Capítulo 01 | Os Preparativos – No Rumo da Vida

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[­­­­CENÁRIO 01 – CASA DA CARLA/ SALA – COZINHA/ DIA]
(Carla vem descendo as escadas em direção á cozinha. Cíntia, que esta na cozinha, termina de preparar o café e coloca a garrafa sobre a mesa, logo em seguida vai até a sala e grita para sua filha Paula descer. Ela encontra Carla na sala e as duas vão para cozinha juntas)
CÍNTIA – (grita) Paula desce logo, menina! Você vai perder o ônibus de novo!
PAULA – (responde do quarto) Já vou mãe. Já estou descendo.
CARLA – (feliz) Bom dia mãe.
CÍNTIA – (voltando para cozinha, Carla logo atrás) Bom dia filha. Vai sair? Disse que não teria faculdade hoje?
CARLA – E não tenho. Estou indo na casa das meninas. Hoje é o aniversário da Joana e estamos planejando uma festa surpresa para ela. (senta-se a mesa)
CÍNTIA – E volta que horas?
CARLA – Não sei, acho que só a noite, tomar banho e voltar pra festa. Por quê?
CÍNTIA – Não, não é nada. (caminha em direção a pia) Eu ia até o hospital fazer uns exames, mas posso marcar pra outro dia.
CARLA – (preocupada) Estar tudo bem?
CÍNTIA – Está. São só alguns exames de rotina, nada demais.
CARLA – Se a senhora quiser, posso voltar cedo…
CÍNTIA – Não precisa filha. (enxuga suas mãos e se senta á mesa) Pode ficar com suas amigas. Ajude-as na surpresa que estão fazendo. Eu vou outro dia.
CARLA – A senhora tem certeza? É serio eu posso voltar cedo.
CÍNTIA – Tenho sim, vai se divertir com as suas amigas.
PAULA – (entrando na cozinha) Estou pronta. Bom dia mãe.
CÍNTIA – Bom dia filha.
CARLA – Bom dia maninha.
PAULA – (coloca a mochila em cima da cadeira) Bom dia. Vai pra faculdade hoje?
CARLA – Não, estou indo ajudar na festa surpresa da Joana.
PAULA – (animada) Ah eu quero ajudar também.
CARLA – Claro, você ajuda depois que chegar do colégio!
PAULA – Podem contar comigo, então. (olha para o relógio) Olha á hora, tenho que correr se não perco o ônibus novamente. (pega a mochila e sai correndo da cozinha)
CÍNTIA – Espera menina, não vai tomar nada pelo menos?
PAULA – (responde saindo da sala) Não dar mãe, tenho que pegar o ônibus. Beijos, tchau. (sai de casa)
CÍNTIA – Tchau. Isso que dar dormir tarde.
CARLA – Estou indo também mãe. A Adriana já deve ter tirado a Joana de casa. (beija o rosto de sua mãe) Tchau.
CÍNTIA – Tchau filha.

[CENÁRIO 02 – CASA DO FELIPE/ SALA/ DIA]
(Felipe vem descendo as escadas apressado com seu violão nas costas. Viviane está na sala esperando que seu filho vá até ela, mas Felipe caminha em direção á porta)
VIVIANE – (pergunta do sofá) Vai sair filho?
FELIPE – Vou me reunir com a banda.
VIVIANE – (caminha em direção ao filho) Mas você disse que iria visitar a empresa hoje?
FELIPE – Agora não dar mãe. Depois eu penso se vou ou não para empresa.
VIVIANE – (preocupada) Seu pai não vai gostar de saber que você não foi á empresa!
FELIPE – Deixa que com ele eu me entendo depois.
VIVIANE – (acaricia o rosto de Felipe) Não vai brigar com seu pai de novo, filho. Depois daquela briga de ontem à noite, eu pensei…
FELIPE – (interrompe) Mamãe, não se preocupa, a conversa que eu vou ter como ele agora será definitiva. Tchau. (sai de casa)
VIVIANE – Tchau. (Paulo vem descendo as escadas e observou o irmão saindo)
PAULO – Era o Felipe saindo?
VIVIANE – Era.
PAULO – E pra onde ele foi?
VIVIANE – Foi se encontrar com os amigos dele.
PAULO – (indo em direção á cozinha) O papai não vai gostar de saber disso.
VIVIANE – (seguindo Paulo) E eu não sei. Não quero nem imaginar quando ele descer e descobrir que o Felipe saiu e não foi para empresa.
PAULO – Outra briga né, mamãe!

