Capítulo 02 | Festa – No Rumo da Vida

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[CENÁRIO 01 – APARTAMENTO DA CAMILA/ SALA/ NOITE]
CONVIDADOS – SURPRESA!!!
JOANA – Ué, quem está fazendo aniversario? Não vai me dizer que é você Adriana? (Adriana aparece no meio da galera, com um chapeuzinho na cabeça e levando outro na mão, para colocar na cabeça de Joana) Agora estou entendo tudo, por isso quis ficar á tarde toda fora, né!?
ADRIANA – Claro que não sua maluca, o aniversário é seu.
JOANA – Meu?
CAMILA – Parabéns amiga, felicidades. (abraça Joana que continua sem entender o que está acontecendo) Que Deus te traga muitos anos de vida, felicidades…
JOANA – Espera um momento. Hoje não é o meu aniversario.
CAMILA – Como assim?
ADRIANA – Claro que é. A gente viu na tua identidade.
JOANA – Vocês mexeram nas minhas coisas?
ADRIANA – Bem, na verdade só eu, mas é porque estava procurando uma bala pra chupar, aí acabei encontrado sua identidade.
CAMILA – Um momento, o assunto aqui é outro. Como assim hoje não é o seu aniversário, Joana?
JOANA – Hoje não é meu aniversario. (tira o chapeuzinho da cabeça) Minha identidade, está com a data de nascimento errada. Sempre digo que vou muda-la, mas não tive tempo ainda.
ADRIANA – Quer dizer que eu fiquei a tarde toda te enrolado pra nada?
CAMILA – Não é bem assim também, Adriana.
JOANA – Sinto muito, mas hoje não é meu aniversario.
CARLA – Meninas, o que a gente vai fazer com esse povo todo? Eles vieram para uma festa de aniversario. Os salgados e bebidas já foram liberados!
PAULA – É não dar mais para devolver.
CAMILA – Calma aí. Esse pessoal veio para um aniversário, então eles irão ter um aniversário. Mesmo não sendo o seu hoje, parabéns amiga. (abraça Joana novamente)
ADRIANA – Meus parabéns amiga, felicidades. (a abraça logo em seguida)
CARLA – Parabéns, Joana.
PAULA – Parabéns.
CAMILA – Então vamos lá pessoal. (Camila chama a atenção dos convidados) Parabéns pra você… (todo mundo canta a música de parabéns. Camila vem trazendo o bolo e coloca em frente a tal aniversariante. Ela assopra as velas e tira o primeiro pedaço)
ADRIANA – E o primeiro pedaço vai para…
JOANA – Bem, o primeiro pedaço não vai simplesmente para uma pessoa só. Quero dedicar esse pedaço a três pessoas que tenho certeza que vou poder contar sempre com elas, nos bons ou maus momentos. Esse pedaço vai para vocês meninas, que organizaram essa surpresa pra mim. (as três se emocionam e se abraçam)
ADRIANA – Agora chega de melancolia e vamos dar uma animada nesta festa. (Adriana aumenta o som e o povo começa a dançar)

