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Sagrado Coração foi uma web que me despertou a atenção pelo título, quis logo acompanhar a obra que agradou-me pelo nome de supetão. Ou seja, fui mais motivado pelo meu sexto sentido do que pela própria sinopse – que não me agradara em nada. Aquela apresentação inicial parecia mais uma descrição das características dos personagens e suas relações. E por conta disto, esse é o primeiro aspecto que deve ser melhor trabalhado pelo autor, pois o mesmo serve para chamar a atenção dos leitores, os motivando a ler tal história.


O que pude compreender com o início do primeiro capítulo foi que Carol conduziria o enredo, em outras palavras, seria a personagem principal. Porém, durante esses seis capítulos postados, pareceu-me mais uma coadjuvante do que uma verdadeira mocinha. E pra complicar ainda mais a imagem da jovem, a sua “outra metade” – Douglas – não a ajuda em nada. O envolvimento da dupla soou tão sem pé nem cabeça ao aparecerem namorando da noite para o dia, o que poderia ser evitado se as cenas deles fossem desenvolvidas de maneira mais proveitosa: menos convites para comerem juntos e mais ação, romance ou até mesmo um clímax para impulsionar a torcida por ambos.


Mudando da água para o vinho, ou melhor dizendo, do amor para o rancor, não posso esquecer-me de Branca e Soraya – ambas são as “bruxas” da trama. As vilãs vivem dizendo e fazendo barbaridades pela pacata cidade e deixando os outros moradores de lá bastante assustados. Mas, nem mesmo juntando todas as maldades delas a web se salvaria, pois tanto uma quanto a outra têm diálogos tão fracos, que parecem ser más por pura diversão ou simplesmente porque foram classificadas como antagonistas e por isso devem mostrar excessivamente que são ruins através de cada palavra que saem de suas bocas.


Não irei limitar minha análise somente aos mocinhos e às vilãs, pois o roteiro tem sim um destaque positivo, que atende pelo nome de Alexandre – o irmão de Carol –, o qual merece minha devida atenção. Os rumos que o escritor tem dado para ele são prazerosos de acompanhar, e há muito o que se aproveitar dele, como sua vida amorosa e a nova “bomba” que caiu sobre sua cabeça (não serão citados aqui por motivos óbvios). Talvez o rapaz seja o único acerto entre tantos personagens falhos.


A escrita apresenta seus erros, a estrutura dos capítulos também. Na construção dos diálogos tá faltando emoção, veracidade, humanidade. O desenvolvimento das tramas não é dos melhores. Os ganchos são inexistentes. Porém, parece ter surgido uma luz no fim do túnel, pois mesmo com algumas falhas, o sexto capítulo – o mais recente – estava bem melhor estruturado, mais humano, direi até que superior do que os demais.