[CENÁRIO 03 – RUA/ CARRO DE FELIPE/ DIA]
(No caminho para encontrar seus amigos, Felipe recebe uma ligação de sua namorada, Luana. Ele ver quem está ligando, desliga o celular e volta a prestar atenção na estrada)

[CENÁRIO 04 – CASA DA LUANA/ COZINHA/ DIA]
(Verônica está na cozinha tomando seu café, quando sua filha entra com raiva jogando o celular em cima da mesa)
LUANA – (sentando a mesa) Ele não está me atendendo mamãe.
VERÔNICA – Continue tentando, uma hora ele atente.
LUANA – (pega o celular e tenta novamente) Só cair na caixa de mensagem, ele deve ter desligado o celular. (volta a jogar em cima da mesa)
VERÔNICA – Tentou ligar pra casa dele?
LUANA – (pegar o celular e corre pra sala) Não, bem lembrado mamãe.
VERÔNICA – Claro filha, sou a única que pensa nessa casa. (minutos depois Luana volta para cozinha, com mais raiva ainda) Então?
LUANA – Ele não estar, saiu pra encontrar a maldita banda dele.
VERÔNICA – Por que não vai até a casa dele e espera ele voltar?
LUANA – É isso que eu vou fazer mamãe. O Felipe vai me explicar por que ele está me evitando. (Luana sobe para o quarto e Cláudio vem entrando na cozinha)
CLÁUDIO – Bom dia.
VERÔNICA – Bom dia meu filho.
CLÁUDIO – (sentando á mesa) Ainda tomando o café da manha?
VERÔNICA – Sim, não tem nada para fazer mesmo hoje, então pra que a pressa!?
CLÁUDIO – Parece que a senhora esqueceu?
VERÔNICA – Esqueci o que?
CLÁUDIO – Esqueceu que hoje a suas sobrinhas estão chegando de Goiás.
VERÔNICA – Não acredito? (para de tomar seu café e joga o guardanapo em cima da mesa, perdendo o apetite)
CLÁUDIO – É, acredite.
VERÔNICA – Meu sossego nesta casa acabou.
CLÁUDIO – Por quê?
VERÔNICA – Você não se lembra? Claro que não, você era muito pequeno da ultima vez que elas vieram aqui. Suas priminhas eram umas pestes quando crianças. Viviam mexendo nas minhas coisas, nas minhas maquiagens, usando minhas roupas. Meu guarda-roupa ficava uma bagunça, além delas ficarem enterrando coisas daqui de casa, no quintal.
CLÁUDIO – (rir) Não acredito?!
VERÔNICA – Pois acredite. Elas eram umas diabinhas, muitas coisas daqui sumiram sendo enterrada no quintal. Vou ter que esconder tudo. Meu quarto vou ter que deixá-lo 24 horas por dia trancado.
CLÁUDIO – Mãe, não viaja. Como à senhora mesmo disse, quando elas eram crianças. Hoje, já devem estar formadas, duas mulheres lindas, aposto que como eu, elas não irão nem lembrar disso.
VERÔNICA – Duvido muito, mas não faz mal se precaver.
CLÁUDIO – Bem, se a senhora quiser, eu posso buscá-las no aeroporto?
VERÔNICA – Sim, quero sim, eu não tenho tempo de ir buscá-las.
CLÁUDIO – Então tá, só vou terminar meu café e vou.
VERÔNICA – E como você vai reconhecê-las, já que são duas mulheres lindas, formadas?
CLÁUDIO – Ué, uso uma daquelas plaquinhas: “Meninas piradas, que escondiam coisas no quintal da minha casa”.
VERÔNICA – Engraçadinho, aproveita que você vai buscá-las e as mande para bem longe da gente.
CLÁUDIO – (rir) Pode deixar dona Verônica.

