Três Jogadas.

Capítulo 53

“As pessoas entram em nossa vida por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem.”

Lilian Tonet

Cena 1. Rio de Janeiro – Motel / Dia

Continuação imediata da cena anterior.

Eric olha para a bolsa de Kiara: Eu vi uma arma ali dentro enquanto você tomava banho.

Kiara furiosa: Você mexeu nas minhas coisas sem a minha permissão?! Que invasão!

Eric sério: Você já matou alguém?

Kiara pega a bolsa: Como é que é?

Eric é direto: Eu perguntei se você já matou alguém. – Kiara fica sem saber o que responder. – Responde! Você já matou alguém?

Kiara nervosa: Você não tinha o direito de invadir minha privacidade assim!

Eric insiste: Você ainda não me respondeu. Responde.

Kiara é direta: Já! Já matei uma pessoa. Mas não foi usando essa arma e não matei por que eu quis.

Eric ri: E como é que mata alguém sem ter a intenção de matar?

Kiara séria: Ele se matou por minha causa. Ricardo Hernani o nome dele. Eu falava pra ele que não queria me envolver com ninguém, mas ele acabou se apaixonando. Depois se matou. Eu carrego essa culpa até hoje e talvez isso seja o motivo do medo de me envolver com alguém.

Eric pega uma fruta: Eu também já matei uma pessoa.

Kiara assustada: Quê?!

Eric sorri: Por dinheiro. Quem nunca?!

Kiara larga sua bolsa: Eu! Nunca matei ninguém por dinheiro.

Eric senta na cama: Uma pena. Eu já. Uma mulher. Mas eu não sei como consegui realizar isso. A mulher me detestava, mesmo assim se casou comigo.

Kiara: No mínimo você a forçou.

Eric ri: Claro que não. Não faz o meu tipo. Casou por livre espontânea vontade. E eu matei.

Kiara sorri: Você é um péssimo sedutor.

Eric a olha: Mas te garanto que sou um ótimo assassino.

Kiara rindo: Além desse quais são os outros crimes?

Eric: Nenhum! Parei nesse. Quer dizer: não surgiram outras oportunidades.

Kiara séria: Eu devia ficar com medo. Quem não garante que você está fazendo a mesma coisa comigo? Já sei que não devo me casar com você.

Eric se levanta e se aproxima da mulher: Mas pode ser minha parceira. Acho que a gente faz uma dupla impecável.

Kiara convencida: Será?

Eric sedutor: Tenho certeza!

Os dois se beijam.

Cena 2. Rio de Janeiro – Urca / Apt. da Eliane / Dia

Eliane chega. Jaqueline está conversando com Stacy no sofá.

Eliane sorri: Cheguei Jaque. – ela olha para trás. – Ih, está aí, é?! – ela ri. – Se tivesse me dito que era visitas eu teria comprado alguma coisa para almoçarmos.

Eliane cumprimenta Stacy.

Jaqueline sorri: Não precisa se preocupar. Daqui a pouco a gente desce e compra alguma coisa.

Eliane sorri: Tudo bem então. Jaque vem cá, por favor.

As duas saem.

No canto…

Eliane olha para Stacy: Quem é a moça?!

Jaqueline sorri: Minha filha. Ela é que é a Stacy.

Eliane ri: Mentira! E por que você não me disse? Teria feito uma recepção melhor. Que bom que vocês se acertaram.

Jaqueline: Ela veio morar com a gente. Tem algum problema?

Eliane: Claro que não! Problema nenhum. Eu vou preparar o quarto pra ela.

Jaqueline: Ela vai com a gente para o exterior. Consegui convencê-la. Ou melhor, nem foi tão difícil assim.

Eliane: Eu acho que desisti de viajar.

Jaqueline se chateia: Não acredito. Poxa, Eliane. Nossa oportunidade de nos aproximarmos.

Eliane: Eu sei que era. Mas eu tenho uma vida aqui… Não quero abandonar a vida daqui.

