Ser Humano.
Capítulo 42.
Cena 01- Botafogo/ Flat de Natália/ Manhã.
Natália coloca os pães na mesa. Téo lê o jornal, mas está rindo.
Natália percebe: A seção comédia do jornal tá engraçada pra estar rindo tanto, irmãozinho?
Téo abaixa o jornal: Eu nem sei porque estou com isso em mãos, tô rindo de outra coisa…Ontem eu e a Lilian nos beijamos. Acho que meu romance com ela pode reacender. Tô muito feliz!
Natália, animada: Meus parabéns, pelo visto você ama ela muito, né não? Acho que vocês dois combinam bastante. É uma pena pelo Fausto…
Onofre aparece: Nossa, acabei de acordar e já ouvi esse nome horrível?!- Ele se senta e checa a correspondência- Contas, contas, contas e…Olha só, o salão de festas mandou um retorno pra nossa proposta. Eles dizem aqui que nossa festa poderá ser lá mesmo! Finalmente uma notícia boa.
Téo bebe café: Mal sabem eles que essa festa não vai acontecer…
Onofre se irrita: O que você disse?- Téo se cala- E aí, Nat, meu amor, gostou da novidade?
Natália solta o cabelo: Gostei sim, agora eu vou tomar um banho e me arrumar porque já estou, aliás, já estamos, atrasados pro trabalho- Ela sai.
Onofre espera ela sair: Escuta aqui, eu não quero ouvir esse tipo de comentário na minha mesa, Téo. Não venha com insinuações pra meu lado!
Téo, firme: Acontece que eu falei a verdade, Onofre. Esse casório não vai acontecer porque eu não vou ser louco de permitir que minha irmã se case por pena com um homem que nem isso merece! Ela não vai se prender a um nojento como você, eu não vou deixar!
Onofre joga café quente em seu rosto: NÃO TENTE IMPEDIR! EU JÁ TE ALERTEI!
Téo, queimado: AI! SEU DESGRAÇADO! Eu já te dei um prazo. Ou você conta essa semana da sua falsa doença, ou eu mesmo conto! Seja prudente, Onofre, tenha consciência do que você está fazendo! Querendo viver na base de uma mentira?! Você realmente não presta!- Dessa vez ele que joga café no rosto de Onofre- Com licença- E sai.
Onofre, ardendo: AAAAAAH! INFELIZ! INFELIZ! VOCÊ NÃO VAI ESTRAGAR MEU CASAMENTO- Ele coloca as mãos sobre a cabeça.
Cena 02- Casa de Vittória/ Manhã.
Bruno aparece: Pessoal, tenho uma ótima novidade pra contar!
Breno e Vittória tomam café da manhã.
Vittória: Senta, senta. Que novidade é essa?
Bruno conta: Eu fui convidado pra aparecer em um programa de TV que vai falar sobre a AIDS. É a minha chance de esclarecer tudo sobre essa doença e desmentir as farsas em torno dela! Ainda não acredito que me chamaram!
Breno: Caraca, Bruno, você vai aparecer na TV? Nós não podemos perder isso, tem que gravar numa fita!
Vittória, feliz: Realmente. Mas é um programa de plateia? Porque se for, pode ter certeza que vamos estar lá te apoiando…
Bruno toma suco: É de plateia sim, um programa noturno de debates, vocês devem conhecer, é porque eu não assisto muita televisão, acho que vai ao ar depois da novela das 8.
Breno: Você vai ficar famoso, Bruno!
Vittória lembra: Me lembrei de uma coisa! Eu tinha esquecido de te contar uma novidade, filho. Consegui um professor particular pra você, e hoje ou amanhã, ele vai começar a frequentar a casa.
Breno se desanima: Nossa, mas tava tão legal sem estudar…
Vittória: É, mas você tem que estudar. E como nenhuma escola consegue te aceitar, contratei um professor particular. Agora não tem mais desculpa. Você vai se acostumar, e acredito que no próximo semestre as instituições já vão ter “ mente aberta”. Enfim, o que eu queria dizer era do professor particular mesmo, agora voltemos a nossa nova estrela, Mister Bruno!