[CENÁRIO 02 – PRAIA/ NOITE]
FELIPE – O que você está fazendo aqui?
LUANA – Eu que tinha que te perguntar o que você está fazendo aqui? Porque não estava atendendo minhas ligações?
FELIPE – Eu precisava de um tempo.
LUANA – Até de mim?! (se aproxima dele com um jeito provocante)
FELIPE – Em tudo, Luana. (desvia dela)
LUANA – Então tá, você quer terminar?
FELIPE – Eu não estou querendo dizer isso.
LUANA – É o que parece. Porque que motivo teria do namorado deixar a namorada sozinha, sem noticias, durante mais de um dia?
FELIPE – Também não exagera, não foi tanto tempo assim. Eu só quero dar um tempo disso. Será que é tão difícil de entender, Luana. (se afasta dela) É muita coisa acontecendo na minha vida. São discussões com meu pai…
LUANA – (interrompe) Isso você resolveria aceitando ir trabalhar com ele.
FELIPE – Eu sei que você também é a favor deu ir trabalhar naquela empresa. Mas felizmente, isso não é você que decide. Sinto muito decepcionar você e meu pai.
LUANA – E quanto a gente? Vai querer dar um tempo em mim também? Você não me ama mais?
FELIPE – Não estou querendo dizer isto, pelo contrário, só quero dar um tempo, colocar as coisas no lugar. Está uma confusão aqui dentro e…
LUANA – Não precisa se explicar Felipe, eu já sei como isso vai terminar. (tira a aliança de noivado do dedo e entrega para ele) Pode ficar de volta, que se for pra ser assim, eu não quero mais nada. (se vira para ir embora)
FELIPE – Pega essa aliança de volta… Luana?
LUANA – Me procure, quando o meu Felipe estiver de volta. (vai embora sem olhar pra trás. Felipe se senta na areia e fica olhando para a aliança no dedo. Ele a pega e a joga no mar. Um sorriso surgi em seu rosto e ele se sente como se tivesse tirado um fardo dos ombros)

[CENÁRIO 03 – APARTAMENTO DA CAMILA/ SALA/ NOITE]
(todos estão se divertindo, menos a aniversariante, que está achando o volume um pouco alto demais)
JOANA – Camila você não acha que os vizinhos irão reclamar com esse som alto demais?
CARLA – Realmente, tá muito alto. É melhor abaixar um pouco, não acha? (Camila também concorda, caminha até o som e o abaixa. O povo parar de dançar e reclama)
ADRIANA – Ei, ei aumenta o som. Deixa a festa rolar. (aumenta novamente)
CAMILA – Adriana, os vizinhos vão começa a reclamar.
ADRIANA – Deixem que reclamem e deixa a festa continuar. (volta para o meio da galera. Camila vendo que não tinha outra jeito, volta para perto de Joana)
CAMILA – Adriana tomou de conta.
JOANA – E pelo visto, o pessoal está gostando. (campainha toca) Eu não estou dizendo, deve ser um vizinho que veio reclamar?!
CARLA – Será? (Camila entrega o copo para Joana e vai abrir a porta)
CAMILA – Oi, sindico.
SINDICO – Oi, Camila. É que os vizinhos estão reclamando do barulho que vem do seu apartamento. Está tendo uma festa por aqui?
CAMILA – Está. É o aniversario de uma amiga nossa e estamos comemorando, mas já vamos parar.
ADRIANA – Parar, quem disse? (corre para portar, ficando ao lado da Camila) Se depender de mim, esta festa vai virar noite adentro. (volta pro meio da galera)
SINDICO – Sinto muito, mas ou vocês abaixam o volume ou a festa vai ter que parar!
CAMILA – Pode deixar, já vamos terminar a festa.
SINDICO – Assim espero. Boa noite.
CAMILA – Boa noite (fecha a porta e volta para perto das meninas) Os vizinhos estão reclamando do volume alto.
JOANA – Eu disse.
CAMILA – Vamos ter que acabar a festa, você não se incomoda né, Joana?
JOANA – Claro que não. Hoje nem é mesmo o meu aniversário e mesmo assim, tô preferindo minha cama do que essa folia.
CAMILA – Então eu vou acabar com a festa.
CARLA – Quer ajuda?
CAMILA – Não precisa. Atenção pessoal… (vai até o som e o desliga) …sinto muito mais a festa vai ter que acabar por aqui. Foi um prazer ter todos vocês aqui neste momento, mas é hora de acabar. Acho que vocês já conhecem a saída. (indo em direção á porta e a abre)
ADRIANA – Porque acabar tão cedo?
CARLA – Os vizinhos estão reclamando do barulho Adriana e também já deu o que tinha que dar, né?
ADRIANA – Mas é cedo ainda. Não, a festa não pode parar. Atenção pessoal, quem está a fim de continuar essa festa, em alguma balada levanta a mão. (a multidão levanta) Então só me seguir, que a festa vai continuar.
CAMILA – Pra onde você vai Adriana? Esqueceu que tem aula amanha?
ADRIANA – Relaxa, vou voltar cedo. Sigam-me galera, a festa é por aqui. (Adriana sai dançando do apartamento. Uma multidão a segue)
PAULA – Eu posso ir Carla, ainda tá cedo, prometo que não vou sair do lado da Adriana.
CARLA – A Adriana não é uma companhia confiável, Paula.
PAULA – Por favor, eu prometo voltar pra casa cedo.
CARLA – Eu não sei, prometemos pra mamãe que íamos voltar juntas.
PAULA – Eu vou ficar sempre do lado da Adriana, deixa eu ir vai?
CARLA – Eu não sei o que me preocupa mais, você ficar ao lado da Adriana naquele estado ou eu chegar em casa sem você.
PAULA – Por favor, vai? Não vou demorar, olha eles já estão indo embora.
CARLA – Está bem. Mas quando você chegar a tal balada, me diga onde é que eu vou buscar você.
PAULA – Tá, obrigada irmã. (a abraça) Espera pessoal, eu vou com vocês. (corre atrás da multidão. Camila fecha a porta)
CAMILA – É… o povo saiu e ficou a faxina com a gente.
JOANA – Eu vou ajudar viu, afinal a festa foi pra mim.
CAMILA – Vou pegar as vassouras, sacolas… (ido até a cozinha)
CARLA – Vamos juntando as coisas por aqui.