Jaqueline: Mas pensa que é a sua chance de recomeçar. Você já viveu tantas coisas aqui. Se decepcionou tanto.

Eliane: Mas não vivi o suficiente. Eu estou pensando em adotar uma criança.

Jaqueline sorri: Bonito seu gesto. Mas quem sabe você lá você encontra uma pessoa legal, se casa de novo e engravida?

Eliane: Eu não preciso de ninguém para ser feliz. Eu estou feliz assim! Ou você também acha que mulher para ser feliz precisa de homem?

Jaqueline ri: Claro que não. Eu sou um exemplo disso. Você tem certeza que é isso que você quer?

Eliane sorri: Absoluta! Vai e seja feliz. E não se preocupa comigo. Tenha certeza que eu serei muito feliz aqui. Muito!

As duas se abraçam.

Cena 3. Estados Unidos – New York / CITI EMPLOYEE CAFETERIA / Dia

Melissa e Renato tomam café juntos novamente.

Melissa ri: Convencido você, não?! – eles se encaram. – Acho que tive uma péssima impressão de você lá na Revista.

Renato sorri: Eu sei que teve. Saiu me acusando feito uma louca. Mas sem ressentimentos, ok?

Melissa: Eu acho bom mesmo. Não gosto de causar raiva nas pessoas.

Renato: Digamos que você só me deixou bem revoltado por um tempo. Mas passou. Estou até gostando da sua companhia.

Melissa sorri: Sua companhia também me é agradável.

Renato bebe o café: Você não era casada?

Melissa ri: Era! Disse certo. Eu me separei do Ferraz e depois ele teve um fim trágico.

Renato se assusta: Morreu?!

Melissa: Mataram! Mas não hora de falar disso, né?

Renato: Claro, você tem toda razão. Desculpa. Mas você pensa em entrar em outro relacionamento?

Melissa sorri: Não sei se quero entrar num relacionamento assim. Acabei de sair um conturbado e que me abalou tanto. Não sei se estou pronta para enfrentar tudo de novo. Talvez um relacionamento aberto eu aceite.

Renato ri: Um relacionamento aberto?

Melissa sorri: E por que não?

Renato rindo: Que mulher moderna!

Melissa rindo: Sou muito!

Os dois continuam rindo e tomando café.

Cena 4. Rio de Janeiro – Leme / Apt. da Clarice / Dia

A família inteira toma café. Paloma chega.

Paloma sorrindo: Família! Nem me esperaram para o café.

Clarice sorrindo: Começamos agora. Aproveita que ainda nem chegou o mexido de ovos que você adora.

Paloma senta-se: Sei! Seus traíras. – ela ri.

Leandro: E o Igor como está Paloma?

Paloma coloca suco no copo: Está ótimo. Eu conversei com o médico sobre ele e o doutor disse que ele está indo bem nos medicamentos e nos tratamentos. Logo ele poderá sair de lá.

Clarice aliviada: Que boa notícia! Saudades dele aqui nessa casa.

Paloma: Pelo o que o médico disse o caso do Igor é bipolaridade e o alcoolismo. A bipolaridade é questão de humor. E o alcoolismo ainda está no começo. Esse tempo lá vai fazer bem para ele.

Júlia sorri: Que bom que meu irmão logo vai ficar bem. – A campainha toca. – Eu vou atender, deve ser a Luíza.

Júlia sai.

Na sala…

Júlia abre a porta: Luíza! – elas se cumprimentam. – Entra.

Luíza entra: Espero não estar incomodando.

Júlia fecha a porta: Claro que não! – ela sorri. – Quer tomar café?

Luíza ri: Sua família não vai reclamar? Eu nem conheço todo mundo.

Júlia puxa Luíza: Vai conhecer agora então! Vem!

Na cozinha…

Júlia chega com Luíza.

Júlia sorri: Família. Quero apresentar pra vocês a Luíza! Ela que ajudou o Luigi a me tirar da Revista. Ela vai tomar café com a gente.