Eles continuam a conversar.
Cena 03- Hospital Madame Úrsula/ Sala de Úrsula/ Dia.
Úrsula assina alguns papéis: Escuta Edite, você é a administradora desse hospital enquanto eu estou cumprindo meu período sabático…Aquela derrota pra médica hippie me faz ter pesadelos. Enfim, esse hospital tem que se manter nos eixos, entendido? Ou eu te coloco na cara da rua, não é nem no olho, é na cara.
Edite pega os papéis: Tudo bem, pode contar comigo, o hospital vai se manter firme e forte na sua ausência.
Bernardo entra: Mãe, finalmente eu te achei! A Olive me falou que você tinha vindo aqui. Podemos conversar?
Úrsula sorri: Claro, meu filho querido- Ela olha para Edite- Tá esperando o quê pra sair daqui? Essa conversa é em família.
Edite: Com licença- Ela se retira.
Bernardo se senta: Não precisava ter sido grosseira com sua assistente…
Úrsula suspira: Não precisava mas eu fui. É assim que se lida com os que são inferiores a você! Mas não vamos discutir isso por hora…Só quando você tiver seu próprio hospital- Ele faz cara séria- Estou brincando, honey. O que você quer comigo a ponto de vir me procurar aqui?
Bernardo: É sobre algo que a Olive me contou. Ela me disse que a Elisafran é uma pessoa bem diferente do que nós pensamos. Mencionou até…Vingança. E eu acho que a Olive não inventaria uma história desse porte. Pra te falar a verdade, sempre desconfiei da Elisafran.
Úrsula dá uma gargalhada: Aquela caipora agora deu de inventar história! Pois transmita um recado meu a ela: VÁ FAZER ALGO ÚTIL. Escuta, Bernardo, você é inteligente o suficiente pra ficar acreditando em historinha da Olive. A Elisafran é confiável, eu tenho plena certeza, somos amigas.
Bernardo: Amigas? Vocês mal se conhecem. A Elisafran pode te conhecer, mas você não conhece ela, porque aquela mulher esconde o jogo. Eu percebi, e esse alerta da Olive me fez ficar muito mais preocupado. Podemos estar lidando com…
Úrsula o interrompe: Com uma idosa. Estamos lidando com uma simples e pacata idosa, apaixonada por Sid, que ama cozinhar e fazer bolinhos, de alma pura e muita sabedoria. Essa é a Elisafran. Bernardo, pare de se preocupar com uma besteira dessas. Sei com quem estou lidando.
Bernardo se levanta: Tudo bem, você está sendo cega mediante a essa situação, mas alguém vai ter que me ouvir. E esse alguém vai ser o Sid. Vou falar com ele, com licença.
Úrsula se levanta: Aquele homem idiota é capaz de te matar, ele inclusive ainda te acusa pela morte da Paulinha, esqueceu? Para de bobagem, filho. Esquece a Elisafran e essa história inventada pela Olive.
Bernardo, sério: A Elisafran pode estar por trás da morte da Paula. Não acha? Eu vou falar com ele, sim. Tchau, mãe- Ele sai.
Úrsula tenta ir atrás: Bernardo, Bernardo! Mais teimoso que mula. Puxou isso do pai- Ela fecha a porta e respira fundo.
Cena 04- Laranjeiras/ Casa de Flávia/ Dia.
Leblônio fica impressionado: O Rubem sofreu um acidente? Eu não acredito, Flávia. Como? Quando?
Flávia guarda a louça: Foi um assalto, Leblônio. Eu tô chocada até agora. Parece que o bandido fez terror psicológico e ainda levou o relógio do coitado. E pior, Leb, o bandido empurrou o Rubem que bateu com a cabeça num banco de pedra. Ele não tá muito bem.
