Capítulo 04 | Escolhas… – No Rumo da Vida

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[CENÁRIO 01 – APARTAMENTO DO SÉRGIO/ CORREDOR/ TARDE]
(Felipe chega ao apartamento e vai direto para seu quarto. No caminho ele esbarra em Sérgio)
SÉRGIO – Chegou cara, então como foi ás coisas lá na casa dos seus pais?
FELIPE – Como sempre. Mal cheguei, já fui brigando com meu pai e acabei sendo expulso da minha própria casa.
SÉRGIO – Sério?
FELIPE – Mas tanto faz. Eu já tinha decidido sair mesmo de lá, daquela história de empresa, de tudo aquilo. O que importa agora, é que hoje, se inicia uma nova fase em minha vida. Vou tomar um banho e vou sair novamente!
SÉRGIO – Pra onde?
FELIPE – (sorridente) Vou atrás da garota da minha vida. (vai para quarto logo em seguida)
SÉRGIO – É… acho que ele esqueceu de vez a Luana. Talvez seja esse o momento de contar pra ele. Claro que não seu mané, ele saiu de casa, deve está precisando de um tempo para se organizar. Não, eu vou dar mais um tempo, depois eu conto.

[CENÁRIO 02 – CASA DO FELIPE/ SALA/ TARDE]
(Verônica e Luana chegam á casa do Felipe e logo percebem que tem um clima pesado rolando por lá)
VIVIANE – (triste) As coisas aqui em casa estão bem difíceis, querida.
VERÔNICA – Mas por quê?
VIVIANE – O Felipe saiu de casa.
VERÔNICA – (espantada) Saiu de casa? Mas como assim?
VIVIANE – Ele veio hoje depois de ter passado uns dias fora, mal chegou e já foi discutindo com o Fernando.  Nessa discussão, o Fernando acabou expulsando o meu filho daqui, como se expulsa um cachorro. Com uma mão na frente e outra atrás.
VERÔNICA – Quer dizer que o Fernando, colocou o Felipe pra fora? Com nada, mas absolutamente nada nas mãos?
VIVIANE – Ele praticamente saiu só com o violão dele.
VERÔNICA – Mas porque o Fernando teve que tomar essa atitude?
VIVIANE – O Fernando quer obrigar o menino assumir os negócios na empresa, sendo que o Felipe sempre se interessou por musica, cantar…
VERÔNICA – Mas o certo é ele assumir o lugar do pai, afinal, pra que se interessar por musica, se isso não leva a lugar nenhum. Eu apoio completamente o Fernando em tentar colocar o filho em seu lugar. Aquela empresa é patrimônio do Felipe, tudo isso um dia vai ser dele.
FERNANDO – Que bom você acha isso. (entrando na sala) Bom saber que eu não sou o único certo em querer que meu filho, assuma meus interesses na empresa.
VIVIANE – Mas este não é o sonho dele, Fernando. Será que você não entende?
FERNANDO – Se ele quer um sonho, que ele busque em alguma padaria. Ele tem que cair na real e ver pra qual proposito ele realmente nasceu!
VIVIANE – Eu não quero discutir, não quero ter outra briga a toa com você.
FERNANDO – (exaltado) Eu também não, mas parece que toda vez que se toca no nome desse moleque, vira sempre uma discussão nessa casa.
VIVIANE – Moleque? Fernando olha só como você está chamando o nosso filho?
FERNANDO – Seu filho. Que eu tenho certeza que a maior parte dessas ideias de querer ser cantor veio de você, pois quando te conheci você também sonhava em seguir essa carreira de música.
VIVIANE – Devia ter seguido. Mas logo depois engravidei do Felipe, e tive que deixar esse sonho de lado. Talvez eu devia fazer o mesmo que o meu filho… (se levanta do sofá ) …e sair dessa casa.
FERNANDO – A porta da rua vai estar sempre a aberta, para aqueles que não querem fazer parte dessa família.
VIVIANE – Como você mudou, Fernando. Queria saber o que houve com aquele Fernando por quem me apaixonei? (Verônica e Luana percebem que o clima realmente está feio. Viviane vai se retirando da sala, quando Fernando a segura pelo braço e a impede de sair)
FERNANDO – Você não vai fazer essa desfeita com as nossas convidadas?
VIVIANE – Larga meu braço, Fernando?
FERNANDO – Não, você vai ficar aqui e jantar com a gente. (ela puxa o braço com força e consegui sair)
VIVIANE – Estou sem fome. Vocês podem jantar a vontade, eu perdi o apetite. (ela caminha até a escada e Fernando a segue. Chegando á escada, Viviane havia subindo alguns degraus, quando Fernando passa mal, tem uma tontura e cair no chão) FERNANDO??

