Capítulo 11 | Falsa Grávida – No Rumo da Vida

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[CENÁRIO 01 – CASA DO JUNIOR/ SALA DE CONSULTA/ TARDE]
(Joana está na sala de consulta de Hilda. Joana estica seu braço dando oportunidade para Hilda ver sua mão)
JOANA – Então, o que a senhora ver?
HILDA – Vejo que a sua linha da cabeça está bem equilibrada.
JOANA – Deve ser. Deste de pequena eu tento manter tudo organizado em minha vida. Estou terminando a faculdade de administração e quando terminar, quero arrumar um emprego e construir minha família. O que a senhora ver mais?
HILDA – Na linha do coração, vejo que você tem um pouco de dificuldade de se expor. Dizer o que sente, de demonstrar os seus sentimentos. Já a linha do destino, você está perto de concluir o propósito que te trouxe aqui. Já na linha da vida… (muda de expressão)
JOANA – Na linha da vida…?
HILDA – Bem, a linha da vida… (não responde, deixando Joana preocupada e curiosa)
JOANA – O que a senhora viu, por favor, não me esconda nada.
HILDA – Vamos consultar aqui nas cartas. Porque está um pouco confusa, quem sabe elas não me ajudam a entender um pouco. (solta a mão dela e começa embaralhar o baralho)
JOANA – Mas as outras estavam tão detalhadas. A senhora não está me ocultando nada, né?
HILDA – Corte o baralho, por favor!
JOANA – (corta o baralho e Hilda começa tirar algumas cartas dele) Então, as cartas estão detalhando melhor?
HILDA – (observa um pouco as cartas, com a expressão séria)  Realmente elas só me confirmaram o que eu havia visto.
JOANA – E o que a senhora viu?
HILDA – Você está terminando o que você veio fazer aqui nessa vida.
JOANA – Isso a senhora já disse!
HILDA – Eu sei… só que… (tira mais cartas) …depois que você terminar seu destino, você deverá sair e dar espaço para que um novo destino possa ser escrito.
JOANA – Não entendi essa parte?
HILDA – Não se preocupa, você tem muito que fazer ainda. Vai passar por umas turbulências, mas se você for forte, você irá realizar tudo o que desejar.
JOANA – Eu sinceramente… (Junior entra na sala)
JUNIOR – Então, já terminaram?
HILDA – Já sim, filho!
JUNIOR – Podemos ir então, né Joana?
JOANA – Claro. É… quanto é que devo?
HILDA – Nada, filha! Não se preocupa. Foi um prazer conhece–lá. Volte mais vezes.
JOANA – Claro, foi um prazer conhece-la também.
JUNIOR – Que bom, então vamos. Tchau mamãe.
HILDA – Tchau filho. (Hilda acompanha Junior e Joana até a saída. Depois que eles vão embora, Hilda volta para a sala de consultas e joga as cartas novamente. Sua expressão continua séria)

[CENÁRIO 02 – APARTAMENTO DA CAMILA/ SALA/ TARDE]
CAMILA – A Joana não chegou ainda?
ADRIANA – Não, pelo visto deve estar com o namorado novo.
CAMILA – De novo com essa historia.
ADRIANA – Não é historia, é verdade. Dessa vez eu vi com os meus próprios olhos.
CAMILA – Sério? Não, se a Joana estivesse namorando ela teria nos contado, pelo menos pra mim.
ADRIANA – Eu peguei ontem a noite ela e namorado em um jantar romântico que ela ganhou.
CAMILA – Mas o conhecemos? Ele é bonito?
ADRIANA – Você eu não sei. Mas eu o conheço bem o bastante.
CAMILA – Calma aí… Você e…
ADRIANA – Ele foi um ex-ficante meu!
CAMILA – Não acredito? Quem é ele?
ADRIANA – É o garçom da lanchonete perto da Faculdade.
CAMILA – Então não conheço.
ADRIANA – Se duvidar, eu aposto como estão os dois lá, sentados, conversando, juntinhos…
CAMILA – Você falando assim, parece até que está com ciúmes.
ADRIANA – Eu com ciúmes de um cara que só fiquei uma noite. (rir falsamente)
CAMILA – Não sei, vai que só uma noite foi suficiente para você ficar apaixonada por ele.
ADRIANA – Ah vá, Camila. Só dessas não. É preciso mais de uma noite pra me conquistar.
CAMILA – É você quem está dizendo.

