Eu-e-Ana_Séries-de-WebNoemia: Eu... tive um filho seu!


(Enquanto isso, o Teatro Municipal está lotado para a peça de Diana)


Diana: É hoje! É hoje a grande estreia da nossa peça!


(Alicia e Boris chegam)


Diana: Alicia! Você veio?


Alicia: Mas claro! Acha que eu poderia ficar de fora deste grande momento pra você? Nós somos amigas! E... eu trouxe meu irmão... Espero que não se importe.


Diana: Não, claro que não. Bem, podem ir ao camarote reservado. Em breve iniciaremos.


(Diana sai de cena)


Alicia: Ela não desconfia de nada. Já sabe o que tem que fazer?


Boris: Sim.


Alicia: Chegou o momento! E finalmente hoje vamos matar Diana Coral e ficar com sua herança.


(Na casa de Nicolas)


Nicolas: Quanto tempo faz?


Noemia: O bebê nasceu há 9 meses.


Nicolas: Porque nunca me falou?


Noemia: Tive medo da sua reação.


Nicolas: Um filho! Um filho! Eu sou pai...!


Noemia: Sei que está noivo, Nicolas. Mas eu não quero atrapalhar você. A Luciana não tem que saber. Simplesmente registre nosso filho, dê a ele seu sobrenome e me ajude nas despesas.


Nicolas: Meu filho não pode crescer sem pai.


Noemia: Nicolas, ele tem pai. Você! Vai me ajudar a educá-lo dando um bom exemplo sendo o esposo fiel da mulher que você ama. Mulher esta que... não sou eu!


Nicolas: Noemia... as coisas não funcionam assim: Luciana tem que saber... não posso ocultar isso dela. E, tudo dependerá de como ela vai reagir quando souber que eu tive um filho seu.


(Luciana chega e ouve tudo)


Luciana: Que disse?


Nicolas: Luciana, eu posso explicar...


Luciana: Cale a boca, o que eu ouvi agora não tem explicação nem perdão!


(Luciana vai embora)


Nicolás: O que eu vou fazer agora, Noemia? O que?


(O Padre José Maria está na Casa Paroquial. Batem à Porta.)


Padre José Maria: Entre.


(Luciana entra)


Luciana: Sou eu, padre. Necessito de um conselho.


Padre José Maria: Suponho que já esteja sabendo.


Luciana: Acabei de ouvir. O que faço?


Padre José Maria: Luciana, eu não posso decidir por você. Só o que posso dizer é: não tome nenhuma decisão precipitada sem antes ouvir ambas as partes.


Luciana: Não posso condenar esta criança a crescer sem pai. É com ela que Nicolas terá que casar.


Padre José Maria: Mesmo que ele te ame?


Luciana: É um sacrifício necessário.


Padre José Maria: O que sustenta um matrimônio, Luciana, não é um filho. E sim o amor. Entenda, eu não estou aqui pregando a bigamia ou coisas do tipo. Mas se acha que casamento sem diálogo prospera, eu lhe digo: não prospera. Afunda. E o filho não é o bastante.


Luciana: Quer dizer que...


Padre José Maria: Deve-se casar com quem se ama... e com ela gerar filhos, por isso pregamos que o sexo só é seguro quando feito depois do casamento, porque é uma entrega de corpo e alma, o amor-doação. Não é só passatempo.


Luciana: Mas e quanto ao Nicolas?


Padre José Maria: Escute ele primeiro, e só depois decida. Daí você vem me contar.


AMANHÃ... UMA GRANDE REVIRAVOLTA NOS MOMENTOS DECISIVOS DE "EU E ANA"