[CENÁRIO 03 – CASA DA CARLA/ SALA/ TARDE]
(após o dia inteiro de faxina na casa, as meninas todas se jogam no sofá)
CARLA – Valeu mesmo meninas, por essa força.
PAULA – Sem vocês, talvez essa hora a gente estava toda perdida no meio de tanta bagunça.
ADRIANA – É, só que essa arrumadeira toda, me deu fome.
PAULA – A gente não preparou nada, Carla.
CARLA – (se levanta em direção á cozinha) Calma, quem gosta de pizza?
ADRIANA – Leu meus pensamentos, Carla.

[CENÁRIO 04 – APARTAMENTO DO SÉRGIO/ SALA/ TARDE]
(Felipe vem saindo do quarto, todo arrumado e com seu violão nas costas)
ADRIANO – Está voltando pra casa?
FELIPE – Não, sair de casa, na verdade. Depois eu conto para vocês, agora preciso ir atrás de alguém.
SÉRGIO – E vai levar o violão por quê? Por acaso vai fazer alguma serenata para alguma garota?
ROBERTO – É pra garota daquela noite, né?
FELIPE – Ela mesmo. Eu não quero demorar, eu já dê tempo demais e agora é hora de ir atrás. Então até mais pessoal. (vai em direção á porta)
CAMILA – Boa sorte lá.
FELIPE – Valeu, talvez eu vá precisar. Não se sabe, vai que ela joga um balde de água gelada em cima de mim, do jeito que ela é nervosinha. (sai do apartamento todo feliz da vida)
ADRIANO – É Sérgio, parece que você deu sorte hein.
SÉRGIO – Por quê?
ADRIANO – Já que o Felipe está todo empolgado aí em outra e não está nem ai com a Luana, o beijo que você deu nela naquela noite, não será mais nenhum problema com o Felipe.
CAMILO – O Adriano está certo. O caminho está livre agora pra ficar com ela.
SÉRGIO – Quem disse que eu quero ficar com ela? O que rolou naquela noite vai ficar naquela noite e acho bom o Felipe está afim de outra. Porque quando tudo isso passar eu falo pra ele sem nenhum problema.

[CENÁRIO 05 – CASA DO JUNIOR/ SALA/ TARDE]
(Junior chega em casa cansado e se joga direto no sofá)
HILDA – (pergunta da cozinha) Já chegou filho?
JUNIOR – Cheguei e exausto. (se jogando no sofá) Hoje a lanchonete foi bem cheia!
HILDA – Algum motivo especial?
JUNIOR – Uma promoção! Quem fazer uma refeição completa, ganha um cupom para um sorteio de um jantar romântico.
HILDA – (entrando na sala) E quem ganhou?
JUNIOR – O sorteio ainda não aconteceu, será daqui um mês.