[CENÁRIO 05 – APARTAMENTO DA CAMILA/ SALA – COZINHA/ DIA]
(Camila está organizando algumas coisas na cozinha, quando a campainha toca)
CAMILA – Já vai. (correr para atender a porta) Oi, Carla.
CARLA – Oi. (entra) E a aniversariante do dia, já saiu?
CAMILA – (voltando para cozinha) Já, a Adriana levantou cedo pra faculdade.
CARLA – (indo atrás da Camila) E o que você disse pra ela, por você não ter ido?
CAMILA – Adivinha? O pedaço de pizza de ontem a noite, não caiu bem no estômago.
CARLA – E ela acreditou?
CAMILA – Acredite, ela caiu. É serio, nunca vi uma pessoa tão fácil de ser enganada que nem a Joana.
CARLA – Deixa à coitada, mas por onde começamos?
CAMILA – Bem, eu estou indo até a confeitaria, pegar o bolo e os salgados. Se você quiser… (aponta para um saco de bexigas em cima da mesa)… pode ir terminando de encher os balões e quando eu chegar, te ajudo a enfeitar.
CARLA – Tá, pode deixar.
CAMILA – Obrigada, vou lá e não demoro. É rápido que eu volto pra te ajudar.(confere se colocou o dinheiro em sua bolsa) Nada pode dar errado nessa festa surpresa. E não se preocupa, a Adriana vai distrair a Joana a tarde inteira. (caminha apressada para a sala) Tchau.
CARLA – Tchau. (Camila sai do apartamento e Carla começa á encher os balões)

[CENÁRIO 06 – LANCHONETE/ DIA]
(Adriana e Joana saíram da faculdade um pouco mais cedo e para impedir que Joana voltasse para casa antes da festa ficar pronta, Adriana inventa que tem uns amigos dela esperando na lanchonete)
JOANA – Que amigos são esses, Adriana? (as duas entram na lanchonete)
ADRIANA – São só uns amigos que eu quero te apresentar, nada demais. Vem, vamos sentar nessa aqui. (as duas sentam na primeira mesa vazia que vê. Joana continua desconfiada desses “amigos” da Adriana)
JOANA – Conheço muito bem seus amigos e se você estiver pensando em arrumar algum pretende pra mim, pode ir desistindo que daqui mesmo volto para casa. (se levanta)
ADRIANA – Calma, não é nenhum tipo de encontro. Senta aí e me espera. Sabe que não gosto de voltar pra casa sozinha. Só marquei aqui com uns amigos, pra combinar um trabalho de faculdade.
JOANA – Sei… (senta novamente) Seus amigos irão demorar muito?
ADRIANA – Eu não sei Joana, só sei que marcamos aqui, vamos esperar agora né!
JOANA – Melhor eu voltar pra casa e você fica ai esperando eles. A Camila deve estar precisando de alguma coisa. (se levanta mais uma vez, mas Adriana a segura pelo braço)
ADRIANA – Ah não, né? Você não vai me deixar aqui sozinha? E a Camila sabe se virar. Eles não vão demorar, enquanto isso vai escolhendo algo pra gente comer. (entrega o cardápio para Joana, que volta a se sentar. Joana procura algo para elas comerem, enquanto Adriana digita alguma coisa no celular)
JOANA – Já sei o que pedir e você?
ADRIANA – (desliga o celular e chama o garçom) O que você pedir está bom pra mim. (quem as atende é Junior. Ele arrumou um emprego nesta lanchonete, para ajudar nas dispersas em casa e futuramente conseguir terminar de pagar sua faculdade)
JUNIOR – É já que eu trago os seus pedidos. Licença! (volta para o balcão)
ADRIANA – Gatinho, eu pegava se não tivesse ocupada com outra coisa agora.
JOANA – Se você pudesse Adriana, você pegava todos os caras gatos que você achar na cidade. (Joana não queria dizer, mas ela também achou o rapaz bonito, mas se fosse pra competir com a Adriana, ela perderia, pois não teria a atitude de ir pra cima como sua amiga)