[CENÁRIO 03 – PRAÇA/ TARDE]
(Frederico e Viviane estão sentados em um banco, ele tenta pegar na mão dela)
VIVIANE – Não me toca. Alguém pode nós ver.
FREDERICO – Quem? Só estamos nós dois aqui nessa praça.
VIVIANE – Fala logo. Porque só agora você voltou?
FREDERICO – Eu li num jornal que o Fernando havia morrido.
VIVIANE – Isso saiu em quase todos os jornais.
FREDERICO – Então, eu quis ver se você estava bem? Se estava precisando de algo nesse momento difícil?
VIVIANE – Estou bem. Tenho meus filhos para me apoiar nesse momento.
FREDERICO – Filhos?
VIVIANE – Sim. Dois. O mais novo que você conheceu naquele dia. E outro mais velho!
FREDERICO – Seus e do Fernando?
VIVIANE – Claro, de quem mais seria?
FREDERICO – Meu talvez! Já que tivemos uma linda história no passado.
VIVIANE – Só que essa história ficou no passado. (Frederico tenta segurar a mão dela novamente, mas ela volta a se afastar)
FREDERICO – Porque você está me tratando assim tão fria? Nem parece com aquela garota doce e alegre que eu conheci anos atrás.
VIVIANE – A garotinha cresceu, após ter sido abandonada por um cara, que a iludiu, que dizia que iria viver ao seu lado para vida toda.
FREDERICO – Eu não estou entendendo?
VIVIANE – É melhor eu ir, já que conversamos tudo o que tínhamos para conversar. (se levanta para ir embora, mas ele a segura pelo braço e a beija)

[CENÁRIO 04 – APARTAMENTO DA CAMILA/ SALA/ TARDE]
(Joana chega ao apartamento pensativa)
ADRIANA – Olha só quem chegou. Então, tava com o namoradinho?
JOANA – Ele ainda não é meu namorado, ainda… mas pra que esconder, já que você descobriu tudo. Sim, eu estava com o Junior.
ADRIANA – Finalmente confessou.
JOANA – Confessei Adriana, satisfeita? É o carinha da lanchonete! O mesmo que você deixou falando sozinho, dando um gelo, depois da noite que vocês ficaram juntos.
ADRIANA – Não se preocupa, pode ficar com o gatinho. Eu já aproveitei, o que tinha que aproveitar. (sair da sala, deixando-a sozinha)

[CENÁRIO 05 – PRAÇA/ TARDE]
VIVIANE – (empurra Frederico e dar um tapa na cara dele) Nunca mais faça isso de novo.
FREDERICO – Porque você fez isso?
VIVIANE – O que a gente viveu acabou, á 20 anos atrás.
FREDERICO – Eu não sei por que você está agindo assim, mas eu estou aqui agora! E estou afim de continuarmos nossa história.
VIVIANE – Não temos mais o que continuar. (dessa vez ela vai embora e Frederico não entende o que a deixou assim)