[CENÁRIO 06 – CASA DA CARLA/ RUA – COZINHA/ TARDE]
(Felipe chega ao seu destino. Ele estaciona seu carro, pouco a frente a casa da Carla. Se prepara para sair, com uma mão na trava da porta do carro e na outra segura o violão)
FELIPE – É Felipe, coragem agora, seja o que Deus quiser. (ele sair do carro e caminha um pouco em direção a casa dela)
[DENTRO DA CASA]
ADRIANA – Quando essa pizza chegar minha fome já vai ter passado! (brincando com um copo em cima da mesa)
CAMILA – Pra qual pizzaria você ligou, Carla?
CARLA– Para mesma que a gente liga, mas calma meninas, deve está chegando.
PAULA – Tomara que venha rápido, que meu estômago está faltando só falar.
ADRIANA – O meu também. (campainha toca)
CARLA – Aí ô, deve ser o cara da pizzaria. Não disse que estava chegando. (corre para abrir a porta)
ADRIANA – Finalmente. (Carla abre e se depara com o entregador. Ela recebe a pizza, paga e o entregador sair em seguida. Ela fechar a porta e volta para cozinha)
CARLA – Prontinho, demorou mais chegou.
[FORA DA CASA]
(Felipe tinha saindo do carro, quando escuta seu celular tocando. Ele corre pra pegá-lo e nem ver Carla lá fora com o entregador. Ele ver quem está ligando. É a sua mãe, ele pensa em não atender, mas acaba atendo)
VIVIANE AO TELEFONE – (chorando) Filho, volta pra casa!
FELIPE – Já tivemos está conversa mamãe, não vou voltar pra casa…
VIVIANE AO TELEFONE – (chorando) Volta pra casa filho… seu pai morreu!
(estava tudo pensado na cabeça do Felipe… ele iria até a casa da garota por quem se apaixonou, iriam namorar, noivariam, se casariam e formariam uma família. Iria fazer sucesso com sua banda, sem precisar jamais do dinheiro de seu pai. Mas nem tudo acontece como imaginamos. Depois que recebeu o telefonema de sua mãe, dizendo que seu pai havia morrido, Felipe volta pra casa esquecendo tudo aquilo que havia acontecido antes. E vendo o seu pai, deitado naquele caixão… naquele momento não faziam nenhuma importância as brigas que tiveram, ter saído de casa, viver desobedecendo as ordem do pai. Vendo sua mãe naquele estado, lhe bate um arrependimento, uma culpa… como se tudo aquilo fosse por sua causa. Se tivesse discutido menos? Se tivesse sido um bom filho? E tudo isso faz Felipe tomar a decisão, que talvez, seja a mais difícil de sua vida, deixando de lado tudo aquilo que ele sonhou ou acreditou)

Dias Depois…

[CENÁRIO 07 – CASA DO FELIPE/ Q. DO FELIPE/ DIA]
VIVIANE – (batendo na porta) Posso entrar filho?
FELIPE – Pode! (sentado na cama)
VIVIANE – Tudo bem com você? (senta ao lado dele e Felipe coloca sua cabeça sobre as pernas de sua mãe)
FELIPE – Tudo isso foi culpa minha.
VIVIANE – Não diga isso, filho.
FELIPE – Digo sim, mamãe. Se eu tivesse ficando em casa, aprendendo a administrar os negócios como ele queria, a gente não teria brigado e ele estaria aqui ainda.
VIVIANE – Isso não tem nada haver meu filho. Você não é responsável por nada. Seu pai que vivia 24 horas enfurnado naquele escritório, esquecendo da família, de cuidar da própria saúde…
FELIPE – Não, eu também tenho parte nisso. E eu já tomei uma decisão!
VIVIANE – Que decisão filho? (ele se senta, ficando de frente com sua mãe)
FELIPE – Eu vou assumir os negócios do papai. Vou fazer aquilo que ele desejou que eu fosse!