[CENÁRIO 07 – GALPÃO (LOCAL DE ENSAIO DA BANDA DE FELIPE)/ DIA]
(Felipe chega á mais um ensaio da banda, e seus amigos reparam que a aparência de Felipe não é uma das melhores)
ADRIANO – Olha só quem chegou?!
FELIPE – (desanimado) E aí galera?
ADRIANO – Está tudo bem cara?
FELIPE – Mais ou menos. O velho problema com o meu pai novamente. Aquela mesma história de sempre. Meu pai quer que eu desista do meu sonho de cantor e quer que eu me torne que nem ele. Que tudo aquilo um dia será meu e tenho que aprender deste já, e blá, blá, blá…
ADRIANO – Mas isso não é certo?!
FELIPE – Eu sei, mas não é isso que eu quero pra mim. O problema, é que meu pai não quer enxergar que esse não é meu sonho. Ontem eu e ele tivemos uma discussão séria. Hoje sair mais cedo pra não ter que continuar outra discussão e também pra colocar as coisas aqui dentro no lugar.
SÉRGIO – Quer saber um ótimo remédio pra colocar as coisas no lugar?
FELIPE – Qual?
SÉRGIO – Cantar!
FELIPE – (sorrir) Só se for agora. (Felipe tira seu violão pra fora e se organiza no centro do pequeno palco, montado de improviso, junto com seus amigos e começam a cantar)

[CENÁRIO 08 – CASA DA CARLA/ SALA/ DIA]
(Paula chega em casa e encontra sua mãe deitada no sofá. Ela estranhou, pois sempre que chegava, encontrava sua mãe na cozinha, terminando o almoço. Outra coisa que ela reparou, foi que a mesa não estava pronta ainda, primeira coisa que sua mãe faz)
PAULA – Mãe? (coloca sua mochila no sofá ao lado e vai até sua mãe, que estava deitada no outro sofá) A senhora está bem?
CÍNTIA – (desperta) Já chegou filha?
PAULA – Nesse instante, porque a senhora está deitada no sofá?
CÍNTIA – Eu me sentir um pouco mal e me deitei aqui, ver se esse mal estar passava. (tenta se levantar, mas sente uma tontura e volta a se sentar novamente)
PAULA – (preocupada) Tem certeza que a senhora estar bem?
CÍNTIA – Tenho,  sim. Preciso arrumar a mesa filha. (tenta se levantar novamente, mas acaba tendo outra tontura)
PAULA – A senhora não me parece bem? Não quer que eu á leve para o hospital?
CÍNTIA – Não, não precisa, filha. Isso vai passar logo. Você não ia até o apartamento das meninas ajuda sua irmã?
PAULA – Vou sim, vou trocar de roupa e vou pra lá. Mas estou preocupada com a senhora…
CÍNTIA – Não precisa se preocupar comigo, eu estou bem filha.
PAULA – Certeza? (Cíntia sorrir, dando a dizer que estava bem) Então eu vou trocar de roupa e eu vou lá ajudá-las. (Paula sobe para o quarto, mas sua preocupação não acabou. Sua mãe se deita novamente no sofá e isso preocupa Paula. Tempo depois, Paula chega ao apartamento da Camila. Ela conta para a irmã o que aconteceu e Carla preocupada com o que soube, decidiu voltar mais cedo pra casa, ver se sua mãe realmente estava bem)

[CENÁRIO 09 – APARTAMENTO DA CAMILA/ SALA/ TARDE]
CAMILA – Claro que pode Carla, já estamos quase terminando aqui. Eu e a Paula damos conta do resto.
CARLA – E eu também não sei se vou poder vir pra festa, mas eu mando meu presente para a Joana depois.
CAMILA – Claro, a Joana vai entender, pode ir cuidar de sua mãe, sem problemas. Você já ajudou muito por aqui.
CARLA – Paula, quando vocês terminarem aqui, vá direto pra casa viu.
PAULA – Tá. (Camila acompanha Carla até a porta. As duas se despedem e Carla vai para casa)