[CENÁRIO 04 – APARTAMENTO DO SÉRGIO/ SALA/ NOITE]
(Adriano está na sala tentando ligar para Felipe, mas como ele havia desligado o celular, as ligações não chamam)
SÉRGIO – (entrando na sala) Ele ainda não atendeu?
ADRIANO – Não. Parece que ainda continua com o celular desligado.
ROBERTO – O que a namorada não faz, né?!
SÉRGIO – Então acho que vai só á gente mesmo. (guarda o celular no bolso e vai para o quarto)
ROBERTO – Iria fazer bem pra ele, se divertir um pouco…
ADRIANO – Esquecer dos problemas!
ROBERTO – Quem sabe ele ainda não está na praia?
SÉRGIO – (grita do quarto) Vocês querem passar lá?
ADRIANO – É bom né, vai que encontramos ele por lá.
SÉRGIO – Então vamos. (volta para a sala. Coloca sua carteira no bolso da calça, vai até a porta, logo atrás dele Adriano e Roberto)

[CENÁRIO 05 – CASA DA LUANA/ SALA/ NOITE]
(Luana chega em casa, bate a porta com força e deita no sofá chateada)
LUANA – (raiva) Ele vai se arrepender de me fazer passar por isso.
VERÔNICA – O que foi que houve filha? Você não encontrou o Felipe?
LUANA – Encontrei mamãe e a senhora não sabe onde?
VERÔNICA – Onde?
LUANA – Na praia, sozinho, tocando aquele violão velho dele. Acredita mamãe, me trocar pelo violão. Ele não deve está no juízo perfeito.
VERÔNICA – Ok, mas agora me responda uma coisa, cadê a sua aliança?
LUANA – Eu tirei e dê pra ele.
VERÔNICA – (espantada) O que?
LUANA – Eu tirei a aliança e entreguei para ele e disse que se ele quiser me devolver, que me devolva sendo o meu Felipe de verdade, aquele por quem eu me apaixonei. (levanta e caminha em direção á escada)
VERÔNICA – Você não devia ter feito isso filha, e se ele jamais te devolver? (vai atrás dela) E se ele quiser terminar o noivado com você?
LUANA – Ele não seria maluco bastante e mesmo assim se ele fizer isto, que sairá perdendo será ele e não eu.
VERÔNICA – Você não sabe o que estar dizendo menina?
LUANA – Olha mamãe, eu não estou a fim de saber mais nada dele por hoje. Cansei de ir atrás, com vários atrás de mim. Se ele quiser agora, que venha me procurar. Vou pro meu quarto, tomar um banho e quer saber, vou pegar uma balada com umas amigas.
VERÔNICA – Você não vai fazer isso?
LUANA – Quer ver como eu vou. (sobe para o quarto, ignorando sua mãe)
VERÔNICA – Luana volte aqui já. Luana ouça sua mãe. Luana? Eu não posso permite que por uma burrada dessa idiota, meus planos sejam estragados. Preciso fazer alguma coisa e rápido.