[CENÁRIO 08 – CASA DA LUANA/ COZINHA/ DIA]
(Verônica, que momentos antes havia ido até o quarto da Luana, está descendo as escadas em direção á cozinha, onde encontra sua filha, tomando seu café da manha tranquilamente)
VERÔNICA – O que você faz em casa ainda?
LUANA – Bom dia pra senhora também mamãe e eu estou tomando meu café da manha, não posso mais?
VERÔNICA – Pode, só que essa hora já era pra você está na casa do Felipe. Você tem que aproveitar esse momento que ele está fragilizado pela morte do pai e reconquistá-lo.
LUANA – Se eu não for até a casa dele, a senhora não vai me deixar tomar meu café em paz, né?
VERÔNICA – Não vou mesmo.
LUANA – Está bem. Eu vou até a casa do Felipe. Mas não estou prometendo nada. (ela sair da mesa, deixando sua mãe sozinha, até suas sobrinhas aparecerem)
FERNANDA – Bom dia.
VITORIA – Bom dia titia.
VERÔNICA – Bom dia meninas. Acordaram cedo hoje?
VITORIA – Muito entediante ficar no quarto sem fazer nada.
VERÔNICA – E porque vocês não procuram alguma coisa pra fazer?
VITORIA – Não tem nada para fazer aqui.
VERÔNICA – É, mas quando vocês eram crianças, vocês encontravam algo para fazer rapidinho.
VITORIA – Verdade, naquela época, era mais fácil infernizar a senhora. (ela rir, mas Verônica não)
FERNANDA – Estávamos pensando em ir à praia né, Vitoria? (chuta de leve a pena da irmã) Já que não vamos fazer nada mesmo.
VITORIA – Certeza Fernanda, está hora?
VERÔNICA – Eu fosse você, ouviria a sua irmã.
VITORIA – Eu não sei, sinceramente eu prefiro ficar aqui com a senhora, tia.
CLÁUDIO – Bom dia mulheres da minha vida. (entra na cozinha, beija sua mãe e senta ao lado de Fernanda)
VERÔNICA – Bom dia filho. Filho, você vai fazer alguma coisa hoje?
CLÁUDIO – Não, por quê?
VERÔNICA – Porque suas priminhas queriam ir à praia. Eu como não tenho tempo para levá-las, estava pensando que você talvez poderia fazer isso.
CLÁUDIO – Não vou fazer nada mesmo, sem problema.
VERÔNICA – Olha que maravilha, agora vocês tem companhia pra passarem o dia.
VITORIA – Está vendo Fernanda, como nosso titia se preocupa com a gente.
VERÔNICA – Que ótimo, agora me dê licença, deixo vocês na ótima companhia de meu filho. (levanta da mesa e sobe para o quarto)
CLÁUDIO – Então, que horas vocês preferem ir?
VITORIA – (meio irritada) Ah, você que sabe, na verdade quem deu esta ideia foi a Fernanda.
FERNANDA – Quando você quiser ir, a gente vai.
CLÁUDIO – Então… vou só vou trocar de roupa e vamos.
FERNANDA – Vamos trocar de roupa também, né Vitoria?
VITORIA – Qual é o problema com a minha roupa?
FERNANDA – Nenhuma, é que eu preciso da sua ajuda, pra escolher que peça fica melhor comigo, anda vem logo. (ela se levanta apressada e vai para sala)
VITORIA – Eu não tô dizendo, essa daí não faz nada sem mim. Estou indo, Fernanda.

[CENÁRIO 09 – CASA DA CARLA/ SALA/ DIA]
(chegou o dia da mudança das meninas. Elas terminam de arrumar tudo, guardam o que tem que guardar e levam o que tem que levar. Ambas estão descendo para sala e dão uma ultima olhada na casa, guardando como recordação)
CARLA – Você não esqueceu nada? (descendo as escadas com a irmã, carregando as malas)
PAULA – Não.
CARLA – Eu também acho que não. (coloca as malas perto da porta e ambas olham para a sala, vendo os moveis cobertos)
PAULA – Vamos sentir muita falta daqui!
CARLA – Isso você pode ter certeza que sim. Nunca podia imaginar que um dia eu sairia dessa casa.
PAULA – Nem eu.
CARLA – Então, vamos. Só que antes vamos passar no apartamento das meninas deixa uma copia da chave.
PAULA – Tem certeza de que você quer deixar na casa delas? Vai que a Adriana não convida um pessoal pra cá e faz uma festa daquelas?
CARLA – Eu não vou entregar nas mãos da Adriana. Vou deixar nas mãos da Camila, que de todas, ela é a única que vai cuidar desta chave. Vamos ou não perderemos o ônibus. (abre a porta, pega sua mala e vai até o táxi que já estava lá fora esperando)
PAULA – Tchau casa. (dar uma ultima olhada na casa e segue a irmã)