[CENÁRIO 10 – CASA DO FELIPE/ SALA/ TARDE]
(Luana é bem recebida na casa da sogra. As duas estão na sala conversando)
LUANA – Eu não sei o que tem na cabeça do Felipe, que não aceita ir trabalha com o pai na empresa.
VIVIANE – Sabe que o Felipe quer outra coisa, Luana.
LUANA – Eu estou cansada de dizer pra ele, que seguir carreira de musico não dar futuro. Ele devia focar e preservar o patrimônio que é dele.
VIVIANE – O Felipe não é igual o pai, Luana. Os sonhos dele são diferentes, estes que são totalmente diferentes com os do pai. O meu maior medo, é que essas saídas do Felipe não o traga de volta para casa.
LUANA – A senhora quer dizer, que ele quer sair de casa?
VIVIANE – Ele nunca tocou neste assunto, mas pelo que está acontecendo nessa casa, o meu medo é este querida.
LUANA – Ele não seria capaz de fazer isso. De abandonar vocês, acho muito difícil.
VIVIANE – Eu não! Felipe não está nem ai pra este luxo todo. Para o ele, o violão e suas musicas, bastam.
LUANA – Deve ser esse violão. Essa ideia de montar uma banda, ser cantor, que está o afastando do seu real objetivo. Devemos pensar algum jeito de tirar essa ideia da cabeça dele. Porque, não aproveitamos que ele não está em casa…
VIVIANE – Não, melhor fazermos nada. Talvez isso só afaste ele mais da gente.
LUANA – A senhora que sabe. (Luana não diz mais nada, mas em sua mente, já se bolava algo pra Felipe desistir de seus sonhos)

[CENÁRIO 11 – LANCHONETE/ TARDE]
(Adriana continua digitando algo em seu celular. Joana tirou um livro da mochila e o ler. Quando Junior passa perto delas, sua atenção se volta para o rapaz. Junior termina de atender a mesa ao lado, volta para o balcão e sua atenção volta-se para Adriana que não tira os olhos do celular. Impaciente, Joana guardar o livro e chama a atenção da amiga)
JOANA – E 3 horas se passaram e nada desses amigos.
ADRIANA – Bem, eu acho que eles esqueceram. Você quer ir ao cinema?
JOANA – Está brincando, né?
ADRIANA – Não, é serio! Sei que tá passando um filme ótimo hora dessa.
JOANA – E que filme é esse?
ADRIANA – Ah… É um filme novo que saiu recentemente, não me lembro o nome, mais é bom.
JOANA – Eu não sei Adriana, estou cansada, só quero ir pra casa.
ADRIANA – Vamos, por favor? Eu prometo que depois que assistirmos o filme, voltamos pra casa. Vai, vem comigo assistir esse filme, é tão ruim ir ao cinema sozinha.
JOANA – E porque você não convida o funcionário gatinho ali pra ir com você? (aponta para o Junior atendo uma mesa atrás da Adriana)
ADRIANA – É, se ele não tivesse em expediente, eu o chamaria. Mas eu quero ir com você. Vamos vai?
JOANA – Você não vai me deixar em paz até eu aceitar, né? Está bem, eu aceito.
ADRIANA – (comemora) Ebaa.
JOANA – Bem, vamos pedir a conta né.
ADRIANA – Sim, mas deixa que eu pago. A conta, por favor. (enquanto a Adriana procurava o dinheiro dentro da mochila, Joana não tirava os olhos do Junior que ia buscar a conta. Quando ele voltava para a mesa, ela rapidamente desvia o olhar para Adriana)
JUNIOR – Aqui está. (entrega para Adriana)
ADRIANA – Deixa-me ver. (ela retira o dinheiro da mochila e junto ao dinheiro, entrega um guardanapo com o seu telefone) Aqui está, pode ficar com o troco, mais o meu telefone! Quando precisar ir alguma balada e não tiver companhia, só me ligar. (pisca para ele)
JUNIOR – Ok. (ele rir e volta para o balcão. De longe Adriana o percebe guardado seu telefone no bolso)
JOANA – Não acredito que você deu seu telefone pra ele?
ADRIANA – Pois acredite que eu dê sim. Agora vamos ou iremos perder o filme. (a puxa da mesa para fora da lanchonete.)