[CENÁRIO 06 – PRAIA/ NOITE]
(os meninos chegam a praia e procuram por Felipe. Eles caminham um pouco, ate verem um corpo deitado na areia)
ROBERTO – Aquele ali deitado é ele?
SÉRGIO – É vamos lá! (todos correm atrás de Felipe)
ADRIANO – Felipe?
FELIPE – E aí pessoal? O que vocês estão fazendo aqui essa hora? (levanta, tirando a areia da roupa)
SÉRGIO – Viemos te convidar pra ir com a gente numa baladinha.
ROBERTO – Vai ser bom pra você se distrair um pouco.
FELIPE – Eu não sei pessoal. Tô sujo, não tenho roupas…
ADRIANO – Isso se resolve rápido. Você vai com a gente até o nosso apartamento, toma um banho, te emprestamos umas roupas e partimos pra farra.
SÉRGIO – Que nem os tempos de solteiros.
ROBERTO – Só que agora você tá namorando a Luana, né.
FELIPE – Quem disse?
ADRIANO – Não está? Vai me dizer que vocês terminaram?
FELIPE – Ela que terminou, não tenho culpa de nada.
SÉRGIO – Pronto, nada mais te impede de você sair com a gente.
FELIPE – Quer saber, eu vou sim. Precisando mesmo sair, conhecer novas pessoas, vai se bom.
ADRIANO – É assim que se fala, garoto. Então pega seu violão e borá tomar um banho e partir pra farra.
ADRIANO – O problema é que agora vamos ter que pegar outro táxi, já que dispensamos aquele.
FELIPE – Amigos, pra que táxi, quando se tem isso. (mostra a chave de seu carro)
SÉRGIO – Agora sim.
FELIPE – Que nem os tempos de solteiro?!
ADRIANO – Que nem os tempos de solteiro!

[CENÁRIO 07 – APARTAMENTO DA CAMILA/ SALA/ NOITE]
(as meninas estão colocando a bagunça no canto da sala, para amanha jogarem fora)
CARLA – Amanha agora só pegar essas sacolas, colocar lá fora, que o caminhão do lixo faz o resto.
CAMILA – Obrigada mesmo meninas, por terem me ajudado.
JOANA – Estou exausta. (se joga no sofá) Se no meu aniversario eu ter que passar por tudo que eu passei hoje, eu prefiro não ter festa surpresa.
CARLA – Foi boa sua tarde hoje com a Adriana?
JOANA – Você nem imagina.
CAMILA – Eu fico imaginando o que ela teve que inventar pra ficar te enrolando a tarde inteira.
JOANA – Amanha eu conto pra vocês o que aconteceu, hoje não dar. (se levanta) Vou tomar um banho e partir pra minha cama. Tchau meninas.
CAMILA – Tchau, boa noite.
CARLA – Tchau. (Joana vai para o quarto. Camila guardar algumas coisas na sacola, enquanto Carla senta no sofá olhando para o celular)
CAMILA – A Paula mandou a mensagem dizendo em que boate elas estão?
CARLA – Mandou, eu tô indo pra lá, ver o que elas estão aprontando. (se levanta) Já que o trabalho aqui terminou.
CAMILA – Claro, obrigada mais uma vez, por ter me ajudado o dia inteiro. (amarra uma sacola, coloca no canto junto com as outras e leva Carla até a saída)
CARLA – Que é isso, afinal, hoje precisaram de mim, amanha pode ser eu precisando. Boa noite. Boa sorte ai com a Adriana quando chegar.
CAMILA – Pode deixar, que aquela lá, já estou acostumada. Boa Noite. (Carla vai embora. Camila fechar a porta e finalmente sozinha, cansada, se joga no sofá) Acho que vou trocar minha cama pelo sofá hoje!

