Capítulo 20 | Voltando Juntos, de Novo… – No Rumo da Vida

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[CENÁRIO 01 – CASA DO FELIPE/ SALA – Q. DO FELIPE/ TARDE]
(Viviane chega em casa depois do encontro que teve com Frederico e encontra Felipe sozinho na sala, sentado no sofá pensativo)
VIVIANE – Já chegou, filho? Eu tinha ido ali… pegar um pouco de ar. (Felipe não ouve o que sua mãe diz) Filho, você está me ouvindo?
FELIPE – A senhora sabe onde aquela moça mora? A que veio aqui, dizendo ser filha do papai?
VIVIANE – Não, porque pergunta?
FELIPE – Por nada. A senhora está vindo da rua?
VIVIANE – Estou, fui tomar um pouco de ar. Caminhei um pouco no parque e depois fui comprar uma roupa nova. Só que não encontrei nada que me agradasse.
FELIPE – Dona Viviane comprando roupa, quem foi o responsável por este milagre?
VIVIANE – Minha nora, ela foi com a mãe, comprar roupas e me recomendaram fazer o mesmo. Ela disse que anima a mulher ter roupas novas.
FELIPE – Quer dizer então que mal casou, já está gastando dinheiro. (sobe para o quarto apressado, deixando sua mãe sozinha na sala)
[NO QUARTO]
FELIPE – Quer dizer então que você e sua mãe já foram fazer compras?
LUANA – Sim, não é esse o nosso trato. Você não me daria nenhum ato de afeto, mas eu poderia gastar o dinheiro que quisesse.
FELIPE – Está certa, que bom que você aprende rápido. Só não pense que dinheiro, nasce em árvore.
LUANA – Isso eu sei querido, não se preocupa, não vou acabar com o dinheiro todo da sua família, alias que é minha também.
FELIPE – Não se preocupa, gaste a vontade. Só não se esquece de usar esse dinheiro com essa criança também.
LUANA – Eu penso nele dia e noite, não se preocupe.

[CENÁRIO 02 – APARTAMENTO DA CAMILA/ SALA/ TARDE]
CAMILA – Você disse que iria até a sua casa? Você vai buscar alguma coisa lá?
CARLA – Não, eu pretendo deixar tudo como está. Vou mesmo dar uma ultima olhada, antes de ir. Aquela casa lembra muito minha mãe, da vida que tivemos lá. Difícil partir sem dar uma olhada nela.
CAMILA – A vida podia vir com um manual.
CARLA – Verdade. (as duas riem)
CAMILA – Quer companhia?
CARLA – Agradeceria.
CAMILA – Então só vou lavar essas louças. (indo em direção á cozinha, direto para pia)
CAMILA – Quer ajuda?
CAMILA – Andaria mais rápido né. (Carla ajuda Camila com as louças)

[CENÁRIO 03 – CASA DO FELIPE/ SALA/ TARDE]
(Felipe vem descendo as escadas apressado)
VIVIANE – Vai sair, filho?
Felipe – Vou resolver um assunto e só volto á noite. Tchau, mamãe! (corre em direção à porta)
VIVIANE – Tchau, filho! (Felipe sai, quando Miguel vem descendo as escadas, em direção à sala)
MIGUEL – O Felipe já foi para empresa tia?
VIVIANE – Ele saiu meu filho, agora se ele foi para empresa eu não sei!
MIGUEL – Pensei que o pouco tempo que passaria aqui, a maior parte do tempo passaria com ele. Mas, amanha já volto para São Paulo.
VIVIANE – Mas já, porque?
MIGUEL – A minha irmã precisa de mim lá. Eu vi mesmo só para matar a saudade e ver o casamento do meu primo.
VIVIANE – Fica mais uns dias querido?
MIGUEL – Quem sabe uma próxima vez tia. Eu realmente preciso ir amanha.

