Eu-e-Ana_Séries-de-WebLink da Abertura: https://www.youtube.com/watch?v=NTL_OnIFtqY


Edmundo: Ah, tá! Agora pronto... E o que é que você tem contra?


Luciana: Quer mesmo saber? Pois bem: enquanto eu trabalho feito uma condenada neste restaurante dando conta de tudo, você fica no bem e bom com uma moça, os dois comem na melhor mesa, o melhor prato, o mais caro e atendimento VIP. E eu que me vire aqui em mil, né? Se pelo menos você começasse algum relacionamento sério, mas não. Tudo só dura uma noite... Depois do beijo, o encantamento do príncipe se desfaz e o que é pior, a menina nunca mais dá as caras e nós ficamos no prejuízo!


Edmundo: E daí? Por acaso tô te afetando?


Luciana: Tá! Tá, porque você é meu irmão. E eu me importo com você! Quero que você seja feliz! Mas ao lado de uma mulher que te ame!


Edmundo: Em vez de dar palpites na minha vida, deveria fazer o mesmo, você não sabe o quanto é bom. Mas, não. A coitadinha fica na eterna espera pelo príncipe encantado loiro de olhos azuis que virá cavalgando em seu cavalo branco salvá-la do alto da torre com o sapatinho de cristal. Bah! Contos de fadas não existem. Cai na real. Acorda pra vida, esse negócio de esperar pelo cara ideal é pura ilusão. Na realidade, a gente tem que curtir mesmo a vida, antes que seja tarde demais.


Luciana: E depois?


Edmundo: Depois do que?


Luciana: Depois que a gente curte... O que acontece?


Edmundo: Nada! Parte pra outra!


Luciana: Assim como você faz?... Com quantas garotas você fica numa semana?... Todas elas jantam aqui. E depois? O que acontece depois? Nunca mais se falam?


Edmundo: Não! Porque não precisa.


Luciana: Eu não quero uma vida dessa pra mim.


Edmundo: Querida irmãzinha, o seu defeito é porque você é muito boazinha e isso vai te fazer muito mal ainda. Mas, olhe só a minha filosofia de vida: “Mulher pra mim é igual raio. Nunca acontece uma segunda vez.”


(Enquanto isso, na Casa da Madrinha Rosa Mística, Bairro do Ezequiel. Paco, Tayana e Rosa Mística tomam o café da manhã)


Rosa Mistica: Já vão trabalhar?


Tayana: Eu já. Me desejem sorte. A venda de trufas tá cada vez mais fraca.


Rosa Mística: Boa sorte, querida. Deus abençoe. Cuidado com o Lobo.


Tayana: Ele que se atreva.


(Tayana se levanta e vai trabalhar.)


Paco: Tay é confiante até demais, eu tenho medo por ela. A gangue do Lobo é perigosa.


Rosa Mistica: Deixa ela. Pelo menos ela acha que tem idade suficiente pra se defender. Não deve se sentir eternamente responsável por ela, meu filho.


Paco: Mudando de assunto, aproveitando que ela saiu, queria lhe pedir uma coisa...


Rosa Mistica: Então peça...


Paco: Joga as cartas pra ver o meu futuro?


Rosa Mistica: Não deveria acreditar nestas coisas, sabe que não vem de Deus. Nem eu mesma acredito!


Paco: Então por que aprendeu e ainda guarda o baralho?


Rosa Mistica: O tarô está na minha família há gerações. Minha avó o ensinou a minha mãe e ela me ensinou, eu deveria ensiná-lo a Tay, mas... Aprendi por puro respeito, pois eu não acredito nestas coisas. Tenho fé em Deus. E se guardo as cartas é porque, é a única lembrança que tenho da minha mãe.


Paco: Por favor, madrinha Rosa Mistica, por mim?


Rosa Mistica: Está bem, senta aí.


(Rosa Mistica pega o baralho)


Rosa Mistica: Divida-o em dois.


(Paco divide.)


Rosa Mística: Pegue a primeira carta.


(Paco pega e a entrega à madrinha.)


Rosa Mistica: Interessante... Muito interessante.


Paco: O que saiu, madrinha? Fala! Fala logo!


Rosa Mistica: Trabalho, deixe ver... dinheiro! Olhe só, ... família? Mas o que será...? Perseguições... MORTE!?!?!?!?!?!?