[CENÁRIO 08 – APARTAMENTO DO SÉRGIO/ SALA/ NOITE]
(como Felipe e Adriano tem o mesmo tipo de corpo, algumas roupas de Adriano serviram direitinho para ele)
FELIPE – Valeu mesmo galera, só não peguei cueca, porque não sei se vocês tomam banho diariamente e quis evitar.
SÉRGIO – Você tá sem cueca?
FELIPE – Sim, algum problema?
SÉRGIO – Não, nenhum!
ADRIANO – Deixem de conversar e vamos logo.
SÉRGIO – O Adriano tem razão. (Felipe e os outros saem do apartamento)

[CENÁRIO 09 – BOATE/ NOITE]
(Adriana e Paula estão sentadas em uma mesa. Só Adriana está bebendo, enquanto Paula fica olhando para pista querendo dançar. Adriana é cantada por um carinha, que chega ao lado dela)
CARA – Tá sozinha?
ADRIANA – Não, to com minha amiga, não tá vendo.
CARA – Xii é esquentadinha hein.
ADRIANA – Porque, não gosta?
CARA – Que nada, essas são as melhores. Não quer dançar, não?
ADRIANA – Um momento. (vira para falar com a Paula) Paula você não me saia dessa mesa, porque se você sumir da minha visão, a Carla é capaz de me degolar. Só vou ali dar uma dançada com o gatinho e já volto. Não saia daí. (volta a falar com o cara) Então, onde estávamos. (Adriana se levanta e vai com o carinha dançar. Paula fica na mesa sentada, quando lá fora, sua irmã chega para buscá-la)
[FORA DA BOATE]
CARLA – De acordo com o torpedo que a Paula me enviou, é nessa boate que elas estão. (Carla entra na boate e nesse momento chega o carro do Felipe com seus amigos. Ele estaciona o carro e entram logo em seguida)
[DENTRO DA BOATE]
SÉRGIO – Bom, agora aqui é cada um por si. (se afasta deles e vai para pista dançar)
ADRIANO – Vou buscar uma bebida vocês querem?
FELIPE – Não obrigado.
ROBERTO – Não, quero ficar sortido de álcool pra ver o que vocês estão aprontando.
ADRIANO – Falando assim, até parece que não confia na gente. (vai até o bar. Felipe e Roberto caminham um pouco pela pista)
ROBERTO – Que foi Felipe? Cadê aquele cara animado de minutos atrás? (percebe o amigo meio pra baixo)
FELIPE – Sei lá. Talvez, teria sido melhor ter ficado em casa. Muito tempo sem sair, eu talvez esteja estranhando essa movimentação toda.
ROBERTO – Relaxa, vamos procurar uma mesa.

[CENÁRIO 10 – CASA DO FELIPE/ SALA/ NOITE]
(Viviane continua com a mesma roupa que estava pela manha. Já passam das 22h, e nada de Felipe voltar para casa e isso á deixa mais preocupada. Fernando está na sala junto com ela, mas ele está sentado, vendo TV, quando Viviane está andando de um lado para o outro, nervosa)
VIVIANE – Passam das 10 e nada do Felipe voltar para casa. Será que aconteceu alguma coisa com ele, Fernando? (Fernando não responde) A Luana disse que iria atrás dele, mas até agora também não deu respostas. Será que eu devo ligar para ela?
FERNANDA – Não vai atormentar a menina com essa bobagem. Com certeza ela já deve está dormindo.
VIVIANE – Bobagem? Seu filho sai de casa deste cedo, sem dar noticias até agora e você acha que isso é bobagem?
FERNANDA – Felipe é adulto. Sabe muito bem fazer as escolhas dele.
VIVIANE – Espero que meu filho esteja bem.
FERNANDO – Se eu fosse você eu não me preocuparia tanto. (desliga a TV e caminha em direção á esposa)
VIVIANE – Como não me preocupar Fernando, é o nosso filho!
FERNANDO – Você sabe que ele só faz isso pra me irritar. Aposto que ele está em alguma festinha com aqueles amigos dele.
VIVIANE – E se ele não estiver? E se alguma coisa tiver acontecido com ele?
FERNANDO – Se realmente algo estivesse acontecido, você não acha que a gente já estaria sabendo? Noticias ruim chegam rápido!
VIVIANE – Que é isso Fernando, Deus me livre. Só quero ter meu filho dentro de casa, perto da gente.
FERNANDO – Estou vendo que você vai passar a noite toda olhando para esse relógio e para esta porta. Estou indo me deitar que eu ganho mais. (beija sua esposa, depois vai em direção as escadas) Você vai demorar muito?
VIVIANE – Eu vou mais logo.
FERNANDO – Está bem então, boa noite.
VIVIANE – Boa noite.

