Eu-e-Ana_Séries-de-WebJoaquim: Algum problema?


Ana: Nada, querido. A Senhora Villard já estava de saída. E quanto ao vestido, vou recomendar a melhor costureira da cidade para fazê-lo para a senhora, primeira-dama. Agora, peço que se retire. Tenho que amamentar a mais nova.


(Adelia sai. Ana fecha a porta.)


Joaquim: Aconteceu alguma coisa?


Ana: Não.


https://www.youtube.com/watch?v=NTL_OnIFtqY

(Fortaleza, Igreja da Sé: Está acontecendo a Ordenação Sacerdotal do Padre José Maria. Na saída, ele é cumprimentado pelo Padre Angelo.)


Padre Angelo: Parabéns, filho.


Padre José Maria: Obrigado, padre.


Padre Angelo: Eu tenho uma noticia pra você: já sabemos onde você vai ficar. Em Alpendres. Prepare-se, você parte amanhã.


(Em casa, Adelia olha pela janela na direção na casa de Ana)


Adelia: Você me paga, Ana Fernandes. Eu juro.


(Adelia pega o telefone)


Adelia: Alô, Hortênsia? Como vai, querida amiga? Eu liguei para te dar um conselho que eu espero que você repasse para todas as nossas amigas, afinal, amigo é pra isso mesmo, não é verdade? É o seguinte: Ninguém mais em Alpendres deverá encomendar costuras com Ana Fernandes. Por que? Ela engana os clientes, usa tecidos de péssima qualidade e linhas quebradiças, e cobra como se usasse de boa marca. Acredite, querida. Esta mulher deve pagar por nos ter enganado tanto tempo. Hum-rum. Obrigada. Tchau.


(Adelia desliga o telefone.)


Adelia: Ah, pronto! A primeira parte do meu plano já está em ação. Se ela acha que eu desisti da criança, está muito enganada. Vamos à fase 2.


(Adelia vai à Prefeitura falar com o esposo Felix)


Adelia: Felix, preciso que você me faça um favor!


Felix: Todos os que você quiser, querida. Peça e eu farei.


Adelia: Demita o professor Joaquim Fernandes e prepare um documento no qual ele não possa mais ser aceito em nenhum outro emprego.


Felix: Mas, minha querida, eu não posso fazer isso. Eu sou um representante do poder público e não posso prejudicar o povo.


Adelia: Mesmo sabendo que este homem está... planejando um golpe para te tirar do poder?


Felix: Como soube disso?


Adelia: É o de menos. Mas eu quero o seu bem, Felix. E não vou permitir que nenhum rebeldezinho de meia tigela estrague os nossos planos e destrua tudo aquilo que construímos juntos.


Felix: E se for verdade mesmo o que você diz, é mais uma razão para que eu não o demita. Pois, se for assim, ele não estará sozinho. E, com a demissão do líder, seria o pontapé inicial para a minha queda. Entende agora?


Adelia: É você que não entende! Este infeliz está me difamando. Dizendo mentiras a meu respeito.


Felix: Que tipo de mentiras?


Adelia: Pergunte a ele. Mas será melhor cortar o mal pela raiz. Demita-o. Ele deve pagar por estar me caluniando.


Felix: Vou falar pessoalmente com ele, Adelia.


Adelia: Ele negará. Sabe como é essa gente.


Felix: Mas foi esta gente que me elegeu e fez de mim o político que eu sou.


Adelia: O que vai fazer?


Felix: Eu vou pensar...


(Na casa de Ana, ela está terminando de almoçar com o marido.)


Ana: Já vai trabalhar, querido?


Joaquim: Já sim.


(Os dois se beijam. Joaquim sai. Ana fecha a porta. Instantes depois, batem na porta. Ela, achando ser Joaquim, diz:)


Ana: Deve ter esquecido algum livro.


(Ana abre a porta. É o Padre José Maria. Ela não o reconhece.)


Padre José Maria: Qual o problema, Ana? Não reconhece seu próprio compadre?


Ana: Padre José Maria?


Padre José Maria: Eu mesmo. Como você está?


Ana: Eu... eu estou b-bem... ai... (Ana sente tontura e desmaia.)


Padre José Maria: Ana? Ana, acorda! Ana!