[CENÁRIO 06 – APARTAMENTO DO SÉRGIO/ SALA/ TARDE]
(após ter passado a manha inteira com a Luana, Sérgio continua deitado no sofá, e acabou perdendo a aula da faculdade)
ROBERTO – (Roberto e Adriano chegam ao apartamento) Olha só como está o cara, deitado no sofá de boa!
ADRIANO – Podemos saber por que você não foi pra faculdade? (Sérgio não percebe os amigos, por ainda estar pensado na Luana)
ROBERTO – Ei cara? Atenção aqui. Está tudo bem?
SÉRGIO – E aí galera, já chegaram?
ADRIANO – Já e estou aguardado a resposta da minha pergunta?
SÉRGIO – Que pergunta?
ROBERTO – Adriano, esquece que este aí não prestou atenção no que a gente disse!
SÉRGIO – Prestei não galera, estava com a cabeça ocupada.
ROBERTO – Em que? Ou melhor, em quem?
SÉRGIO – Na garota da minha vida!
ADRIANO – Já começou.
SÉRGIO – A gente vai ficar junto, podem apostar nisso.
ROBERTO – Cara, ela está noiva do nosso amigo, o Felipe. Não tem nem chances…
SÉRGIO – Ela saiu daqui não faz muito tempo.
ADRIANO – O que? A Luana estava aqui?
SÉRGIO – Tava e passamos a manha juntos, agarradinho neste mesmo sofá.
ROBERTO – Cara, você e a Luana ficaram no sofá?
SÉRGIO – É o que eu estou dizendo, não é?!
ADRIANO – Você perdeu a cabeça? A Luana vai se casar com o Felipe. Sabe quem é o Felipe? O nosso amigo de infância. O nosso vocalista da banda.
SÉRGIO – Que banda? A nossa banda não existe mais, e foi ele mesmo que desistiu… Eu sei quem é o Felipe e eu não estaria fazendo isso, se não soubesse que a Luana irá terminar tudo com ele!
ROBERTO – Quem te garante isso?
SÉRGIO – A própria me disse.
ROBERTO – E se o Felipe saber disso antes?
SÉRGIO – Quando isso acontecer, eu já vou está junto com ela e ninguém vai nós atrapalhar. (levanta do sofá e caminha em direção a cozinha)
ADRIANO – Espero que você não esteja se enganando com isso viu parceiro.

[CENÁRIO 07 – CASA DA ROSÁRIO (SÃO PAULO) / Q. DE HOSPEDES/ TARDE]
DIEGO – (batendo na porta) Posso entrar?
CARLA – Entra.
DIEGO – Eu queria ter uma conversa contigo?
CARLA – Eu também.
DIEGO – É sobre aquilo que aconteceu naquele dia…
CARLA – (interrompe) Antes que você toque nesse assunto, eu queria te dizer uma coisa.
DIEGO – Estou ouvindo.
CARLA – É bom que você saiba que… o que tivemos quando criança, ficou naquela época.
DIEGO – Carla…
CARLA – Espera, deixa eu terminar.  Eramos criança Diego e não tínhamos uma ideia do mundo como temos agora. Foi lindo o que vivemos, mas foi passageiro, acabou. Ficou no passado. Ficou na nossa infância.
DIEGO – Pra mim não… (se aproximando dela)
CARLA – Pra mim foi. Eu cresci e aquele sentimento sumiu. Hoje o que eu sinto por você, é só um carinho de amigo.
DIEGO – Amigo?
CARLA – Sim um amigo, que gosto e admiro.
DIEGO – Pois eu não sinto o mesmo. O que eu sinto por você é muito maior que uma amizade.
CARLA – Então lamento, Diego. Porque é isso que eu sinto, você queira ou não.
DIEGO – Não acredito que você esqueceu tudo que passamos juntos quando criança?
CARLA – Eu não esqueci, eu só não sinto o mesmo que naquela época.
DIEGO –  Você está dizendo isso por falar. Você vai ver, que é só dar um empurrãozinho ai dentro do seu coração, que tudo isso volta.
CARLA – Se você não aceita o que eu sinto, eu vou ter que ir embora.
DIEGO – Não! (pensa um pouco) Está bem. Eu vou tentar tirar isso dentro de mim. Mas isso não significa que eu vá conseguir. (sai do quarto)