Leblônio, triste: Coitadinho, Flávia. Eu realmente não sei mais o que fazer, a violência nessa cidade já está ultrapassando limites. Como Tonio Jobim disse: O Rio não é o mesmo de antigamente! Meu pai quando vivo exultava a cidade maravilhosa, tanto que me deu o nome de seu bairro favorito. Mais ou menos.
Flávia concorda: Eu tenho saudade do Rio dos anos 60 e 70. Bons tempos, e eu ainda tinha boas condições financeiras. Hoje sou uma pobretona, que dependo da Lilian e da clínica que estamos montando…Falando nela, eu queria ver como está a pintura do prédio onde vamos instalá-la. Quer ir comigo?
Leblônio, animado: Claro, claro! Vamos na sua moto, e deixa que eu dirijo! Faço questão!
Lá…
Flávia e Leblônio observam o pintor terminar de pintar as paredes.
Flávia: Tá ficando lindo. Lindo mesmo. Eu tô muito empolgada com essa clínica, até porquê é a minha salvação!
Leblônio quase tropeça no balde com tinta: Opa…É. Tá ficando muito lindo mesmo, e aqui em Copa, vai ser a clínica mais chique do Rio!
Eleno aparece: Com licença, companheiro, mas você…- Ele vê Flávia e Leblônio- Ora, ora, Flávia Oncarolli por aqui?
Flávia, sem jeito: Eleno? Tá fazendo o quê por aqui?
Eleno conta: Eu vou montar uma clínica no andar de cima. Vocês também?- Flávia confirma- Mas que coincidência! Bem é uma pena que terão concorrência direta comigo. E claro, eu vou ganhar.
Flávia: É o que vamos ver…Eu e a Lilian estamos nos empenhan…
Eleno dá uma gargalhada: VOCÊ E A LILIAN? Pior impossível. Agora que eu vou ganhar clientela mesmo…
Leblônio, incomodado: Agora que já vimos a pintura, é hora de você conhecer o meu local de trabalho. Vamos pro clube?- Ele pega em sua mão e os dois saem.
Eleno, com deboche: Tchau Flavinha. Sucesso!
Cena 05- Apartamento de Lídia/ Dia.
Yara, entre lágrimas, recebe o dinheiro da mãe: Isso é tudo que minha pobre mãe tinha no banco?- Ela olha para as notas- Coitada, economizava tanto!
Advogado: Mas isso é uma boa quantia em dinheiro vivo, dona Yara, pelas minhas estimativas, é o suficiente para comprar três bons apartamentos. A senhora teve sorte pois era a única herdeira de dona Lídia, e estava aqui presente quando ela morreu.
Yara, assustada: Sorte? O senhor está insinuando que eu tive sorte por conta da morte de minha mãe? Doutor, eu estou em profunda depressão! Minha mãe se entregou pro álcool, mas ela era uma santa! Eu jamais desejei que ela morresse.
Advogado: Longe de mim, dona Yara, eu também lamento muito pela dona Lídia. Triste fim pra ela- Ele se levanta- Mas cumpri meu dever, agora tenho outras situações para resolver, espero que fique mais conformada.
Yara abre a porta: Até mais ver, senhor advogado, fique em paz- Ele sai andando- AH, DOUTOR!- Ele se vira- Você acha que essa dinheiram…Digo, você acha que esse dinheiro é suficiente pra comprar um flat em Botafogo?
Advogado: Dá pra comprar o melhor flat em Botafogo e ainda sobra, dona Yara.
Yara sorri.
Minutos depois…
Téo encontra Yara nos corredores do flat.
Téo, surpreso: Yara? Tá fazendo o quê por aqui? Temos algo pendente?
Yara tira os óculos escuros: Téo, meu querido!- Ela o cumprimenta- Não temos nenhum assunto não, mas eu resolvi que vou comprar a cobertura aqui desse prédio. Minha pobre mãe se foi depois daquela tragédia toda, e me deixou uma boa quantia, acontece que aquele apartamento me lembra ela de qualquer forma! Nas paredes, nos objetos, nas fitas…Resolvi me mudar, e como conheço Botafogo, virei pra cá.