[CENÁRIO 11 – BOATE/ NOITE]
(Carla e Paula trocam mensagens, procurando uma à outra)
CARLA – “Onde você está”?
PAULA – “Estou sentada numa mesa, um pouco a frente do bar”.
CARLA – “Eu estou no bar, mas não consigo te ver?”.
PAULA – “Espera aí, tô indo pro bar.”.
CARLA – “Ok” (Adriano está no bar tomando alguma coisa, quando Carla chega e fica bem ao lado dele. Ele puxa assunto com a moça, mas não tem muita sorte)
ADRIANO – Oi? (Carla não responde) Tudo bem? (não responde novamente. Ele bebe mais um gole da sua bebida e decide tentar novamente) Você veio sozinha? (Carla não responde, ver sua irmã, a puxa pelo braço e se afastam do bar, deixado o rapaz no vácuo) Então tá! (volta a beber)
CARLA – Finalmente, cadê a Adriana?
PAULA – Não sei, ela estava dançando com um cara por aí e me deixou ali naquela mesa.
CARLA – Vou mandar uma mensagem pra ela, dizendo que eu já te peguei. (as duas voltam para a mesa onde a Paula estava e Carla digita a mensagem para Adriana)
PAULA – Ah não Carla, vamos ficar mais um pouquinho, nem dancei ainda.
CARLA – Já é tarde Paula, pra gente ir pra casa uma hora dessas, é perigoso.
PAULA – Qualquer coisa a gente pega um taxi. Deixa eu pelo menos dançar uma musica só? Só uma vai, por favor?
CARLA – Está bem, só uma e rápido. Porque pra pegar táxi essa hora, é difícil.
PAULA – Valeu irmã, só vai ser uma musica rapidinho.
CARLA – Rápido mesmo, a mamãe tá sozinha em casa, pode ter acordado e ter reparado nossa falta.
PAULA – Vai ser uma musica só prometo. (Paula vai para a pista de dança. Enquanto Paula, dizendo ela, iria dançar apenas uma musica, Felipe e Roberto, estão em busca de uma mesa para sentar. Nesse momento, Felipe repara em Carla sentada na mesa sozinha. Na hora, ele fica atraído por ela e decidiu ir lá, ver se rolava alguma coisa)
ROBERTO – Oh Felipe, onde você esta indo cara? (não segue o amigo, apenas o observa)
FELIPE – Opa, licença, tem alguém sentado aqui? (Carla não responde e continua olhando para o celular) Bem, como você não disse nada, então eu posso me sentar nela. (ele pega a cadeira, coloca ao lado da Carla e se senta, ela se levanta logo em seguida. Antes que Carla saísse, Felipe a segura pelo braço e finalmente os dois se olham. Em ambos, um mesmo sentimento surgi, no entanto, como a Carla estava preocupada unicamente em chegar em casa com a irmã, decide ignorar este sentimento)
CARLA – Larga meu braço. (puxa com força e se solta dele)
FELIPE – Calma, só queria conversar.
CARLA – Sinto muito mais estou com pressa, tenho que pegar minha irmã, que estar dançando logo ali.
FELIPE – Posso pelo menos sabe qual é o seu nome?
CARLA – Carla.
FELIPE – Prazer, Felipe.
CARLA – Já que fomos apresentados, posso ir?
FELIPE – Espera, a gente mal começou a conversar, tem namorado? (quando Felipe tentava puxar assunto com a nova garota, lá no fundo da pista, está Luana, que flagra os dois bem juntinhos conversando. Ela só não imagina que Carla, não estava nem um pouco a fim de pegar o seu ex, pelo contrario, mesmo sentido algo por ele naquele momento, ela queria deixá-lo falando sozinho e ir pra casa com sua irmã. Mas acreditando naquilo que estava vendo, Luana pra não ficar por baixo, decide pegar o primeiro que aparecer na sua frente e foi isso que ela fez. Ela agarra Sérgio, que estava dançando bem ao lado dela)