[CENÁRIO 08 – CASA DO FELIPE/ SALA/ TARDE]
(Viviane chega em casa e sua tentativa de não ser descoberta, é falhada por seu filho, Paulo)
PAULO – Posso saber onde a senhora estava?
VIVIANE – Fui dar um passeio. Cansada de ficar o dia todo dentro de casa.
PAULO – E porque a senhora não disse para mim? Eu iria com a senhora, melhor do que sair por aí sozinha.
VIVIANE – Eu não queria incomodar, filho. Você e seu irmão, já estão fazendo muito por mim. E não quero que vocês esqueçam de viver suas vidas.
PAULO – A nossa vida agora, é se preocupar com a senhora. A senhora não devia ter saído sozinha e que na próxima avise pelo para mim ou o Felipe.
VIVIANE – Sabe como eu estou me sentido?
PAULO – Como?
VIVIANE – Como se tivéssemos trocado os papéis. Eu sou a criança e vocês os adultos.
PAULO – É mais ou menos isso agora. Vamos comer, a senhora já passou da hora. (Viviane rir e os dois vão para a cozinha)

[CENÁRIO 09 – CASA DA LUANA/ Q. DA LUANA/ TARDE]
(Verônica está sentada sobre a cama, olhando algumas roupas que Luana comprou. Luana está em frente ao espelho, experimentando um vestido)
VERÔNICA – Você comprou pouca roupa para o tempo que você ficou fora.
LUANA – É que eu fui em várias lojas, mamãe.
VERÔNICA – Sei. Amanha vamos á igreja.
LUANA – A senhora já quer marcar a data?
VERÔNICA – Claro. Temos quer por em pratica isso o mais rápido possível.
LUANA – Verdade, se não a barriga começa a crescer e alguém desconfie.
VERÔNICA – Isso mesmo, filha.
LUANA – Ainda tem a ideia de usar uma barriga falsa?
VERÔNICA – Se você engravidar de verdade antes, talvez não precisemos de uma barriga falsa? (Vitoria que está passando pelo corredor, ouve a conversar e invade o quarto)
VITORIA – Barriga falsa? Quer dizer que a Luana não está grávida?
LUANA – Você estava ouvindo a conversa de trás da porta, menina?
VITORIA – Eu entendi bem? Você não está grávida, Luana?
VERÔNICA – Claro que ela está grávida. Seja o que for que você tenha ouvido, você ouviu errado. Aliás, sua mãe não te ensinou que é feio ficar ouvindo a conversa dos outros.
VITORIA – Não é mais feio do que fingir uma falsa gravidez para conseguir casar com um cara.
LUANA – Você não sabe de nada menina.
VITORIA – Sei. E eu ouvi muito bem o papo da “gravidez falsa”.
VERÔNICA – E daí se a Luana não estiver grávida. O que você vai fazer?
VITORIA – Simples, vou contar pra todo mundo, que vocês estão querendo dar um golpe da barriga nesse Felipe.
LUANA – Com que prova querida?
VITORIA – Hoje em dia um simples teste de gravidez resolve isso.
VERÔNICA – Só que a gente já fez o teste. E deu positivo. (Luana pega o teste que estava dentro de uma gaveta e mostra para a Vitoria) Viu, está aí prova.
VITORIA – Vocês devem ter falsificado este teste?
VERÔNICA – Não falsificamos teste nenhum. A Luana está grávida, temos o teste comprovando e tudo resolvido.
VITORIA – Tem nada resolvido. Eu tenho certeza do que eu ouvi! E eu vou sim falar pra todo mundo.
VERÔNICA – Olha aqui garota! (segura o braço dela forte)
VITORIA – A senhora está me machucando!
VERÔNICA – E eu vou machucar mais se você não fechar essa boca.
VITORIA – Agora está tirando a mascará, titia? Cansou de fingir, foi?
VERÔNICA – Tem ninguém fingindo aqui, menina. E ouça o que eu vou te falar. Eu estou sendo muito boazinha com você e sua irmã, mas se essa historia vazar daqui de dentro. Eu tenho até pena do que eu posso fazer com vocês!
VITORIA – Isso é uma ameaça?
VERÔNICA – Considere como você quiser? (larga o braço dela)
VITORIA – É bom saber quem realmente são vocês. Assim pelo menos eu sei que eu estava metida em um ninho de cobras.
VERÔNICA – E não queira ser picada por esta cobra.
VITORIA – Pode ficar tranquila, titia. Não vou contar nada do que eu ouvi aqui.
VERÔNICA – Boa garota. Agora se quiser nos dar licença, temos que continuar uma conversa que foi interrompida.
VITORIA – Divirtam-se!
VERÔNICA – Ah e não se esqueça. Boca fechado não entra mosca. (Vitoria sair do quarto)
LUANA – E agora mamãe? Se ela contar pra alguém?
VERÔNICA – Você não viu do jeito que ela saiu daqui? Assustada! E mesmo assim, tenho tudo planejado. Temos esse teste como prova.
LUANA – E se pedirem outro teste?
VERÔNICA – A gente falsifica novamente. Filha relaxa, vamos pensar logo numa data? Tava pensando quem sabe daqui um mês…