Téo estranha: Nossa, mas não era você quem vivia falando mal desse prédio?
Yara fica sem ter o que falar: Eu? Bem, eram outros tempos, Téo…Mudando de água pra vinho, como vai sua vida?
Téo conta: Vai muito bem. Eu e a Lilian estamos nos acertando aos poucos. Consegui um emprego como professor particular. Tá fluindo…
Yara dá um falso sorriso: Que ótimo!
Téo: Agora eu tenho que ir, boa compra pra você, o corretor mandou avisar que já está chegando…- Ele sai.
Yara, furiosa: “ Se acertando com a Lilian?”. Eu não vou permitir que isso aconteça. Ele tem que ser feliz ao meu lado, por isso estou me mudando pra cá…Se não for comigo, não vai ser com mais ninguém. NINGUÉM!
O corretor chega: Está tudo bem?- Yara faz que sim- Pois bem, me siga, por favor, vamos conhecer sua futura cobertura- Os dois saem andando.
Cena 06- Hospital Botafogo/ Dia.
Irene e Geórgia chegam no hospital.
Irene, apressada: Filha!- Lilian se levanta- Como tá seu pai? O que aconteceu com ele?
Geórgia se senta: Sorte nossa que o Doutor Pierre conseguiu emprestado o jatinho particular de um amigo, aí chegamos bem rápido…
Lilian pega nas mãos da mãe: A gente ainda não sabe como ele está, nenhum médico veio nos falar nada. O Fausto tentou conseguir algumas informações, e um doutor disse que logo virá aqui.
Maísa, triste: Eu espero que esteja realmente tudo bem com o vovô. Ele sofreu um assalto terrível!
Irene, chorosa: O Rubem tinha trauma de assalto, Maísa, ele deve ter ficado traumatizado…
Lilian: Mas o pior não é isso. O papai bateu a cabeça, por isso quero saber logo de novas informações…Pode ter acontecido algo grave!
Geórgia se benze: Nossa Senhora vai livrar o seu Rubem! Agora duas coisas me intrigam: O que ele tava fazendo a noite numa praça? Porquê foram avisar pro seu Fausto e não pra alguém do nosso prédio? A Raquel não estava em casa?
Maísa: Pelo visto não, Geórgia. Não tinha ninguém no apartamento. Eu e minha mãe estávamos no Leblon, e a Raquel parece que tinha ido em uma festa, foi isso que ela disse quando ligamos pra ela hoje de manhã… Agora eu também estranhei o vô na rua aquela hora. Ele não costuma caminhar até tão tarde…
Irene, aflita: É verdade. Eu preciso de uma notícia do Rubem, ou eu vou ter um ataque aqui…Meu Deus, o que fizeram com ele, filha? O que fizeram com ele?- Ela cai no colo de Lilian, chorando.
Fausto aparece: Ah, que bom que você chegou, Irene- O médico surge por trás- O Doutor Médici tem algo importante pra falar- Todos se levantam.
Irene se levanta desesperada: O que aconteceu com meu marido, doutor? Como ele tá?
O Dr. Médici respira fundo: O Rubem está em um estado muito frágil. Ele bateu com a cabeça em um banco de pedra e isso afetou seu cérebro. Na verdade, atingiu o lado esquerdo. Esse lado do cérebro é responsável por várias funções importantes, como a formação de argumentos racionais… Fizemos uma cirurgia pequena, mas parece que de nada adiantou. O lado esquerdo continua afetado. O Rubem pode ter tido perda de memória e ter sido afetado de alguma maneira, mas isso só vamos saber quando ele acordar!
Irene, desolada: Não…Eu não posso acreditar em uma coisa dessas, doutor! Tem que ter alguma solução pro caso do meu marido, ele não pode ficar sem memória e nem afetado, deve ter um jeito de reparar, pelo amor de Deus, vocês tem o dom de ajudar as pessoas!
