Capítulo 13 | Corajosa – No Rumo da Vida

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[CENÁRIO 01 – PRAÇA/ NOITE]
(Joana se afasta de Junior, após saber que ele beijou Adriana)
JUNIOR – A verdade, é que foi ela quem me beijou. Ela me pegou de surpresa, no momento que eu estava desprevenido…
JOANA – Você ainda sente alguma coisa por ela?
JUNIOR – Como assim?
JOANA – Você ainda pensa na Adriana? Você ainda é apaixonado pela Adriana?
JUNIOR – Não. Claro que não. Eu confesso que, no começo, eu sentia algo sim por ela. Mas depois do que ela fez comigo… eu… eu não sinto mais nada por ela.
JOANA – Então esse beijo não significou nada?
JUNIOR – Nada. E antes que ela consiga causar uma briga entre nós, eu preferi contar pra você. (os dois se olham por um tempo) Eu acho que encontrei a garota certa dessa vez. (se aproxima dela)
JOANA – Você acha?
JUNIOR – Tenho certeza. (os dois riem e se beijam)

Amanhecendo…

[CENÁRIO 02 – CASA DA ROSÁRIO (SÃO PAULO)/ Q. DE HOSPEDES/ DIA]
(Carla caminha do banheiro para cama e não fala com a irmã)
PAULA – Então você vai ficar nisso? (Carla não olha para irmã) Não vai falar mais comigo? Qual é Carla? É o nosso pai?
CARLA – Seu pai. O meu morreu.
PAULA – Por favor, Carla, não vamos brigar. Só nós duas agora, não gosto de ficar brigada contigo. (Carla continua ignorando) Está bem, o nosso pai é um monstro, você e a mamãe estão certa, ele pensava mais no dinheiro do que na gente. Agora volta a falar comigo?
CARLA – (Carla vai até a irmã e a abraça) Eu também não gosto de ficar assim com você.
PAULA – Você ainda vai querer saber onde ele estar?
CARLA – Claro que vou. Quero encontrar ele cara a cara, para esfregar na cara dele, que hoje estamos bem, forte e nunca precisamos dele.
PAULA – E a medalhinha? Já decidiu o que fazer com ela?
CARLA – Já, eu vou vende – la. Não foi pra isso que ele deixou ela?
PAULA – Você tem certeza de que quer fazer isso?
CARLA – Tenho. Com o dinheiro, compro a passagem para o Rio e procuro a outra carta.
PAULA – Então tá, qualquer decisão sua, você terá o meu apoio.
CARLA – Vamos tomar café?
PAULA – Pode ir indo. Desço logo depois. (Carla desce para cozinha. Sozinha no quarto, Paula vai até as coisas da irmã e pega a medalhinha de seu pai e a observa)

[CENÁRIO 03 – CASA DA LUANA/ Q. DAS MENINAS – Q. DO CLÁUDIO/ DIA]
(Fernanda agarrou no sono e nem reparou se sua irmã havia chegado ou não. Ela acorda, procura dentro do quarto, no banheiro. Nada. Tem certeza que Vitoria não dormiu em casa, pois sua cama ainda continua arrumada. Decide então pedir ajuda para seu primo)
FERNANDA – (batendo na porta) Cláudio, está dormindo? Cláudio?
CLÁUDIO – (sonolento) Fernanda? Eu já estou indo, espera um momento. (ele se levanta da cama, caminha até a porta do quarto, abre e Fernanda já vai entrando sem pedir permissão) O que foi? Porque está tão nervosa?
FERNANDA – (nervosa) A Vitoria não dormiu em casa!
CLÁUDIO – Tem certeza, Fernanda?
FERNANDA – Tenho. Eu acordei hoje e encontrei a cama dela da mesma maneira que ontem. Eu também procurei ela no quarto todo, no banheiro e nada.
CLÁUDIO – É, agora acho que é serio.
FERNANDA – Claro que é. Eu não sei o que fazer, tenho medo de ligar para os meus pais e preocupar eles á toa.
CLÁUDIO – Calma, Fernanda, é… vamos fazer o seguinte. Você vai voltar para o seu quarto, se arruma, que eu vou fazer o mesmo. E vamos sair para procurá-la.
FERNANDA – Procurá-la onde?
CLÁUDIO – Não sei, vamos nas delegacias, nos hospitais, sei lá.
FERNANDA – Você acha que aconteceu alguma coisa séria?
CLÁUDIO – Eu não sei Fernanda, também não vamos pensar bobagens, né. Faz o que te disse e daqui 15 minutos, a gente se encontra lá na sala.
FERNANDA – Está bem.
CLÁUDIO – E fica tranquila, vamos encontrá-la.