[CENÁRIO 04 – CASA DA CARLA/ ÁREA EXTERNA/ TARDE]
(Felipe estaciona o carro em frente à casa da Carla. Ele sai e vai até em frente a porta)
FELIPE – Eu já estive aqui e ela não estava. (caminha até as janelas e tenta olhar por elas) Talvez eu esteja enganado, mas já que eu fiz uma vez, porque não fazer de novo. (ele toca a campainha, mas ninguém atende) Será que ela realmente voltou? (toca a campainha novamente) Ninguém! Ela foi embora Felipe, será que tu é tão burro e não percebe isso. (volta para o carro, liga e caminha para empresa. Quando o carro dele parte, Carla e Camila aparecem caminhando)
CAMILA – É impressão minha ou aquele carro saiu da sua casa, Carla?
CARLA – Eu também reparei.
CAMILA – Quem será?
CARLA – Não sei, mas seja quem for, não encontrou ninguém. (as duas ignoram que havia um carro ali, e entram dentro da casa)

Anoitecendo…

[CENÁRIO 05 – BAR/ NOITE]
(num bar da cidade, Felipe se encontra sobre um balcão, bebendo e lembrando do que sacrificou para está onde estava)

[CENÁRIO 06 – APARTAMENTO DA CAMILA/ SALA/ NOITE]
(Camila e Carla chegam)
JOANA – Onde as moças estavam?
CAMILA – Apareceu sumida?
JOANA – Eu não estava sumida, vocês que estavam.
CARLA – É que, como você não parar mais em casa, a gente achou que você sumiu e foi embora.
JOANA – Em breve eu vou. Vou morar perto do meu amor.
CAMILA – E esquecer as amigas, né?
JOANA – Isso nunca, vou vir sempre visitar você. Mas vocês não me responderam, onde estavam?
CARLA – A Camila foi me acompanhar até minha casa. Fui lá dar uma ultima olhada, antes de voltar para São Paulo amanha!
JOANA – Você já vai? Mas você nem ficou uma semana direito?
CARLA – Pois é, mas eu tenho que resolver logo esse assunto do meu pai.
JOANA – Ah não gente, fica mais um pouco Carla, nem colocamos os assuntos em dia.
CAMILA – Se você parasse mais tempo em casa, quem sabe dava de colocar tudo em dia.
JOANA – Vamos parar, Camila. Falando assim, a Carla vai pensar que o Junior é o responsável por não passarmos tanto tempo juntas.
CAMILA – Você que está dizendo!
JOANA – Não é bem assim. Certo, que na maior parte do tempo eu passo com o Junior, mas quando eu não estou com ele, é com você que eu estou.
CARLA – Meninas, vocês vão brigar por causa de um cara de novo?
CAMILA – Briga mesmo foi o que ela e a Adriana tiveram!
JOANA – Nem fala o nome dessa falsa. Graças a Deus que ela viu que estava sobrando e foi embora.
CARLA – Ela é nossa amiga, Joana!
JOANA – Só se for de vocês, porque pra mim, ela morreu.
CARLA – Eu não conheço esse tal de Junior, mas realmente, não estou gostando muito dele.
JOANA – Até você Carla, esta do lado delas?
CARLA – Só estou querendo entender o que aconteceu, pra você ter mudado tanto.
JOANA – Eu só estou querendo construir meu futuro, ao lado do cara que me ama, que me respeita e o que eu mais queria, era o apoio de todas vocês. Mas estou vendo que isso não vai ser possível, então me dê licença. (vai pra rua, ou melhor… pra casa do Junior)
CAMILA – Está vendo? Como ela está agindo.
CARLA – Realmente, não reconheço mais a Joana.