CARLA – Tenho e ele é muito ciumento. Se ele ver você aqui, conversando comigo, as coisas podem ficar feias pra você.
FELIPE – Por você vale á pena correr esse risco.
CARLA – Olha cara, tá legal aqui o nosso papo, mas eu realmente tenho que ir, desculpa.
FELIPE – Espera, me dar pelo menos seu telefone? (Carla sair, deixado Felipe no vácuo. Fora da boate, manda uma mensagem para irmã, avisando que estar lá fora esperando e não é para ela demorar muito. Roberto, que observou tudo que aconteceu, caminha até o amigo)
ROBERTO – Mas e aí, quem é a garota que saiu apressada?
FELIPE – Eu não sei muito bem, mas pense como me deu uma vontade enorme de conhecê-la melhor.
ROBERTO – Tu não presta mesmo, não tem nenhum um dia de solteiro e já tá afim de outra.
FELIPE – A vida continua né, fazer o que. Vem senta, achamos nossa mesa. (Adriana está dançando com sua paquera da noite, um pouco longe da mesa. As coisas estão indo bem pra ela, até que ela lembra da Paula)
ADRIANA – (interrompe o beijo) Até que você beija bem oh, mas, tenho que ir agora.
CARA – Mas já? Vamos ficar mais um pouco aqui. Que tal irmos para um lugar mais tranquilo?
ADRIANA – Não dar, deixei a irmã de uma amiga minha sozinha ali na mesa, tenho que ficar de olho nela.
CARA – Pena, estava tão bom aqui. (beija ela novamente)
ADRIANA – Deixa pra uma próxima vez. (dão um ultimo beijo e ela volta para mesa. Paula não olha a mensagem que sua irmã mandou e volta para mesa também. Quando chega, ver que sua irmã não estava mais lá)
PAULA – Oi, com licença. Não tinha uma garota sentada nessa mesa aqui antes?
ROBERTO – Tinha.
PAULA – E pra onde ela foi?
FELIPE – Saiu, acho que já foi. Você é o que dela?
PAULA – Sou a irmã dela. (pegando o celular e reparando a mensagem enviada por sua irmã) Ah, ela estar lá fora me esperando. Deixa eu ir, se não ela vai me matar e me culpar por a gente não ter encontrado um táxi essa hora.
FELIPE – Espera, vocês vieram de táxi?
PAULA – Sim, por quê?
FELIPE – É que eu tô de carro, eu posso dar uma carona pra vocês!
PAULA – Desculpa, mas me ensinaram a não aceitar caronas de estranhos.
FELIPE – Mas eu não sou estranho, eu conheço sua irmã. Prazer, Felipe. (se levanta para cumprimentá-la)
PAULA – Paula. Estranho que eu conheço a maioria dos amigos da minha irmã, e não me lembro de nenhum Felipe.
FELIPE – É que a gente se conheceu aqui e já ficamos amigos de infância. Então vai aceitar?
PAULA – Eu não sei…
FELIPE – É melhor do que levar uma bronca da sua irmã.
PAULA – (Paula pensa um pouco) Verdade. Está bem, aceito.
FELIPE – Valeu, fica esperando aí Roberto, só vou deixar elas e volto.
ROBERTO – Pode ir tranquilo, se você não voltar, eu explico pros caras o que aconteceu.
FELIPE – Valeu, irmão. Então, vamos.
PAULA – Vamos, ela tá lá fora nos esperando.