[CENÁRIO 10 – APARTAMENTO DO SÉRGIO/ SALA – COZINHA/ DIA]
(Roberto e Adriano estão jogados no sofá. Sérgio está na cozinha, pensando na Luana)
ROBERTO – Bem que podíamos dar uma passada por lá? Ver como o Felipe está?
ADRIANO – Como é que ele deve está Roberto? Bem que não é, né.
ROBERTO – Então vamos apoiar nosso parceiro ou não?
ADRIANO – Vou ver se o Sérgio quer vir com a gente. (se levanta e vai para cozinha) Estamos indo na casa do Felipe, você quer vir? (Sérgio não ouviu) Ei cara, você me ouviu? (agora ele prestou atenção)
SÉRGIO – (disfarçando) Eu tava aqui imaginando como eu me sair no teste da faculdade, não ouvi o que você disse.
ADRIANO – Eu e o Roberto vamos até a casa do Felipe, você vem?
SÉRGIO – Claro, vou sim.

[CENÁRIO 11 – CASA DO FELIPE/ EXTERNA DA CASA – SALA/ DIA]
(Luana chega á casa do Felipe. Antes de tocar a campainha, ela pega um espelho dentro da bolsa, dar uma olhadinha em seu rosto, volta guardá-lo aí sim ela toca a campainha)
LUANA – Oi, o Felipe está?
EMPREGADA – Está sim!
LUANA – (entra e vai direto para sala) Poderia avisar que a Luana está aqui!
EMPREGADA – Claro, vou chamá-lo! Com Licença. (Luana senta no sofá e fica aguardando Felipe na sala)

[CENÁRIO 12 – APARTAMENTO DA CAMILA/ SALA/ DIA]
(Carla está na porta do apartamento das meninas. Ela não quis entrar, pois tem um táxi esperando elas lá em baixo)
JOANA – Então é hoje que vocês vão?
CARLA – Isso Joana, vim apenas me despedir das minhas amigas.
JOANA – Oh amiga. (abraça ela) Boa viajem e ver se não esquece da gente, de verdade.
CARLA – Não vou esquecer, já disse.
ADRIANA – Tchau, Carla. (abraça ela, enquanto Joana abraça a Paula logo atrás) Quando chegarem, não esquece de ligar, tá bom?
CARLA – Pode deixar, vai ser a primeira coisa que farei. Cadê a Camila?
JOANA – Vou lá chamar ela. (correr pra dentro do apartamento)
ADRIANA – Vocês não querem entrar?
CARLA – Não, o táxi está lá embaixo esperando a gente, daqui vamos direto pra rodoviária.
ADRIANA – Se vocês quiserem, a gente pode acompanhar vocês até lá.
CARLA – Não precisa sei que vocês tem aula daqui a pouco.
CAMILA – É serio mesmo? (surgi na sala)
CARLA – É serio amiga! (se abraçam)
CAMILA – Porque tão rápido?
CARLA – É melhor assim. Mesmo indo embora assim na correria, lembra que sempre seremos amigas e queria deixar isso com você. (entrega a chave para ela)
CAMILA – Que chave é essa?
CARLA – É a chave lá de casa, quero que… se vocês puderem, quando tiverem um tempo, darem uma passadinha por lá, pra ver se estar tudo em ordem, tudo no lugar.
CAMILA – Claro, pode deixar, vou cuidar bem da casa de vocês.
CARLA – Eu sei disso, essa é só uma copia, a original eu estou levando.
CAMILA – Claro, entendo.
CARLA – Temos que ir agora. Abraço triplo? (as três se abraçam)
CAMILA – Todas nós iremos sentir muitas saudades suas.
CARLA – Também.
ADRIANA – Se cuida viu, boa viajem.
CAMILA – Tchau amiga!
JOANA – Tchau!
ADRIANA – E não esquece de mandar noticias, hein! (Carla e Paula saem do apartamento e são observadas pelas meninas até entrarem no elevador)

