Ser Humano.
Capítulo 02.
Cena 01- Rio de Janeiro/ Noite/ Ipanema/ Hospital.
Leito particular…
Fausto desperta. Rubem e Irene estão o observando.
Fausto, ainda meio zonzo: Nossa, o que aconteceu? – Ele olha ao seu redor – O que eu estou fazendo em um hospital?
Rubem, se aproximando: Uma explosão na lancha. Consegue se recordar? – Fausto se recorda lentamente e confirma. – Pois bem, você estava nela quando explodiu.
Irene, alisando as mãos de Fausto: Você consegue se lembrar como aconteceu essa explosão?
Fausto, tentando se ajeitar: De quase nada, só que eu tava na festa do…Élton! É isso, onde ele tá? – Irene e Rubem se entreolham. – O que aconteceu com ele? Que caras são essas? O Élton está mal?
Rubem, sério: Fausto, o seu amigo morreu. Ele morreu na explosão.
Fausto, mudando o semblante: O Élton, morto? – Ele diz, com a voz embargada.
Rubem e Irene confirmam e Fausto fica impressionado.
Cena 02- Mansão de Úrsula/ Noite.
Lilian abre os olhos lentamente, Acácia respira aliviada.
Úrsula repara que ela acordou: Graças a Zeus foi apenas um desmaio, chamar um carro funerário agora seria duro demais pra mim…Culpa do maldito calor, obviamente, é por isso que Milão nessa época se torna insuportável!- Comenta.
Acácia sorri pra irmã: Tudo bem? Já passou o mal estar?
Lilian salta do sofá e olha pra os convidados, até que chega em Téo e para: Tá tudo bem…Mas eu sou fraca pra certas coisas, e acho que o calor me afetou demais! Já passou da nossa hora de ir- Ela puxa a irmã- Vamos, agora! Chama a Raquel e a Maísa. Espero vocês lá fora…Buonanotte a tutti– Diz, aos convidados, depois sai.
Úrsula sorri: Boa noite, meu bem!- Ela se vira- Bom, vamos continuar a festa, não é um desmaio que vai nos parar!- Ela olha pros musicistas da banda- Quem mandou pararem? Cinque, sei, sette e otto!– Eles recomeçam com a musica. Úrsula se aproxima de Téo- Tá certo, de onde vocês se conhecem?
Téo, ainda deslumbrado: Quem?
Úrsula mexe em seu colar: Téozinho, se fingir de distraído não combina contigo! Você e a Lilian, qual a ligação dos dois? Tá com vergonha de dizer na frente da Yara?- Provoca.
Téo: Não é nada disso…Mas eu conheço ela sim, faz muito tempo que não nos vemos…
Úrsula analisa: E pelo visto sua presença mexeu bastante com a hippie médica! Creio que não foi só o calor infernal que lhe fez desmaiar, talvez, tenha sido algo mais…Quente…- Insinua.
Yara, boquiaberta: Eu não admito que insinue nada do meu marido!
Úrsula, irritada: Pois bem, vamos ver o que Téo tem a dizer sobre o episódio, Yara! Conte a nós, meu querido. Quem é a Lilian pra você?
Perto dali, Acácia puxa Raquel.
Acácia, furiosa: Como assim a Maísa saiu com um rapaz, que tipo de brincadeira é essa?
Raquel ri: Brincadeira nenhuma, ela e um homem foram pra balada…Agora me diz, porque estamos indo embora tão cedo? O que aconteceu?
Acácia a puxa: Não importa, mas acho que tô me preocupando demais com a Maísa…Ela é adulta, sabe se virar. Eu espero. Agora vamos, a Lilian acabou passando mal.
Téo afirma: Eu quero saber onde a Lilian tá morando!
Yara derruba a taça que tinha na mão, provocando estrondo: Como assim, Téo? Eu ainda não entendi quem é essa mulher, o que ela te fez? Pra que quer o endereço dela?