[CENÁRIO 07 – CASA DO FELIPE/ SALA/ NOITE]
(Felipe chega em casa, morto de bêbado e logo é percebido pela sua família…)
VIVIANE – Felipe?
FELIPE – (irônico) A família feliz está toda reunida. Que maravilha.
VIVIANE – Filho, o que houve? Você bebeu?
FELIPE – Bebi um pouquinho, não posso?
MIGUEL – Um pouco? Você está totalmente chapado.
FELIPE – Ah, não comecem. Bebi para esquecer essa droga de vida que é a minha!
VIVIANE – De que você está falando filho? Vem cá, deixar eu te ajudar! (tenta levar o filho até o sofá)
FELIPE – Me larga mãe, não preciso de ajuda. (caminha até o sofá cambaleando)
LUANA – É esse o exemplo que você quer dar ao seu filho?
FELIPE – Shiii, que você também não será um dos bons exemplos de mães, sua interesseira.
VIVIANE – Filho, ela é sua mulher, mãe do seu filho!
FELIPE – Que bela mulher arrumei. Interessada apenas no meu dinheiro, usou o golpe da barriga para se casar comigo. Casamento esse que não há um pingo de amor, apenas interesse, status, dinheiro…
LUANA – Você está me humilhando na frente da sua família, Felipe!
FELIPE – Falou a santinha.
VIVIANE – Parou meu filho, pare de tratar sua mulher dessa maneira. Vamos deitar, você não está bem. (tenta tirá-lo do sofá)
FELIPE – Me larga, estou bem sim. Deixa eu falar. Não aguento mais ficar guardando isso, preso aqui dentro. Deixa eu falar.
MIGUEL – Deixa tia, deixa ele falar, só assim ele melhora.
FELIPE – Eu deixei de ir atrás da única mulher que eu amei na minha vida. Deixei de lutar pelo meu sonho, larguei tudo. Tudo que acreditava. Mas pra que? Pra ser um merda, que nem meu pai foi. Que não ama sua família, que não ama sua mulher. Para ficar dia e noite naquela droga de empresa. Larguei meus sonhos, para viver o do meu pai. Ele deve está feliz. O filho primogênito dele, está cuidado dos negócios da família. (levanta do sofá) Mas eu não estou feliz, não aguento mais viver quem eu não sou.
VIVIANE – Ninguém está te obrigando a nada, filho.
FELIPE – Está sim mamãe. A vida! Não adianta eu tentar lutar, ela vai sempre me levar para aquela maldita empresa. Ela quer que eu seja que nem ele. Um cara frio, que não pensa em mais ninguém, além dele mesmo e sua empresa.
VIVIANE – (quase chorando) Filho, chega, vamos dormir. (tenta levá-lo para o quarto) Amanha é um novo dia e você vai esquecer tudo isso.
FELIPE – Sinto pena da senhora mamãe, por ter vivido esses anos todo, com um cara que nem ele. Que nunca amou a senhora como devia.
MIGUEL – É hora de ir pro quarto Felipe! Vem comigo. (o seguro pelo braço e o leva em direção á escada)
FELIPE – Me deixa, não quero ir pro quarto.
MIGUEL – Me ajuda aqui Paulo.
FELIPE – Me larguem, não sou nenhuma criança, para ser levado a força para o quarto. (Miguel e Paulo, levam meio a força Felipe para o quarto. Viviane, vendo o estado do filho senta no sofá, e chora. Luana tenta consola-la)
VIVIANE – O que foi que deu nele?
LUANA – Eu não sei. Quem sabe amanha, quando todo esse efeito da bebida passar, ele não explica o que aconteceu para ele ter bebido e ter ficado assim?

Amanhecendo…

[CENÁRIO 08 – CASA DO JUNIOR/ Q. DO JUNIOR/ DIA]
(Joana dorme na casa do Junior. Junior está terminando de vestir sua camisa, quando Joana o observa sentada na cama)
JUNIOR – Tem certeza que você não quer ligar para a Camila, avisando que você dormiu aqui?
JOANA – Não, elas não acreditam mais em mim.
JUNIOR – Não diga isso, ela é sua amiga.
JOANA – Não tenho mais amiga. A única pessoa que gosta de mim de verdade é você. A única pessoa em quem eu confio. (os dois se beijam)
JUNIOR – Mesmo assim, eu acho melhor você ligar pra ela.
JOANA – Se ela quiser saber onde dormi, ela que ligue.
JUNIOR – Você que sabe. Vamos, a mamãe já colocou o café na mesa.
JOANA – Oba, vamos. Estou morrendo de fome e o café da minha sogrinha, deve está uma delícia.
JUNIOR – Então vamos. (os dois saem do quarto, de mãos dadas)