[CENÁRIO 13 – PRAIA/ DIA]
(Cláudio, Fernanda e Vitoria chegam á praia. Eles escolhem um ponto para ficarem e acampam ali mesmo)
CLÁUDIO – Então meninas, chegamos. Algumas de vocês querem dar um mergulho?
FERNANDA – Já, a gente mal chegou?
CLÁUDIO – Desculpa, é que eu estou acostumado já chegar e ir logo mergulhando no mar. Vamos conversar um pouco, então. Não tivemos mesmo muito tempo junto depois que vocês vieram pra cá.
VITORIA – Também, toda noite sair pra rua e chega só no dia seguinte.
CLÁUDIO – É… não estou sendo muito caseiro esses últimos dias.
FERNANDA – Mas se você quiser pode ir, a gente vai ficar aqui um pouco.
CLÁUDIO – Então tá. Já que vocês não se incomodam. (ele tira a camisa e vai dar um mergulho. Vitoria e Fernanda sentam na areia. Fernanda não tirar os olhos do primo no mar)
VITORIA – (brinca) Deixa eu limpar essa baba aqui do canto!
FERNANDA – Do que você está falando?
VITORIA – Eu te conheço, Fernanda. Eu sei que você está afim do nosso primo.
FERNANDA – Não fala besteira.
VITORIA – Eu sei o jeito que você olha pra ele, o jeito que você fala com ele. Comecei a reparar deste do dia que ele foi buscar a gente no aeroporto. Anda… confessa, diz logo que gosta dele?
FERNANDA – Eu não gosto dele. Ele é meu primo, nunca daria certo.
VITORIA – Eu não vejo problema nenhum. Se tu quiser, eu posso até ajudar você a conquistar o priminho.
FERNANDA – Você não vai fazer nada. Não vai nem tocar nesse assunto com ele e nem ninguém. Isso tudo é coisa da sua cabeça.
VITORIA – Então tá, saiba que essa sua negação, apenas confirma aquilo que eu estou dizendo.

[CENÁRIO 14 – CASA DO FELIPE/ SALA/ DIA]
(a empregada volta para sala e dar o recado do Felipe para Luana)
LUANA – Então ele está descendo?
EMPREGADA – Ele está saindo do banho, disse que logo desce.
LUANA – Então tá, obrigada.
EMPREGADA – A senhorita vai querer beber alguma coisa?
LUANA – Não, se eu precisar eu chamo.
EMPREGADA – Com licença. (antes que ela saísse, a campainha toca novamente)
ROBERTO – Oi, é… somos amigos do Felipe. Ele está?
EMPREGADA – Está sim.
ROBERTO – Podemos entrar?
EMPREGADA – Claro. (todos entram e vão direto para sala)
ADRIANO – Ih Sérgio, olha só quem estar ali. (aponta para Luana, que estava mexendo no celular e não reparo neles ainda)
EMPREGADA – Vocês podem esperar aqui na sala, que ele já está descendo.
ROBERTO – Claro. (todos se sentam e todos dão bom dia para Luana)
LUANA – Bom dia, vocês são amigos do Felipe? (olha para eles, mas não foca muito em Sérgio)
ROBERTO – Somos sim, você deve ser a ex dele?
ADRIANO – Eu não sabia que vocês ainda eram amigos?
LUANA – Nos não somos nem amigos e nem sou a ex dele, e sim noiva.
ADRIANO – Ah, entendi.
ROBERTO – Então vocês voltaram?
LUANA – Com certeza. Eu e o Felipe nos amamos, nada vai separar a gente. (nesse momento Felipe desce as escadas)
FELIPE – Vejo que vocês já conheceram a Luana?
LUANA – Oi meu amor! (se levanta, caminha até ele e lhe rouba um beijo. Sérgio não gosta do que ver)

Continua no Capítulo 05…

Anderson S.

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