Úrsula provoca: Ora, Yarinha, parece que seu marido se interessa mesmo pela hippie!- Ela ri, depois bebe um pouco-OLIVE!- Chama- OLIVE VENHA AQUI!
Olive chega, de boca cheia: Pois não, madame?
Úrsula tira a comida de suas mãos: Não te pago pra comer, inútil, aproveita que a Lilian ainda não foi e segue ela. Anota o endereço onde ela mora num papel e depois traga a mim- Ordena.
Olive ri: Pra quê? Porque simplesmente não pergunta pra ela?
Úrsula ergue uma das sobrancelhas: Está questionando uma ordem minha? Vá, agora, e faça o que eu mandei, sem abrir a boca pra pronunciar um “ a”. ANDA!- Diz, ao passo em que a assistente sai correndo.
Acácia entra no carro, Pascoal está no volante.
Pascoal, calmo: Podemos partir? Onde está a senhora Maísa?
Acácia deita a irmã sobre o colo: Vamos, pois Lilian se sentiu mal por conta do calor. Maísa vai depois…Pode partir, Pascoal- Ela acaricia o cabelo loiro de Lilian- Quando chegarmos em casa, quero conversar sobre esse episódio.
Raquel olha de relance: Ela passou mal de repente, né?
Acácia afirma: Calor. Alguns suportam fácil, outros não- Se limita a dizer.
Lilian a olha com olhar perdido. Flashes vem em sua mente.
Olive segue o carro: Mas qual o interesse da dona Úrsula em descobrir o endereço da Lilian? Tinha que sobrar pra mim, a escrava!
Cena 03- Milão/ Noite/ Danceteria Italiana Ritmo.
Maísa e Bernardo se acabam na festa. Bêbados continuam a dançar juntos.
Maísa, tonta: Eu já bebi demais. Me leva para outro lugar, aqui não posso continuar, ou saio daqui em coma alcóolico. – Ela diz em alto tom, já que a música está alta.
Bernardo, rindo: Isso daqui está chocante, quase impossível sair! Quer ir para onde?
Maísa, abraçando Bernardo e falando em seu ouvido: Para onde você quiser me levar, e então, vai me tirar daqui?
Bernardo, a beijando e falando entre os beijos: Só se for agora! – ele se afasta e arrasta Maísa. – Hoje eu vou te levar para um lugar que você jamais vai esquecer.
Maísa, o beijando, ela se afasta: Eu vou para onde você me levar! – ela grita, sorrindo.
Bernardo, parando: Eu preciso pegar meu carro. Você me espera aqui?
Maísa, chamando um taxi: Já viu nossas condições? – ela sorri. – Vamos de taxi!
Eles entram e o taxi parte. Dentro do taxi, trocam beijos.
Cena 04- Mansão de Úrsula/ Noite.
Úrsula conversa com um convidado quando Olive se aproxima.
Olive lhe dá o papel: O endereço da Lilian.
Úrsula lê: Não fica muito longe…Obrigado por fazer o serviço sem provocar nenhum dano, agora vai fazer alguma coisa que preste, como perguntar aos convidados menos importantes se eles estão gostando da festa, porque não dou conta de todos- Ela vai na direção de Téo e mostra o endereço- Aqui está o endereço do castelo da sua amada princesa!- Brinca.
Yara fica vermelha de raiva.
Téo o guarda: Muito obrigado, Úrsula.- Ele olha pra esposa.
Úrsula se agarra em seu terno: É pra isso que as amigas servem, não é mesmo? Agora eu ainda estou intrigada pra saber qual sua relação com Lilian! Ela ficou tão pálida quando falei seu nome, será que achou que você estava morto?
Yara tenta manter a calma: Talvez ele estivesse morto pra ela.
Úrsula ri: Se estava agora reviveu. Senti química entre o olhar dos dois, tão profundos…- Ela alisa o cabelo de Yara- Vocês dois eram namorados?
Yara esbraveja: AGORA CHEGA!