Dr. Médici: Me perdoe, dona Irene, mas nem tudo tem reparo. Nós fizemos o que podíamos. Agora vamos depender da sorte. Quando o Rubem acordar, poderemos saber se tivemos sorte grande, ou não.
Geórgia, horrorizada: Coitado do seu Rubem…
Fausto, cabisbaixo: E a essa altura da vida? Isso é muito grave.
Lilian o olha: Realmente, Fausto. Isso é muito grave, mas vamos ter fé e orar bastante pra que o papai não tenha sido muito afetado…Obrigado Dr. Médici, nós já estávamos muito aflitas. Agora não tem mais o que fazer, só esperar o papai acordar. E se Deus quiser, ele vai acordar bem. E logo logo vai estar fazendo suas piadas, lendo seus livros, implicando com a Geórgia e falando mal das suas novelas, mamãe- Ela abraça Irene.
Um pouco depois…
Rubem acorda: Ai…Onde estou? Cadê ela? CADÊ ELA?
Os médicos percebem.
Dr. Médici: Sr. Rubem? Tudo bem?- Ele se dirige aos outros médicos- Chamem a esposa ou a filha dele, já!
Rubem, lentamente: Onde está ela? ONDE ESTÁ?
Dr. Médici: Calma, Rubem, por favor. Você está bem?
Rubem, irritado: Mas quem é esse tal de Rubem? Por favor, chamem a minha amada Cap…
Irene entra correndo: Rubem! Rubem, graças a Deus você está lúcido!
Rubem pisca: Capitu? É você? Está diferente…
Irene estranha: Cap…Capitu?- Ela e o médico se entreolham.
Cena 07- Mansão de Sid/ Dia.
Sid desce as escadas: Quem estava tocando a camp…- Ele vê Bernardo- O que significa isso? Como você tem o descaramento de aparecer aqui depois de ter matado a minha sobrinha?! SAIA, OU EU CHAMO A POLÍCIA!
Bernardo, sério: Eu vim falar sobre a Elisafran, Sid. Me escuta! Não vou mais falar do assassinato da Paula, que eu não cometi, vamos deixar isso pra justiça!
Sid, chocado: O que você fez com a Elisafran? Você matou ela?!
Bernardo: A Elisafran é uma pessoa que pode ser perigosa, Sid. Ela tá escondendo algum jogo e ninguém percebe isso, só eu percebi, depois que a Olive me falou. A Fran tá tramando um golpe contra você e contra minha mãe. Ela se aproximou de você propositalmente, a Olive deu detalhes. É melhor tomar cuidado!
Sid abre a porta: CALA A BOCA, BERNARDO, E SAI DAQUI OU EU TE MATO! Ainda tem a ousadia de vir na minha casa pra falar uma atrocidade dessas? Você é um demônio perverso e mentiroso, já a Elisafran, nessa eu posso ter confiança. A Elisafran é uma santa!
Bernardo, decepcionado: Vocês realmente estão cegos. Depois não digam que não avisei. A Elisafran é perigosa!
Sid o pega pela camisa: Perigoso é você! Vagabundo, infeliz, assassino, eu vou me vingar pela minha sobrinha, tá ouvindo? VAI EMBORA ANTES QUE EU COMETA UMA LOUCURA!- Ele joga Bernardo pra fora- ELISAFRAN É UMA SANTA! Mas eu não sei cadê ela agora…
Cena 08- Banco Money and Finess/ Sala do Gerente/ Dia.
O gerente atende Elisafran e Imo.
Gerente: Prazer, meu nome é Ângelo, em que posso ajudar as duas?
Elisafran joga o papel na mesa: Queremos uma transferência de todo o dinheiro nessa conta, para uma outra conta. O ajudante ali na frente disse que como era uma quantia muito grande, teríamos de falar com o senhor.
Imo se senta: Mas temos a autorização do proprietário da conta para que possamos fazer a transferência. Por favor, realize isso logo.