[CENÁRIO 04 – APARTAMENTO DA CAMILA/ COZINHA/ DIA]
(Camila está na cozinha tomando café da manha sozinha, quando Adriana entra)
CAMILA – Até você acordou cedo? O que foi? Amanheceram com pulga na cama?
ADRIANA – A Joana já acordou?
CAMILA – Já, nem tomou café da manha e já saiu.
ADRIANA – Saiu? Interessante.
CAMILA – Por quê? Você sabe pra onde ela foi?
ADRIANA – Não, nem faço ideia.
CAMILA – E porque você acordou cedo?
ADRIANA – É que estou feliz demais para passar meu dia inteiro na cama.
CAMILA – O motivo dessa felicidade toda, é aquilo que você não quis me dizer?
ADRIANA – Isso mesmo espertinha. Agora para de pergunta, que desse mato não sai mais coelho.

[CENÁRIO 05 – CASA DA LUANA/ SALA/ DIA]
(Cláudio e Fernanda estão descendo as escadas e caminham direto pela porta. Verônica que estava na sala, os ver descendo)
VERÔNICA – Vocês vão sair?
CLÁUDIO – Vamos mamãe.
FERNANDA – O Cláudio vai me ajudar a procurar a Vitoria que ainda não apareceu?
VERÔNICA – Ela ainda não apareceu? Que estranho.
CLÁUDIO – Eu também achei mamãe, por isso que eu estou indo ajudar a Fernanda a procurá-la.
VERÔNICA – Sei, se vocês precisarem de alguma coisa, que eu possa ajudar?
FERNANDA – Não precisamos tia, podemos ir Cláudio?
CLÁUDIO – Claro. Tchau mamãe.
VERÔNICA – Tchau filho. E me mandem notícias, viu. (eles saem. Aproveitando que estava sozinha, Verônica faz uma ligação) Podem trazê-la, acho que ela já aprendeu a lição.

[CENÁRIO 06 – APARTAMENTO DA CAMILA/ Q. DA ADRIANA/ DIA]
(Joana chega em casa e vai direto para o quarto da Adriana)
ADRIANA – (invadindo o quarto) Pelo que eu saiba, a porta foi feita para se bater.
JOANA – O que eu vim fazer aqui é rápido.
ADRIANA – Então diga?
JOANA – Só vim te dizer que seu plano de separar eu e Junior não deu certo. Apenas reforçou o que sentimos um pelo outro.
ADRIANA – Só isso?
JOANA – É. Ah, saiba que se acontece algo do tipo, sabemos quem é a culpada.
ADRIANA – Será que agora você poderia sair do meu quarto.
JOANA – Não há nada que você fizer que vai separar a gente. (ela sair do quarto)
ADRIANA – Isso é o que vamos ver, amiga.