Téo fica sem graça: Não precisa desse escândalo todo…Eu e a Lilian já fomos…Namorados. Só. Eu fiquei curioso quando a vi e quero reencontrá-la. Não é nada demais, gente, agora vamos voltar a curtir a festa. Combinado?
Yara fica visivelmente irritada, já Úrsula ri.
Em um outro canto do salão, Sid encara a escada.
Sid bebe algo: Estranho a Paula e o Bernardo não estarem aqui embaixo…Não os vi de jeito nenhum. Só podem estar…Será? No quarto?
Elisafran se aproxima e se senta em um dos degraus, ao lado dele: Desculpe te atrapalhar no seu pensamento, mas estou meio perdida aqui nessa festa, só aceitei o convite por capricho mesmo…Não sou parente muito menos conhecido de ninguém…
Sid ri: Você foi gentil junto com seu irmão ao nos ceder carona, moram aqui perto né?
Elisafran mente: Sim, conheço esse bairro há anos…E essa casa vejo com gente de vez em quando…A dona, Úrsula, mora no Brasil?
Sid confirma: No Rio, veio aqui pra premiação e essa festa era pra celebrar o prêmio mas- Ele não contém a risada- Ela acabou perdendo pra outra médica, aquela que desmaiou e esbarrou no garçom…Úrsula é uma figura.
Elisafran aperta a taça com força: Parece ser mesmo uma figura.- Ela se vira pro lado e faz uma expressão de ódio- Uma figura.
Paula está do lado de fora da casa, no jardim vazio, na beira da escadaria de pedra comum nas casas do bairro. Para subir até a mansão era preciso primeiro encarar a escadaria. Ela encara os degraus, chorando.
Paula solta um riso nervoso: Ele tá achando o quê…Que briga comigo e pode se envolver com outra num piscar de olhos, como que se nosso namoro não valesse nada…Ah, Bernardo, você me paga…Agora, vai ter que dar atenção- Ela coloca o pé pra frente- Comigo não se brinca tão facilmente, não sem sair queimado- E se joga da escadaria, chamando a atenção de todos.
Úrsula repara no que aconteceu: AH NÃO!- Todos correm pra ver.
Sid desce as escadas correndo: Paula! Paula!
Úrsula desce elegantemente: Pelo visto a benzedeira não benzeu a mansão direito, duas tragédias na mesma noite…Três, por eu não ter ganho o prêmio.- Ela olha pra Paula- Olive, vai chamar a ambulância ou pretende ser a próxima a cair da escada?
Olive sai correndo.
Úrsula, suando: E cadê o Bernardo? CADÊ?!
De madrugada..
Cena 05- Mansão de Acácia…
Maísa tenta chegar sem fazer barulho, mas Lilian já está na sala lhe esperando. Lilian acende as luzes e Maísa se assusta.
Lilian, se levantando da poltrona: Chegando a essa hora mocinha, posso saber onde a senhorita estava?
Maísa, jogando a bolsa no sofá: Tomei doril. – ela sorri. – Mãe, vai ficar me controlando agora? Até aqui? Na Itália? Manera!
Lilian, grosseiramente: Não tenta mudar de assunto. Eu estou perguntando a onde você estava que só chegou a essa hora. Saiu da festa, não me deu satisfações e só chega agora, posso saber Maísa?
Maísa, irritada: Mãe, alguma vez eu te perguntei onde a senhora estava? Não! Então eu também não quero que me pergunte, a vida é minha!
Lilian, segurando Maísa pelos braços: Eu não estou brincando com você, Maísa. – ela sacode a filha. – AONDE CÊ ESTAVA? – ela grita, em seguida solta Maísa.
Maísa, pegando sua bolsa: Você nunca vai conseguir me entender. A gente é tão diferente, talvez seja por isso que eu prefiro conversar com o meu pai, ele consegue me entender. – E coloca a bolsa no ombro. – Faz o seguinte? Pede conselhos ao meu pai como lidar comigo, ele vai te guiar e talvez assim possamos ter uma boa relação. Passar bem, dona Lilian! – E sai em seguida.