Ângelo folheia o contrato: Realmente, é um valor muito alto, mesmo com essa assinatura, a transferência só será possível se os proprietários das contas, Úrsula e Sid, comparecerem aqui e realizarem por si próprios.
Elisafran, furiosa: Mas isso é um absurdo! Transfira logo o dinheiro desses dois já! Temos uma assinatura aqui, é mais do que o suficiente! Anda logo!
Ângelo: Eu lamento muito, mas só com Sid e Úrsula aqui presentes! Se estão apressadas, é só me dar o número de telefone desses dois, que ligo pra eles. A quantia é altíssima, jamais faríamos uma transferência dessas de uma vez só! Não insistam!
Imo saca a arma: Agora você vai fazer essa transferência, por bem ou por mal! Cansamos de argumentar! Passa o dinheiro pra nossa conta, ou então você morre!
O gerente fica aterrorizado.
Cena 09- Clube O Bicho&Eu/ Dia.
Leblônio: Natália, essa é minha grande amiga Flávia, que também é amiga da Lilian. Trouxe ela pra conhecer aqui!
Natália a abraça: Prazer!- Ela pega algo- Eu já ouvi falar de você, Flávia.
Flávia brinca: Bem ou mal?
Natália sorri: Bem, muito bem- Ela puxa a cadeira- Pode se sentar aqui, eu vou buscar uma coisa especial pra vocês dois.
Flávia: Nossa, fiquei até entusiasmada!- Natália sai- Esse lugar é realmente muito agradável, está gostando de trabalhar aqui?
Leblônio se senta: Muitcho! Eu gosto muito de lidar com os bichos, menos com os répteis, desses eu mantenho distância. Mas aqui eu faço papéis básicos mesmo. Limpo, ajudo quando possível.
Flávia cruza as pernas: Ah é? E como são seus companheiros de trabalho?
Leblônio conta: São muito legais, quer dizer, menos o…
Onofre e Vasco surgem de repente.
Onofre dá um sorriso debochado: Menos quem, Leblônio?
Vasco se senta: Não ligue pra ele. Prazer, sou o Vasco.
Flávia o cumprimenta: Flávia Oncarolli. Você é biólogo?
Vasco: Sou sim, e você é Libra ou Escorpião?
Flávia pisca: O quê? Não entendi…
Leblônio: Vasco, não começa com essa história de signo pra cima da Flávia ou então você assusta ela.
Natália chega: Aqui está- Ela entrega um convite pra Leblônio e outro pra Flávia- O convite pro meu casamento com o Onofre, espero que possam ir!
Flávia se surpreende: Nossa, eu não sabia que iam se casar! Meus parabéns, eu vou sim!
Leblônio provoca: Eu acho que eles não vão se casar…
Onofre se levanta: O que você disse, seu idiota?
Natália o impede de avançar: Calma Onofre, não se estresse!
Onofre, furioso: ESSE RAPAZ AÍ FEZ UMA INSINUAÇÃO, MAS EU DUVIDO QUE ELE SEJA CORAJOSO O SUFICIENTE PRA REPETIR!
Leblônio levanta: Acontece que a Natália não merece se casar com um fingido como você!
Onofre coloca a mão sobre a cabeça: Fingido? Ora, seu…- Ele começa a fingir uma dor de cabeça- AI, AI, AI NATÁLIA! É AQUELA DOR. É AQUELA DOR.
Natália vai pegar um copo de água: Se acalma, Onofre. Por favor!
Flávia segura Leblônio: Não provoca, Leb.
Leblônio se irrita: Qualquer um percebe que esse homem está de fingimento, ele não tá doente! FINGIDO!- Grita pra Onofre.
Onofre pega uma cadeira: DESGRAÇADOOOO- Ele joga a cadeira na direção de Leblônio, que cai.
Flávia, horrorizada: LEBLÔNIO!- Ele permanece caído.
Termina o capítulo 42.

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