[CENÁRIO 07 – CASA DA LUANA/ SALA/ DIA]
(Fernanda e Cláudio voltam da procura)
FERNANDA – Não encontramos nem sinal dela.
CLÁUDIO – E já fomos em quase todas as delegacias, hospitais, praças e nada dela.
LUANA – De quem vocês estão falando?
CLÁUDIO – Da Vitoria que sumiu.
LUANA – Ela não apareceu ainda?
FERNANDA – Não e a policia disse que só pode fazer alguma coisa depois de 24 horas de desaparecido. Eu não vou aguardar, eu vou continuar procurando minha irmã.
CLÁUDIO – Não podemos fazer mais nada, Fernanda. Agora esperar, que a policia faça o papel dela.
FERNANDA – Eu não consigo esperar Cláudio, eu quero a minha irmã. (Vitoria chega em casa) Vitoria, minha irmã! (corre para abraça–lá) Onde você estava?
VITORIA – Eu estou bem.
FERNANDA – Onde você estava? Porque não me avisou que ia sair? Pelo menos não me deixava aqui preocupada com seu sumiço.
VITORIA – Será que eu posso ir pro meu quarto? Preciso descansar um pouco.
FERNANDA – Claro. Eu vou contigo. (as duas sobem para o quarto)
LUANA – Eu disse que ela cedo ou tarde estaria aparecendo por essa porta, como se nada estivesse acontecido.
CLÁUDIO – O bom é que agora estar tudo bem.
LUANA – Quer apostar como ela estava esse tempo todo na casa de algum namoradinho?
[NO QUARTO]
VITORIA – (se joga na cama) Finalmente minha cama.
FERNANDA – Agora que você está na sua caminha, você pode me dizer onde estava?
VITORIA – Eu vou te contar, melhor você se sentar.
FERNANDA – (senta ao lado dela) Estou sentada.
VITORIA – A nossa tia, ela me raptou.
FERNANDA – Como assim?  (nesse momento Verônica entra no quarto)
VERÔNICA – Olá, vejo que a desaparecida apareceu?
VITORIA – Tia!
VERÔNICA – Será que eu podia conversar em particular com minha sobrinha sumida, Fernanda?
FERNANDA – É que estávamos tendo um conversa antes da senhora ter invadido o nosso quarto…
VERÔNICA – Eu prometo que vai ser rápido, ai depois vocês continuam o seu papinho.
VITORIA – Pode ir Fernanda, preciso mesmo ter uma conversa com a nossa titia.
FERNANDA – Então, tá. (Fernanda desconfia que algo esteja acontecendo, mas sair do quarto mesmo assim)
VERÔNICA – É garota, agora é só nos duas.
VITORIA – Por que a senhora me trouxe de volta? Não tem medo de que eu conte o que eu sei…
VERÔNICA – Você não vai contar nada menina, porque sabe o que eu posso fazer se meus planos derem errado.
VITORIA – A senhora devia ter me levando pra longe, porque eu aqui sou um perigo para os seus planos.
VERÔNICA – Talvez, mas quem sabe, na próxima você nem volte mais.
VITORIA – Não adianta me ameaçar titia, eu não tenho medo. Eu posso até ficar quieta por um tempo, mas não vou permitir que você engane aquele cara.
VERÔNICA – Isso é uma ameaça?
VITORIA – Eu não sei. Mas já que a senhora quer jogar assim, com ameaças.
VERÔNICA – Menina, não queira me ver irritada. Se eu fosse você pensava melhor antes de me enfrentar. O cara que te levou estar bem aí e não custa nada eu pedir pra ele, dar um passeio com a Fernanda.
VITORIA – Deixa minha irmã fora disso!
VERÔNICA – Então pare de mexer nesta historia e volte para o seu mundinho. Que você e sua irmãzinha estarão seguras. (Verônica sair do quarto e Fernanda entra logo em seguida)
FERNANDA – O que a tia queria?
VITORIA – Veio ver se eu estava bem.
FERNANDA – Agora você vai m explicar essa história. Como assim, a nossa tia te raptou?
(lá em baixo, a campainha toca e Luana que estava sozinha na sala, atendeu)
LUANA – Já vai. Estou abrindo. (encontra Sérgio na porta) O que está fazendo aqui?
SÉRGIO – Eu vim fazer isso. (ele a puxa pela cintura e a beija. Só que ela não gostou muito, e o empurra)
LUANA – Não faça mais isso. Não aqui. Vamos lá pra fora. (o empurra pra fora da casa)
SÉRGIO – Não quer que sua família saiba da gente?
LUANA – Não é isso. É que ainda não contei para eles e ainda estou noiva do Felipe.
SÉRGIO – E quando você vai terminar esse noivado pra ficar comigo?
LUANA – Isso não depende só de mim. Tem a minha família, a do Felipe, o próprio Felipe que ainda gosta de mim, eu não posso terminar um noivado assim da noite pro dia.
SÉRGIO – E o que a gente sente um pelo outro, não significa nada?
LUANA – Significa, mas é que…
SÉRGIO – Estou achando que os meus amigos tinham razão?
LUANA – Sobre o que?
SÉRGIO – Você me usou, e agora está me deixando de escanteio.
LUANA – Não é isso.
SÉRGIO – Não quero isso pra mim, chega. (se afasta dela)
LUANA – Pra onde você vai? Espera?
SÉRGIO – Me esquece, é o que eu vou fazer com você daqui em diante. E o Felipe não merece isso que estamos fazendo. (vai embora)