[CENÁRIO 09 – APARTAMENTO DA CAMILA/ SALA/ DIA]
(Carla está com sua mochila pronta na sala)
CAMILA – A Joana não dormiu em casa. Depois quero que ela venha reclamar de não ter se despedido de você.
CARLA – Deixa ela, Camila. Ela daqui a pouco vai perceber, que as amigas não se deve ser trocada por cara nenhum, nem mesmo que ele seja o melhor cara da face da terra.
CAMILA – Tem certeza que você não quer que eu te acompanhe até a rodoviária?
CARLA – Tenho. Você tem suas coisas pra fazer e mesmo assim, eu já chamei um taxi.
CAMILA – A única coisa que eu tenho pra fazer aqui, é ficar olhando para o teto, sem fazer nada, sozinha.
CARLA – A proposta ainda estar de pé. Você pode vir comigo, passar uns dias em São Paulo?
CAMILA – Agradeço de novo, mas não, vou esperar as aulas começarem aqui mesmo.
CARLA – Então está certo, mas você não vai está sozinha viu. Quando eu chegar lá, eu ligo.
CAMILA – Liga mesmo, não vai fazer que nem da outra vez, disse que ligava quando chegasse e dois dias depois você ligou.
CARLA – É porque tinha muitas coisas acontecendo naquele momento, mas agora, eu prometo que ligo quando eu chegar.
CAMILA – Lá vai eu de novo caindo nessa história.
CARLA – Não é historia. Agora deixa eu ir, se não perco o meu ônibus.
CAMILA – Tchau amiga, não demora a voltar pra gente de novo.
CARLA – Logo estou de volta, tchau. (as duas se abraçam) Se cuida. (Camila abre a porta e Carla vai embora. Camila volta para cozinha)

[CENÁRIO 10 – CASA DO FELIPE/ Q. DO FELIPE – CORREDORES – SALA/ DIA]
(Viviane entra no quarto do filho e repara que ele ainda está dormindo, passa a mão em sua cabeça, e aproveita para pegar um pouco do seu cabelo, para o teste de DNA)
VIVIANE – Vai dar tudo certo, filho! (beija a testa do Felipe e sair do quarto)
MIGUEL – Ele ainda está dormindo? (encontrando ele no corredor)
VIVIANE – Está filho. Você já vai?
MIGUEL – Já tia, meu ônibus sair daqui a pouco.
VIVIANE – Boa viaje então filho.
MIGUEL – Pode deixar e na próxima que eu vir, trago minha irmã junto.
VIVIANE – Traga mesmo, tira ela um pouco daquela empresa.
MIGUEL – Digo o mesmo com o Felipe. Ele só está confuso tia, vocês do lado dele nesse momento, vai ajudar muito. Quando eu chegar, ligo pra vocês está bom.
VIVIANE – Você vai precisar do motorista?
MIGUEL – Não precisa, já chamei um taxi.
VIVIANE – Então ta filho, vamos eu vou com você até a porta. (Viviane leva Miguel até o taxi, os dois se despedem e Miguel vai para a rodoviária. Antes que Viviane entre dentro de casa, Frederico aparece no jardim)
VIVIANE – O que você está fazendo aqui?
FREDERICO – Vi te buscar pra fazermos o teste.

[CENÁRIO 11 – CASA DO FREDERICO/ COZINHA/ DIA]
(Beatriz vem entrando na cozinha)
THOMAS – Então, o Frederico já acordou?
BEATRIZ – Já e já foi para a empresa.
THOMAS – Já, mas tão cedo?
BEATRIZ – Quem gosta de trabalhar, não tem isso de cedo ou tarde.
THOMAS – Bem, então eu só vou tomar um café e vou pra lá também.
BEATRIZ – Meu marido nem tomou café, acordou e foi direto pra empresa. Tomará que você chegando lá, ajude ele.
THOMAS – Ele passa o dia inteiro fora, nem para a família liga e a culpa é minha. Quer saber, vou nem tomar café, por que meu dia não amanheceu bem hoje. (sai da cozinha chateado)

[CENÁRIO 12 – RODOVIÁRIA/ DIA]
(Carla está procurando uma poltrona vazia no ônibus. Ela encontra e se senta. Minutos depois, Miguel entra no mesmo ônibus, encontra Carla e a reconhecendo, senta ao lado dela)
MIGUEL– Com licença?
CARLA– Claro. (ela olha para ele e o reconhece também) Você de novo?
MIGUEL– Pois é, novamente vizinhos de poltrona.
CARLA– De novo. Fazer o que né? (os dois se olham, ambos sorrindo)

Continua no Capítulo 21…

Anderson S.

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