Clarice sorri: Fica à vontade, Luíza. – ela olha para todo mundo. – Acho que ganhei uma nova filha.

Todos riem.

Luíza sorri: Obrigada pela recepção. Eu e a Júlia nos aproximamos bastante nesses últimos dias. Eu sou prima do Luigi. Quer dizer, prima de consideração.

Leandro tomando café: Vocês foram criados juntos?

Clarice intervém: A Luíza é filha da irmã da Alice. Gisele! Não era esse o nome dela?

Kiara chega no instante.

Kiara sorrindo: Olá família!

Clarice ri: Kiara, onde é que você se meteu mulher?

Luíza vira-se no instante. Clarice se toca e se assusta.

Luíza sorri: Então você que é a Kiara?

Kiara não entende: Você é a/ – ela é interrompida.

Luíza sorridente: Luíza! Filha da Gisele e irmã do Hernani. Ricardo Hernani

Kiara fica com medo. Clarice também. Clima tenso.

Kiara corta o clima: Claro. Tudo bom? – ela cumprimenta a jovem. – Fica à vontade. Gente eu preciso tomar um banho. Depois eu tomo café! Beijos.

Kiara sai apressada. A campainha toca novamente.

Júlia senta-se: Atende pra mim, Janaína? Se for o Luigi pede ele para vir aqui.

Janaína sai.

Na sala…

Janaína abre a porta: Bom dia!

Paduan sorri: Bom dia! Dona Clarice está?

Na cozinha…

Eles continua tomando café. Luíza faz o mesmo, mas ainda pensativa com a imagem de Kiara.

Janaína chega com um papel: Dona Clarice!

Clarice estranha: Aconteceu alguma coisa?

Janaína entrega o papel: Intimação pra Senhora.

Clarice engole seco. Todos se entreolham, suspeitos.

Cena 5. Rio de Janeiro – Ipanema / Apt. do Barros / Dia

Barros abre a porta.

Barros surpreso: Simone! – eles se cumprimentam com um beijo rápido. – Que surpresa boa.

Simone entra: Eu disse que voltava. Não estava me esperando?

Barros fecha a porta: Não. Achei que você tivesse ocupada com o caso da morte da Alice.

Simone: E estou. Mas consegui um tempo para vir te ver. Ainda está sentindo as dores?

Barros andando devagar: Um pouco. Mas dá pra fazer alguma coisa. Preparei até um café pra mim.

Simone brava: Não acredito que você fez esforço. O médico pediu repouso! Por que não me ligou? Eu tinha comprado alguma coisa na rua.

Barros senta-se à mesa: Eu não quero que você me veja como um problema na sua vida.

Simone senta-se em seguida: Você não é um problema na minha vida. Você também tem que dividir as más coisas comigo. Não só as boas!

Barros toma café: Tá bom. Mas sem sermão, ok? Eu prometo que da próxima vez eu aviso. Você saiu ontem e nem respondeu meu pedido.

Simone se faz de sonsa: Que pedido?!

Barros ri: Você disfarça muito mal. Você sabe muito bem do que estou falando. Do pedido de casamento!

Simone rindo: Você me fez esse pedido? Não lembro.

Barros ri: É sério. – ele fica sério. – O meu pedido foi sério. Eu não estou brincando. Eu quero me casar com você. Responde o meu pedido.

Simone sorri: É claro que eu aceito. Eu aceito me casar com você!

Barros ri: Sabia! Quem recusaria se casar comigo?

Simone ri: Bobo.

Ela dá um tapa em Barros e acaba pegando na cirurgia dele. Ele sente dor e ri.

Simone rindo: Desculpa!

Os dois se entreolham rindo.

Cena 6. Rio de Janeiro – Catete / Apt. da Adriana / Dia

Fernanda e Adriana sentadas no sofá.

Adriana entristecida: Essa casa vai ficar tão vazia agora. Vai ser só eu e você.

Fernanda a olha: E o Gustavo e a Amanda?