[CENÁRIO 08 – APARTAMENTO DA CAMILA/ COZINHA/ DIA]
(Camila chega no apartamento, com algumas sacolas nas mãos)
CAMILA – Meninas, vocês estão em casa?
JOANA – Estou. (responde da cozinha)
CAMILA – Fui comprar algumas coisas para cá, afinal se não fosse eu… (entrando na cozinha) …não teríamos nada para comer nessa casa. Cadê a Adriana?
JOANA – Não sei e nem quero saber onde essa aí está.
CAMILA – Xii… vocês duas brigaram? E posso saber por qual motivo agora?
JOANA – Você não vai acreditar, Camila!
CAMILA – Se você me contar talvez eu acredite.
JOANA – Você sabia que a Adriana, foi lá na lanchonete ontem e beijou o Junior, na frente de todos que estavam lá.
CAMILA – Fala sério?
JOANA – Estou com tanta raiva dela. Ela não quis ele, usou o coitado e depois o tratou mal, fingiu que ele não existia. E agora, que eu estou com ele, ela quer tomar de mim.
CAMILA – Será que ela também gosta do Junior?
JOANA – Será? Não, não pode ser. E mesmo assim, ela perdeu a vez dela, ele está comigo agora.
CAMILA – É, mas e o Junior?
JOANA – O que tem ele?
CAMILA – Ele realmente gosta de você?
JOANA – Claro que gosta.
CAMILA – Eu não sei. E pra falar a verdade, esse namoro de vocês começou rápido demais.
JOANA – E o que isso tem haver? Foi amor á primeira vista.
CAMILA – É aí que tá. Ele ficou primeiro com a Adriana, quem garante que ele ainda não goste dela e está te usando para esquecê-la.
JOANA – Claro que não. O Junior gosta de mim, eu sei disso.
CAMILA – É, então tá. Agora vem cá, me ajuda a guardar essas coisas.

[CENÁRIO 09 – LANCHONETE/ DIA]
(Adriana chega na lanchonete e vai direto para o balcão)
ADRIANA – Oi?
JUNIOR – Você aqui de novo.
ADRIANA – Pois é, né. Quem mandou essa lanchonete ser tão boa.
JUNIOR – Eu estou ocupado agora, não sei se você percebeu, mas tenho que servir algumas mesas.
ADRIANA – A vontade, tenho todo tempo do mundo. (Junior vai atender algumas mesas e Adriana fica sentando no banquinho do balcão o observando)
JUNIOR – (voltando para o balcão) Você é maluca. (ele sorrir e ela percebe)

[CENÁRIO 10 – CASA DA LUANA/ Q. DAS MENINAS/ DIA]
FERNANDA – Então, me explica essa história?
VITORIA – É melhor você ficar longe dessa história, Fernanda.
FERNANDA – Então é verdade!
VITORIA – Eu não disse isso. O que eu posso dizer, é que não confie na nossa tia. Ela não gosta tanto assim da gente.
FERNANDA – Porque você não quer me falar o que sabe?
VITORIA – Porque não é o momento ainda. Mas eu prometo que eu conto, assim que puder
FERNANDA – Eu não estou te entendo. Somos irmãs Vitoria, não escondemos nada uma da outra.
VITORIA – Essa historia é diferente agora.
FERNANDA – Diferente como?
VITORIA – É diferente. Pronto. Apenas não confie na nossa tia. Agora eu preciso ir em um lugar.
FERNANDA – Há não? Você não vai sair de novo?
VITORIA – É sério, irmã. Preciso ir urgente á esse lugar.
FERNANDA – Posso saber pelo menos onde você vai?
VITORIA – Melhor não. Mas não vou demorar. Há e se alguém perguntar por mim, inclusive a titia, diga que eu estou dormindo. (ela sair do quarto apressada)

[CENÁRIO 11 – LANCHONETE/ DIA]
(Adriana continua no balcão tomando alguma coisa, olhando para Junior terminar de servir algumas mesas. Ele volta para o balcão)
ADRIANA – Então, desocupou pra falar comigo?
JUNIOR – Não. (vai pra cozinha, deixando ela sozinha, que continua tomando algo, com um sorriso no rosto)

