NO ÚLTIMO CAPÍTULO...

Bruno disse:

- Gente pra que ficar assustado? É triste, talvez se ele fosse um bom homem. Mas não foi, foi um monstro que abusou de nossa amiga, ele bem que mereceu!

- Concordo! - Disse Henrique.

- Alguém precisa ir confirmar e reconhecer o corpo. - Disse Diego.

- Eu quero ir! - Disse Júlia.

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- Está louca? Isso lhe fará mal! - Disse Henrique.

- Pelo contrário gente, ficarei aliviada e saberei que ele nunca mais irá voltar a me atormentar.

 

HORAS DEPOIS...

 

Júlia e Diego foram até o necrotério e juntos entraram na sala. Diego perguntou:

- Ainda está certa disso?

- Estou, preciso vê-lo e peço que você não diga nada na hora.

- Tudo bem!

 

 

Diego colocou as mãos no ombro dela enquanto olhava para o cadáver. Júlia retirou o lençol e o viu, estava horrível, mas dava para reconhecê-lo. Ela não sorriu e nem demonstrou raiva, apenas deixou algumas lágrimas caírem. Júlia olhou para Diego e perguntou:

- Quem foi o assassino?

- A polícia não sabe ao certo quem foi, mas eles disseram que conseguiram uma testemunha. – Falou Diego.

- O tempo de vocês acabou – disse um funcionário do Necrotério- Precisamos levar o corpo pra fazer todos os procedimentos para o enterro.

- Está bem – disse Júlia.

 

Diego acompanhou Júlia até a república, lá, Bruno, Gabriela e Henrique estavam sentados na sala esperando pela Júlia.

- Olá pessoal.

- Olá – disseram todos juntos.

- E aí, era ele mesmo? – Perguntou Henrique com os olhos vermelhos.

- Sim, era ele mesmo. Estava até com a camisa do Brooklin que eu dei pra ele de aniversário.

- Então já não restam dúvidas – falou Bruno- Aquele desgraçado realmente morreu.

- Não fala assim dele – Gritou Henrique – Ele era um homem bom, só queria ser correspondido em seu amor – Completou Henrique chorando.

- Isso é verdade – falou Júlia – Mas ele não precisava me abusar pra ter o que queria.

- E você queria alguma coisa com ele? – Indagou Gabriela.

- Não! – Respondeu Júlia – Porém, ele deveria ter respeitado a minha decisão.

Henrique se levantou do sofá.

- Quer saber? Vou dormir, amanhã vou acordar cedo pra ir ao enterro, certamente a família dele vai enterrá-lo como deve ser.

- Já vou indo também – falou Bruno – se acontecer alguma coisa, é só me ligar.

- Ok, obrigada Bruno – sorriu Júlia.

Todos foram dormir.

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No dia seguinte, Henrique se levantou cedo para ir ao enterro do seu amigo, Sérgio.

O telefone toca. Gabriela levanta, e atende ao telefone. Em seguida, Júlia e Diego acordam com o barulho do telefone e vão pra sala.

- Tá... Aham... Eu aviso à ela. – diz Gabriela ao telefone.

- O que foi Gabriela? – perguntou Júlia.

- Júlia, os policiais querem que você vá até a Delegacia.

- Mas pra quê? – estranhou Júlia – você sabe de alguma coisa Diego?

- Não, não. Ninguém me avisou nada – falou ele.

- Ah, não se preocupe Júlia. Já que você foi reconhecer o corpo do Sérgio, eles devem ter achado alguma pista de quem foi o assassino, e querem falar com você.

- É... Deve ser isso mesmo – falou Júlia.

- Em todo caso, eu te acompanho – falou Diego.

- Eu também – disse Gabriela.

- É melhor você ficar aqui Gabriela. Se alguém ligar, diga que eu fui até a Delegacia ver o que eles querem.

- Tá certo – falou ela.

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Júlia e Diego chegam na Delegacia.

Eles entram na sala do Delegado que está com uma moça aparentemente assustada ao seu lado.

  • - Essa é a moça? - pergunta o delegado para a moça se referindo à Júlia.

  • - É essa mesmo. - diz a moça em uma mistura de medo e pavor. O Delegado se levanta e vai em direção à Júlia com um par de algemas.

  • - Senhorita Júlia, você está presa pelo assassinato de Sérgio Barroso.

  • Júlia fica paralisada.

  • - M... Ma... O QUÊ? - disse Júlia sem entender.

  • - Isso mesmo, essa moça alega ter visto você sair da casa da vítima horas antes de acharem o corpo da vítima. - disse o Delegado prendendo-na.

  • - Mas eu não matei o Sérgio... Eu nunca seria capaz disso! - falou Júlia Berrando

  • - É verdade, não foi a Júlia que matou o Sérgio - diz o Diego enquanto todos olham pra ele.

  • - E como você sabe que não foi ela quem matou o Sérgio? - interroga o Delegado.

  • - Porque eu sei quem matou o Sérgio...


por vco