[CENÁRIO 12 – CASA DO JUNIOR/ SALA/ NOITE]
(Hilda está em sua sala de consulta, terminando de guardar suas coisas, quando Junior entra)
JUNIOR – Acordada ainda?
HILDA – Sim, estou aqui organizado o baralho. Hoje as previsões foram todas confusas. E como foi o emprego hoje?
JUNIOR – Normal, quer dizer… Com uma diferença em que uma garota que foi lá hoje, me deu o numero de telefone dela.
HILDA – Sério?
JUNIOR – Sério.
HILDA – Qual é o nome dela?
JUNIOR – O pior é que eu não sei, ela só me deu o numero, nem salvei no meu telefone ainda.
HILDA – Mas ela é bonita?
JUNIOR – É, se me desse bola de verdade, talvez eu namoraria.
HILDA – E porque não perguntar para as cartas?
JUNIOR – Eu não sei, a senhora sabe que eu não acredito muito nisso.
HILDA – Anda filho, só uma jogada, você quer ou não descobrir quem é a garota?
JUNIOR – Está bem, mesmo eu não acreditando muito nisso. (Junior se senta e Hilda prepara o jogo para o filho)
HILDA – Deixa eu embaralhar. Pronto. (coloca um monte de cartas em cima da mesa) Corte ele agora em três montes pequenos.
JUNIOR – Assim?
HILDA – Isso. Pronto, agora vamos ver o que elas tem á dizer para você. (retira um carta de cada monte e começa a observá-las) Aqui tem sim uma garota. Ela já entrou em sua vida, só que não será fácil pra vocês ficarem juntos… pois há outra garota entre vocês.
JUNIOR – Outra garota?
HILDA – As duas entraram na sua vida ao mesmo tempo, mas á que está na carta, é a que ficará com você.
JUNIOR – Deve ser á que me deu o número de telefone. A senhora está vendo o nome dela? (Hilda tira mais três cartas e sua expressão fica séria) O que a senhora está vendo?
HILDA – Você irá se apaixonar pela as duas garotas.
JUNIOR – Mas eu gostei só de uma?
HILDA – Mas de qualquer formar, vocês vão ficar juntos. A garota que estou vendo vai ficar com você, só que não será agora. Vocês vão seguir caminhos diferentes, até que uma perda entre os dois torne a juntar vocês de novo.
JUNIOR – Uma perda? Mas o que podemos perder, se eu a conheci hoje?
HILDA – Eu não sei filho… enfim, meu baralho não esta bom hoje para previsões.
JUNIOR – Sei, bem… estou indo dormir mãe. (se levanta e beija sua mãe) Vou acordar cedo amanha, quem sabe essa garota não apareça de novo. Boa noite!
HILDA – Boa noite, filho. (Junior sai do quarto de consultas e Hilda continua observando as cartas com uma expressão séria)

[CENÁRIO 13 – BOATE/ NOITE]
(Adriana senta à mesa onde estava Paula, mas percebe que tem um homem sentando, então se levanta, pensando que havia sentado a mesa errada)
ADRIANA – Desculpa mesa errada.
ROBERTO – Oh espera (a segura) Acho que você sentou na mesa certa.
ADRIANA – Não amigo, a mesa que eu tava tinha uma amiga minha.
ROBERTO – Simples, eu posso ser o teu amigo.
ADRIANA – Desculpa mas não vai rolar. Minha cota de gatinhos de hoje, já deu. Quem sabe na próxima.
ROBERTO – E quando será a próxima?
ADRIANA – Não sei (ela pega um guardanapo e escreve seu telefone nele) Agora deixa eu ir, tenho que procurar essa minha amiga.
[FORA DA BOATE]
PAULA – Pronto, podemos ir agora.
CARLA – Nossa, que pra uma musica, bem que você demorou… O que esse cara esta fazendo aqui?
FELIPE – (sorrindo) Surpresa.
PAULA – Ué, ele disse que era seu amigo e iria dar uma carona pra gente.
CARLA – (surpresa) O que?

Continua no Capítulo 03…

Anderson S.

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