Lilian pega sua caneca de chá: Não pode ser…Téo, depois desses anos todos.
Flashback. Décadas atrás.
Téo a pega pelo braço: Eu não me importo com o que vão dizer! Eu vou embora daqui- E a joga no chão.
…..
Lilian conversa com Irene: Mãe…Ele…Ele…
Irene a acaricia: Fala, o que o Téo te fez? Fala minha, fala Lilian!
Lilian…
Dona Lilian…
Volta a cena.
Pascoal, já de pijama: Dona Lilian? Está tudo bem?- Ele pega água na geladeira.
Lilian, assustada: Tá sim, Pascoal. Só estou tomando um pouco de chá gelado pra ver se me acalmo…Licença- Ela sai.
Pascoal, desconfiado: Certamente- Ele pega a água depois sai, apagando a luz.
No dia seguinte…
Cena 06- Rio de Janeiro/ Clube de Biologia O Bicho&Eu./ Manhã.
Vasco, Onofre e Natália caminham por envolta da piscina.
Fleury os conta: Foi um horror, eu escapei da explosão, mas o Élton, que era um dos nossos membros…Morreu carbonizado. Eu ia fechar o clube, vocês devem ter percebido que não tem nenhum biólogo por aqui, todos estavam ontem na festa da lancha e testemunharam o fato…Ah, Élton era querido por nós.
Natália, admirada: É uma pena mesmo, não o conheci mas por essa história fiquei arrepiada…Lamento, se quiser, voltamos outro dia.
Fleury nega: Nada disso, vou apresentar-lhes toda a dependência, dá tempo antes do enterro! Foi por isso que abri o clube hoje, em respeito a vocês, e só ouvi falar bem dos três! Ainda bem que vieram pra reforçar a equipe do clube. Sigam-me- Ele sai andando.
Vasco cochicha: Eu avisei que não íamos começar bem, Onofre, primeiro foi a batida ontem, agora essa morte no mesmo dia em que chegamos. Tudo conspira contra. Tudo.
Onofre ri: Mas, bicho, teve uma coisa que me intrigou e foi aquele homem que a Natália abraçou, quem era ele?
Um pouco depois…
Natália se senta na cadeira de sua sala: Confortável…
Fleury acende um cigarro: Primeira vez que vamos ter uma mulher de gerente, espero que fique apta ao cargo! Aqui é um lugar bacana, morô? Não tem frescura, todo mundo é amigo de todo mundo…Cê vai gostar.
Natália sorri: Eu acho que sim, senti uma energia positiva.
Alguém bate na porta, Fleury abre: É Fausto.
Fleury, surpreso: Fausto, o que faz aqui? E nesse estado?!
Natália se levanta e o olha fixamente: Fausto? O que…Ah, você tava na lancha também…
Fausto se senta com dificuldade: Tava sim, mas não foi nada demais, apenas algumas queimaduras. Eu vim aqui com o meu currículo, sei que é cedo e o Élton morreu ontem mas preciso garantir a minha vaga aqui antes que alguém venha porque esse clube é muito procurado.
Natália, vermelha: Você vai trabalhar aqui? No lugar do Élton?
Fleury ri: Parece que sim, deixe-me ver esse currículo- Ele analisa por um tempo, calado, enquanto Natália e Fausto se encaram- Nunca atuou de biólogo, então acho que precisará de uma mais experiente que lhe ensine os macetes com os bichos.
Natália se toca: Ah, tá querendo dizer que eu vou ensina-lo?
Fleury ri: Algum problema?
Natália ri de resposta: Não. Né, Fausto?
Fausto fica a observando: De maneira nenhuma.
Cena 07- Milão/ Mansão de Acácia/ Dia.
No quarto onde Maísa e Raquel estão hospedadas…
Maísa termina de se arrumar e Raquel sai do banho.
Raquel, venenosa: Está sabendo do que aconteceu na festa ontem?
Maísa: Não! Eu saí da festa antes mesmo dela acabar. Fui curtir em outro lugar.