Amanhecendo…

[CENÁRIO 10 – APARTAMENTO DA CAMILA/ COZINHA/ DIA]
JOANA – (entrando na cozinha) Bom dia.
CAMILA – Bom dia apaixonada.
JOANA – Deixa eu adivinhar. A Adriana falou pra você que eu estou saindo com um cara?
CAMILA – Sim. Você devia ter pelo menos me contado, né?
JOANA – Queria garantir logo que desse certo. A gente começou meio mal e tava tentando resolver.
CAMILA – Deixa adivinhar, tem a ver com a Adriana?
JOANA – Tem. Mas depois eu te conto tudo. E como anda o assunto com a sua mãe? Você ainda falou com ela depois daquele dia?
CAMILA – Falei. E acho que foi definitivo.
JOANA – E o que ela queria com você?
CAMILA – Queria que eu fosse há uma tal casa e falasse que era filha de um ricaço que morreu, para que herdasse uma parte da fortuna desse cara.
JOANA – Mas esse cara é teu pai de verdade?
CAMILA – Eu não sei! E também não quero saber.
JOANA – E ela desistiu assim tão fácil?
CAMILA – Eu acredito que sim. Mas, se ela voltar a me procurar, vai receber a mesma resposta.

[CENÁRIO 11 – CASA DA LUANA/ Q. DAS MENINAS/ DIA]
FERNANDA – Eu não acredito Vitoria? Tem certeza de que foi isso realmente que você ouviu?
VITORIA – Tenho! Peguei as duas, nessa história. O pior é que elas tem um teste de gravidez, que comprova que a Luana está grávida!
FERNANDA – Mesmo assim, não acredito que nossa tia e a nossa prima, criariam uma historia dessas?
VITORIA – Elas me ameaçaram se eu contasse isso para alguém. Mas se elas pensam que eu vou ficar de bico calado, estão muito enganadas.
FERNANDA – É melhor deixar isso quieto, Vitoria. Isso não tem nada haver com a gente. Se você se meter nessa historia, você só vai está procurando briga com elas.
VITORIA – Não, irmã. Você acha justo elas enganarem um cara para ficarem com o dinheiro dele?
FERNANDA – Não, não acho, mas…
VITORIA – Então. Eu só preciso de provas. E eu vou acabar com o esse planinho delas.

[CENÁRIO 12 – APARTAMENTO DO SÉRGIO/ SALA – COZINHA/ DIA]
(Sérgio está na sala e pensa em ligar para a Luana. Ele tenta, só que sempre cair na caixa postal. Não conseguindo, ele vai até a cozinha)
ADRIANO – (entra na sala, joga a mochila em cima do sofá e caminha em direção á cozinha) Ligando pra ela?
SÉRGIO – Estou, mas só cair na caixa de mensagem.
ADRIANO – Eu avisei.
SÉRGIO – Ela deve está dormindo e desligou o telefone.
ADRIANO – (voltando pra sala, Sérgio logo atrás) Então tá! Cada um acredita naquilo que quer. (pega sua mochila e sair do apartamento)

[CENÁRIO 13 – CASA DO FREDERICO/ DIA]
(Frederico vem descendo as escadas e encontra com Beatriz na sala)
BEATRIZ – Já está indo, amor?
FREDERICO – Já querida, se não seu irmão vai começar a pegar no meu pé, como sempre.
BEATRIZ – Eu não entendo essa implicância que ele tem com você! Ele tem que entender que você é o meu marido, é o presidente daquela empresa e pode chegar a hora que quiser.
FREDERICO – Não vai discutir com ele, não vale a pena. Isso tudo é preocupação de irmão mais velho.
BEATRIZ – É, só que ele tem que entender que eu cresci e não preciso que ninguém me defenda. (beija ele)
FREDERICO – Mesmo assim, você já tem alguém que te defenda. (voltam a se beijar) Tchau.
BEATRIZ – Tchau.