[CENÁRIO 12 – AEROPORTO/ TARDE]
(Cláudio está quase uma hora esperando o voo de suas primas chegar. A espera foi longa, mas o avião finalmente pousa. Ele caminha até a área de desembarque, segura uma plaquinha que fez e espera suas primas saírem)
CLÁUDIO – Passageiros saindo, plaquinha na mão, agora só esperar as primas gatas. (sairão duas garotas lindas) Será que são elas? (passam direto por ele) Acho que não. Não deram nem bola para minha plaquinha. (outra garota sair, só que está sozinha) É aquela é linda, só que veio sozinha, então não. (saíram duas garotas feinhas) Cláudio meu amigo, abaixa a placa e disfarça, talvez não sejam elas. (também passaram direto) Onde estão essas garotas?
VITORIA – Cláudio? (o cutuca pelas costas)
CLÁUDIO – Prima?
VITORIA – Claro, quem mais seria? Dar um abraço aqui priminho. (se abraçam)
CLÁUDIO – Nossa, parece que você não cresceu nada.
VITORIA – É e parece que seu cabeção também não diminuiu. Agradeça a ele, que foi por causa de seu cabeção que a gente te reconheceu.
CLÁUDIO – Tanto tempo e não perdeu a marra. E essa? (olha pra Fernanda ao lado de Vitoria) Não me vai dizer que é a… Fernanda.
FERNANDA – Pensei que não iria se lembrar? (se abraçam)
CLÁUDIO – Como iria me esquecer de você, se era com você que eu gostava mais de brincar.
VITORIA – Obrigada pela parte que me toca.
CLÁUDIO – Nossa você esta… linda.
FERNANDA – (envergonhada) Obrigada, você também está bonito.
CLÁUDIO – (se gabando) É o que as garotas daqui sempre dizem.
VITORIA – Quem? Aquelas suas bonequinhas?
CLÁUDIO – Sem graça, mas então vamos.
VITORIA – Vamos, não vejo á hora de encontra minha titia linda.
CLÁUDIO – Pode apostar que ela também não ver a hora de ver vocês.

[CENÁRIO 13 – CASA DA LUANA/ SALA/ TARDE]
CLÁUDIO – (na entrada de casa) Pronto, chegamos lar doce lar.
VITORIA – Parece que não mudou quase nada, pelo menos a parte externa da casa (os três entram. Vitoria e Fernanda observam a sala atentamente)
FERNANDA – Mesmo jeito, parece que nossa tia não gosta muito de mudanças.
VITORIA – Logo se percebe. (caminha em direção ao centro da sala, onde tem uma pequeno vaso com flores) Olha esse vaso, você lembra dele Fernanda?
FERNANDA – Deixa-me ver. Ah sim, lembrei, foi aquele que a gente enterrou no quintal em baixo do jardim. Quem diria que a nossa tia iria encontrar ele né mesmo.
VITORIA – É, talvez ela percebeu o estrago que deixamos as flores dela. Quem sabe esses anos todos há deixaram um pouco mais esperta.
FERNANDA – Falando nela, cadê ela Cláudio?
VERÔNICA – Estou aqui. (descendo as escadas)
VITORIA – Titia querida quantas saudade. (corre para abraçá-la) Que é isso, são rugas?
VERÔNICA – Acredito que não, talvez a sua mãe que tenha, porque eu, não estou nesta fase ainda.
VITORIA – Não é o que esta parecendo. (Verônica não gostou da brincadeira, então decide cumprimentar Fernanda)
VERÔNICA – Você deve ser a Vitoria, é isso?
FERNANDA – Não tia, sou a Fernanda.
VERÔNICA – Ah sim, eu sabia.
VITORIA – E olha que a gente nem se parece tanto assim Fernanda. Acho que a senhora além das rugas, deve está precisando de uns óculos.
VERÔNICA – Olha aqui… (se vira em direção á Vitoria para lhe dar um sermão, porem parar e vira para Cláudio) O Cláudio vai levar vocês até seus quartos.
CLÁUDIO – Me acompanhem meninas. (Cláudio sobe as escadas, Fernanda e Vitoria o segue)
FERNANDA – A gente mal chegou e já está criando confusão com nossa tia.
VITORIA – Isso é pra ela ver, que eu não tenho medo dela e relaxa maninha, acabamos de chegar, você ainda não viu nada.
FERNANDA – Vitoria olha lá o que você vai aprontar.