[CENÁRIO 12 – PRAIA/ DIA]
(Sérgio encontra seus amigos na praia)
ADRIANO – Olha só quem apareceu?
SÉRGIO – Não começa, não estou bem.
ROBERTO – O que foi?
SÉRGIO – Vocês estavam certo. A Luana só estava me enrolando.
ADRIANO – A gente avisou, ela gosta Felipe e só.
SÉRGIO – Eu  sei disso agora. Mas qual é? O que o Felipe tem que eu não tenho? Também sou rico, bonito, inteligente. Só porque eu não sei cantar, ela prefere ele.
ADRIANO – Isso pode ser uma hipótese!
ROBERTO – Vocês terminaram o que tava rolando entre vocês?
SÉRGIO – Terminei. E eu estou afim de esquece aquela garota de verdade.
ADRIANO – Esquecer amor não correspondido, é comigo mesmo. Que tal uma baladinha hoje á noite, topa?
SÉRGIO – Claro que topo. Estou afim de conhecer gente nova.
ADRIANO – É assim que se fala

[CENÁRIO 13 – LANCHONETE/ DIA]
(depois de vários tocos que Junior deu para Adriana, ela finalmente percebe que dali não vai conseguir nada)
ADRIANA – Eu já entendi. Você não vai desocupar até quando eu estiver aqui.
JUNIOR – Pensei que não fosse perceber nunca.
ADRIANA – Eu já estou indo, mas antes queria fazer isso. (ela se aproxima para beijá-lo, mas ele a evita)
JUNIOR – Nem tente. O que você quer garota? (ele levanta a voz, mais mantém a calma, pra não levantar olhares na lanchonete) Olha aqui, eu estou namorando a Joana, sua amiga. E não pensa que você vai conseguir terminar meu namoro com ela. Qual é garota? Se dê ao respeito. Tentando ficar com o namorado da sua amiga. Saiba que não vai rolar mais nada entre a gente. Eu gosto da Joana, o que rolou entre nós só foi um passatempo. Você mesma quem disse. (ele volta para cozinha, deixando-a sozinha em pé no balcão. Ela chateada, sair da lanchonete)

[CENÁRIO 14 – CASA DA LUANA/ Q. DAS MENINAS/ DIA]
CLÁUDIO – (batendo na porta) Posso entrar?
FERNANDA – Pode, claro.
CLÁUDIO – Então, cadê a sumida?
FERNANDA – É… (inventa) …ela está no banho.
CLÁUDIO – Ela contou onde estava esse tempo todo?
FERNANDA – A Luana estava certa, tava na casa de um carinha que ela conheceu.
CLÁUDIO – Sério que alguém se interessou pela nossa prima marrenta?
FERNANDA – O pior que sim.
CLÁUDIO – Então tá, bem só vim ver mesmo como ela estava, mas já que está no banho, volto outra hora.
FERNANDA – Espera, queria te agradecer por ter me ajudado a procurar minha irmã. (fica de frente á ele)
CLÁUDIO – Que é isso. Não precisa agradecer, estava te devendo uma. Afinal você já me ajudou diversas vezes.
FERNANDA – Mesmo assim, obrigada.
CLÁUDIO – De nada. (Cláudio se vira para ir embora, mas Fernanda o chama novamente)
FERNANDA – Espera. Eu quero dizer mais uma coisa?
CLÁUDIO – O quê? (respira fundo e num lance rápido, Fernanda o beija)

[CENÁRIO 15 – CASA DO FELIPE/ SALA/ DIA]
(Vitoria está em frente á casa dele)
VITORIA – Pensa que vou ficar calada é titia, está muito enganada. (ela toca a campainha) Oi, eu queria falar com o Felipe, ele está?
EMPREGADA – Está sim. Pode entrar.
VITORIA – Poderia dizer que a prima da Luana quer falar com ele?
FELIPE – (descendo as escadas) Você quer falar comigo?
VITORIA – Você é o Felipe?
FELIPE – Sou, o que você quer conversar?
VITORIA – Eu tenho algo pra te dizer sobre minha prima. (nesse momento, Verônica e Luana, surgir lá de dentro da cozinha)
VERÔNICA – Olá Vitoria, o que está fazendo aqui?
VITORIA – (surpresa) Tia?

Continua no Capítulo 14…

Anderson S.

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