Mais Tarde…

[CENÁRIO 14 – LANCHONETE/ TARDE]
(Camila finalmente conhece a tal lanchonete, super frequentada por suas amigas)
CAMILA – Essa é a tal lanchonete do amor?
JOANA – O que?
CAMILA – Nada, esquece. (as duas se sentam, na primeira mesa vazia que vêm) Então, qual deles é o seu namorado?
JOANA – É já que você vai ver. (ela faz sinal para o Junior, que estava atendendo uma mesa um pouco longe delas)
JUNIOR – Oi!
JOANA – Oi! Queria te apresenta minha outra amiga. Camila. Camila, esse é o Junior, meu namorado.
CAMILA – Prazer, Junior.
JOANA – Prazer.
CAMILA – Que coisa, Joana e Junior. J. J. Realmente, até no nome vocês combinam.
JOANA – Claro, fomos foi feito um para o outro.
JUNIOR – Então, o que vocês vão querer?
JOANA – Você sabe o meu pedido. E você Camila?
CAMILA – Eu estou sem fome! Na verdade eu só vim aqui, pra conhecer mesmo o famoso Junior.
JOANA – Ela vai querer o mesmo que o meu.
JUNIOR – Ok. É já que eu trago. (vai até o balcão)
JOANA – Tem uma coisa que eu ainda não te contei.
CAMILA – O que?
JOANA – A mãe dele é vidente!
CAMILA – Fala sério?
JOANA – Estou falando sério.
CAMILA – Aposto como ela não tinha previsto que você e a Adriana iria pega-lo?
JOANA – Isso eu não sei.
CAMILA – Você já fez uma consulta com ela?
JOANA – Fiz. Até que no inicio ela começou a dizer umas coisas que faziam sentido. Só que lá pro fim da consulta, ela falou coisas que eu não entendi muito bem.
CAMILA – Deve ser coisas de cartomante, adivinham umas coisas e outras, confundem para que a pessoa volte novamente e elas recebam mais dinheiro.
JOANA – Ela não me cobrou.
CAMILA – Foi de graça a consulta? (Junior chega)
JUNIOR – Pronto, aqui está.
CAMILA – (brinca) Quando você disse que não iria demorar, eu não sabia que seria tão rápido assim?
JUNIOR – Aqui é assim, pediu… Chegou. Licença. (vai atender outra mesa)
CAMILA – Então, ela não cobrou nada de você?
JOANA – Nadinha.
CAMILA – E o que ela te contou?
JOANA – Ah, ela começou lendo minha mão, começou a falar de umas linhas da cabeça, do coração…

[CENÁRIO 15 – CASA DA LUANA/ SALA/ TARDE]
(Verônica e Luana chegam da igreja, ambas animadas por terem conseguido marcar a data do casamento pra daqui um mês)
LUANA – Será que vai dar tempo de organizarmos tudo em apenas um mês, mamãe?
VERÔNICA – Filha parar de ser pessimista. Vai dar tudo certo, se preocupa apenas nessa gravidez, o resto deixa comigo.
LUANA – Estou cansada de ouvir isso. Bem, eu vou lá pro meu quarto, me deu um cansaço de repente.
VERÔNICA – Deve ser efeito da gravidez?
LUANA – Engraçadinha. (Luana sobe para o quarto. Chegando nele, leva um susto ao ver Vitoria mexendo em suas coisas) O que significa isso? O que você está fazendo aqui garota?

Continua no Capítulo 12…

Anderson S.

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