Anoitecendo…

[CENÁRIO 14 – CASA DA CARLA/ Q. DE CÍNTIA – CORREDOR/ NOITE]
(Carla voltou para casa cedo, pra saber como estava sua mãe. Chegando em casa, encontra tudo em silencio e sua preocupação aumenta ainda mais. Procura pelo nome da mãe e sem resposta, corre para o quarto dela e a encontra deitada sobre a cama. Aproxima-se dela, viu que sua mãe estava dormindo tranquila, decidiu então deixá-la dormir. Pensou que talvez ela estivesse muito cansada e quis dormir cedo. Fez um carinho em sua cabeça, deu-lhe um beijo e saiu do quarto desejando bons sonhos. Carla não sabia, mas aquele seria o ultimo beijo de boa noite que ela daria á sua mãe. Então ela vai para o quarto, se arrumar. Anoitece e Carla está pronta, esperando sua irmã no corredor. Decidi dar uma ultima olhada no quarto de sua mãe. Abre a porta, mas não toda, ver que ela continua do mesmo jeito, então sai de fininho, fechando a porta. Neste momento, Paula aparece ao lado dela)
CARLA – Demorou, hein? (fechando a porta com calma)
PAULA – Eu sei, mas agora estou pronta.
CARLA – Então vamos, pois temos que estar lá antes da aniversariante chegar.
PAULA – E a mamãe, como ela está?
CARLA – Está deitada, eu não decidi acorda-la. Deixei descansando um pouco, amanha quando ela acordar e estiver se sentindo melhor, falaremos com ela.
PAULA – Queria dar um beijo de boa noite nela.
CARLA – Você dar amanha, vamos que já estamos atrasadas. (talvez se Carla tivesse deixado sua irmã ter dado um beijo de boa noite em Cíntia, elas poderiam ter descoberto que sua mãe havia parado de respirar e Paula poderia se despedir dela)

[CENÁRIO 15 – CINEMA/ NOITE]
(após o filme, Adriana continua trocando mensagens entre Camila, e dessa vez, ela avisa que as duas estão em direção ao apartamento. Minutos depois, Camila confirma que está tudo pronto e as duas podem vir)
ADRIANA – Finalmente, agora podemos ir pra casa.
JOANA – Confesso que eu estava dormindo durante esse filme. Você não podia ter escolhido um filme mais curto Adriana, nem sei se o cara ficou com a sua amiga ou decidiu fugir com a garota de circo?
ADRIANA – Ele fugiu com a garota de circo. A amiga dele, se casou com um milionário.
JOANA – Nossa. Filme mais sem graça. Não esperava que você se interessasse por um filme desses?
ADRIANA – É tem muita coisa que você não sabe sobre mim.
JOANA – Tô vendo. Mas então, podemos ir pra casa agora?
ADRIANA – Sim, podemos.
JOANA – Finalmente, não vejo á hora de chegar em casa, tomar um banho…
ADRIANA – Você está precisando mesmo.
JOANA – É o que?
ADRIANA – Nada, vamos ou você vai querer chegar tarde na sua… (pausa)
JOANA – Na minha… ?
ADRIANA – Anda logo, não era você que estava doida pra ir pra casa, então vamos. (começa andar rapidamente)
JOANA – Definitivamente, a Adriana é maluca. Espera sua louca. (corre atrás dela)

[CENÁRIO 16 – APARTAMENTO DA CAMILA/ SALA/ NOITE]
(tudo pronto, festa organizada, convidados apostos, Adriana já mandou um torpedo avisando que estão chegando, falta agora só a aniversariante. Chegando ao apartamento, Adriana faz um suspense ao abrir a porta e deixa Joana entra primeira. Joana repara que está tudo escuro.)
JOANA – Será que a Camila está dormindo? (Adriana não responde) Adriana, você ouviu o que eu disse? (ela ainda não responde. Joana irritada decide acender as luzes) Porque você não está me…
CONVIDADOS – SURPRESAAA!!!

[CENÁRIO 17 – PRAIA/ NOITE]
(após o ensaio com sua banda, Felipe está sentado na areia da praia tocando seu violão, quando é surpreendido pela Luana)
LUANA – Finalmente te achei! (Felipe levanta espantado) Quer dizer, que é aqui que o senhor se escondeu o dia inteiro?
FELIPE – Luana, o que você está fazendo aqui?

Continua no Capítulo 02…

Anderson S.

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