Adriana: Eles vão ficar aqui um período, mas não sei vão querer morar aqui. E eu também não fiz o convite.

Fernanda séria: Pois deveria. Independente de eles serem um casal, ela é tua filha. Ao menos que eles tenham algum projeto de viajar ou de morar com ele.

Adriana a olha: Você acha?

Fernanda séria: Não só acho como tenho certeza.

Adriana decidida: Eu vou falar com ela então.

Amanda e Gustavo aparecem na sala.

Amanda sorridente: Atenção senhoras e senhores, temos um comunicado importante a fazer.

Adriana se levanta: E eu tenho um convite a fazer.

Gustavo ri: Um convite? Qual?

Adriana ri: Fala primeiro o comunicado de vocês. Não me diga que…

Amanda radiante: A gente vai casar!

Adriana feliz: Não acredito! Meus parabéns! – ela abraça os dois.

Amanda sorri: Agora fala seu convite.

Fernanda intervém: Nada! Era coisa minha. Bobagem. – ela ri. – Mas e esse casamento é pra quando? Quero ser madrinha!

Amanda ri: Pra logo. A gente quer uma coisa bem simples. Nada muito decorado e com aquela algazarra. Algo mais familiar.

Gustavo sorri: Isso. Acho que agora estamos nos alinhando e decidimos nos casar. Com uma cerimônia simples, mas com todo amor e carinho do mundo.

Adriana abraça os dois: Vocês tem meu apoio! Sempre!

Os três se abraçam.

Fernanda rindo: Vou ficar de fora?

Amanda abre os braços: Vem também! – ela ri.

Tempo nos quatro abraçados.

Cena 7. Rio de Janeiro – Lagoa / Apt. da Alice / Dia

Gioconda abre a porta devagar.

Gioconda calma: Entra! – Sérgio entra. – A gente não pode fazer barulho. Luigi está lá em cima.

Sérgio fala baixo: Eu vi a Luíza saindo daqui. Pelo visto foi a única que sobrou da chacina que a Alice fez, né?

Gioconda sorri: Se livrou por pouco! Fiquei preocupada com teu telefonema.

Sérgio: Eu achei que você fosse ir embora desse apartamento depois que a Alice foi embora.

Gioconda: O Luigi pediu que eu ficasse. Mas é por pouco tempo. Não sei o que ele pensa da vida. Mas fala o motivo de ter me ligado falando que precisava conversar urgente.

Luigi aparece na escada, mas se interessa pela conversa e se esconde.

Sérgio: Eu vi quem matou a Alice! Eu vi. Eu sei de tudo.

Gioconda surpresa: Sabe?! E quem foi que matou a Alice?

Luigi desce a escada: Ótimo saber que você sabe quem matou a Alice, Sérgio. Eu também estou muito curioso para descobrir.

Sérgio tremendo: Luigi! Eu não sei do que você está falando.

Luigi: Sabe sim. Eu ouvi muito bem quando você contou para a Gioconda que sabe quem matou a Alice. Eu também quero saber. Estou esperando.

Os dois se encaram. Sérgio corre e sai do apartamento. Luigi vai atrás.

Gioconda corre também: FOGEEE SÉRGIOOO!

Sérgio entra no elevador e Luigi vai entrar, mas a porta fecha antes e Sérgio acena, rindo. Luigi desce pela escada.

Na portaria…

Sérgio salta do elevador apressado e corre. Luigi empurra a porta da escadaria com toda a força e corre atrás do homem. Luigi tenta pegar Sérgio, mas acaba o empurrando e ele cai no chão.

Luigi pega Sérgio pelo pescoço: Tem certeza que você não vai me contar?

Sérgio perdendo o ar: Você está me machucando. Me solta!

Luigi empurra Sérgio e o imprensa na parede: FALA QUEM MATOU A ALICE! VOCÊ NÃO SABE? AGORA CONTA! VAI!

Luigi sufoca Sérgio.

