)

[CENÁRIO 15 – CASA DA ROSÁRIO (SÃO PAULO)/ Q. DO DIEGO/ DIA]
CARLA – Posso entrar? (batendo na porta do Diego)
DIEGO – Claro, entra! (Carla caminha até Diego)
CARLA – Eu já tenho a sua resposta.

Continua no Capítulo 22…

Anderson S.

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