Cena 8. Estados Unidos – New York / Central Park / Dia

Melissa e Renato passeiam pelo parque.

Melissa sorri: Você já fez muito por mim hoje. Não deixou nem eu pagar a conta da cafeteria.

Renato pega a carteira: Um sorvete só. Não vai negar né?

Melissa para e ri: Tá bom eu aceito.

Renato sorri: De chocolate?

Melissa ri: Ainda precisa descobrir muito sobre mim. Não gosto de chocolate! Quero de creme.

Renato ri: Não gosta de chocolate? Tudo certo.

Renato sai.

Corte descontínuo.

Os dois sentados no jardim do parque, tomando o sorvete.

Melissa: Sempre tive um sonho de conhecer esse lugar. Sempre me falavam muito bem dele. E agora consegui realizar.

Renato: Primeira vez que você vem ao Estados Unidos?

Melissa ri: Primeira vez que eu viajo. Já fui pra conferência de moda, mas sempre dentro do Brasil. Essa é a primeira vez que vou para outro país.

Renato: As aparências enganam. Achei que você fosse viajada.

Melissa: A vida não foi tão fácil assim pra mim. Eu lutei muito para chegar aonde cheguei, sabia? Tive que mover muitas montanhas, ultrapassar muitas barreiras.

Renato: E venceu?

Melissa sorri: Agora posso dizer que sim. E você? Sua vida sempre foi fácil?

Renato cabisbaixo: Nunca foi. Perdi minha mãe quando tinha 8 anos de idade. Meu pai que ficou responsável por mim… Até quando morreu.

Melissa entristecida: Desculpa por ter tocado nesse assunto.

Renato a olha: É bom eu falar. Não gosto de ficar guardando esses sofrimentos pra mim.

Melissa: E ele morreu de quê?

Renato triste: Um policial matou meu pai. Ele era negro. Éramos morador de comunidade. Mas meu pai era um homem de família, direito. E foi confundido com um traficante. Ele sofreu muito na vida. Até de corno meu pai foi tachado. Ele era negro e eu branco. Diziam que eu era adotado ou que minha mãe tinha o traído.

Melissa: Nossa! Pelo visto você sofreu bastante.

Renato pensativo: O suficiente para não desistir. Cada luta me dava mais força para prosseguir. Até que consegui chegar aqui. Onde exatamente estou. A vida é uma caixinha de surpresa. Quem diria que eu iria te reencontrar. Espero que você venha para ficar. Gostei de te reencontrar.

Melissa sorridente: Também adorei te reencontrar. Foi algo inesperado e que eu confesso que me fez bem.

Renato se aproxima: Me fez muito bem também! Muito!

Os dois sorriem e Renato a beija. Melissa se entrega ao beijo.

Cena 9. Rio de Janeiro – Delegacia / Dia

Simone chega à delegacia. Gelado está à espera da mulher.

Simone apressada: Que telefonema foi esse? Vim o mais rápido que eu consegui. Aconteceu algum problema?

Clarice surge: Aconteceu que eu estou cansada das suas perseguições.

Simone vira-se: Então esse era o motivo do telefonema. Veio mais rápido que eu imaginava.

Corte descontínuo.

Simone senta em sua cadeira. Clarice faz o mesmo.

Simone sorri: Que bom que você veio. E provavelmente já deve saber o motivo de ter te chamado.

Clarice furiosa: Não, não sei o motivo. É sobre a morte da Alice?

Simone ri: Viu como você sabe.

Clarice indignada: Era só o que me faltava você agora querer me acusar de ter matado a Alice.

Simone séria: Era a única que tinha motivos.

Clarice sorri: Mas você também estava lá. É delegada… Anda sempre armada. Acusar os outros é muito fácil, não é mesmo?! Quem não garante que foi você?

Simone furiosa: Você está me acusando?!

Clarice debocha: Você pode e eu não? Eu não tenho tempo a perder com as suas acusações. Fala logo o que você quer!

As duas se encaram.

Fim do Capítulo 53!