Raquel se senta: Fez bem, a festa foi um horror. E para piorar sua mãe desmaiou.
Maísa para de pentear o cabelo: Como assim desmaiou? – ela se senta perto de Raquel. – Me conta essa história direito!
Raquel se aproveita: Não está sabendo? Sua mãe desmaiou passou mal depois que ouviu um nome: Téo Padilha. E depois que viu o homem, jogou-se contra o chão.
Maísa, chocada: Mas o que minha mãe tem com esse tal Padilha para ela ficar tão nervosa a ponto de desmaiar? Será que é algum homem dela do passado?
Raquel, sorrindo: Não sei, apenas sei que você deveria averiguar isso. E tentar entender quem é esse homem que deixa sua mãe assim.
Maísa perambula pelo quarto: Mas eu vou descobrir. Eu vou atrás desse homem e saber quem ele é. Téo Padilha, desse nome eu nunca mais esqueço!
Maísa volta a se arrumar e Raquel continua a sorrir.
Cena 08- Mansão de Úrsula/ Manhã.
Bernardo entra na sala e se depara com a mãe lendo uma revista
Úrsula larga a revista e se levanta: Bom dia, filho. Ou…Espero que seja. Porque a noite de ontem, foi horrível. Você evaporou por onde?
Bernardo, estressado: Mãe, não enche!
Úrsula tira os óculos e o encara: “ Não enche!”, olha me arrependo de ter te criado no Brasil, um internato teria sido a melhor solução, aí talvez não usasse tantas gírias e não tivesse esse comportamento! Ser divertido é uma coisa, mas o que fez ontem passou dos limites.
Bernardo suspira: Mãe, eu cansei de você me pressionando, deixa eu ser do jeito que sou! Eu sai ontem sim…O que aconteceu? Alguém morreu na sua festa? Já podemos dizer que é O Rebu então!
Úrsula grita: ALGUÉM QUASE MORREU! E ESSE ALGUÉM CHAMA PAULA! CONHECE?
Bernardo, indignado: Não acredito! O que….
Úrsula, irritada: A sua namorada Paula caiu das escadas mas felizmente está no hospital, bem! Mas engraçado que estava sozinha, abandonada…Se algo tivesse acontecido com ela, a culpa seria sua por abandonar a mulher com quem se comprometeu! E aí você diz “ não enche”, mas eu encheria sim, seu rosto de porradas caso ela tivesse machucado o corpo!
Bernardo: Mãe, ela se descuidou e poderia ter tropeçado se eu estivesse ou não lá…Mas eu e Paula brigamos mesmo, e não quero mais nada com ela, parti pra outra. Outra bem melhor.
Úrsula, boquiaberta: Como assim? E o compromisso de vocês? Meses de namoro corrompidos por uma briga? NÃO PERMITIREI QUE ESSE ROMANCE SE DISFAÇA DIANTE DE MEUS OLHOS.
Bernardo: Eu não quero mais nada com Paula, nós apenas namorávamos, não era nada sério demais…Mas acabou. E agora eu já estou em outra, a vida segue, é assim mesmo…
Úrsula o pega pelo braço: Eu não vou permitir que se dê ao luxo de se engraçar com uma italiana e largar a Paula, uma moça de ouro, por uma simples briga. VAMOS NO HOSPITAL VISITÁ-LA. É nosso dever, seu dever como namorado!
Bernardo, furioso: CHEGA! Eu vou visita-la e aproveitar pra acabar com tudo, definitivamente, e ninguém vai me obrigar do contrário, porque ninguém manda no meu coração, e espero que Paula seja sensata e perceba que as coisas entre nós não iam bem mesmo. Chegou a hora do fim.
Úrsula lhe dá um tapa na cara: NUNCA! EU NUNCA VOU PERMITIR QUE ISSO ACONTEÇA ESTÁ ME OUVINDO, ISSO É UMA AMEAÇA MESMO, VOCÊ VAI PROSSEGUIR COM ESSE ROMANCE, OU MEU NOME NÃO É ÚRSULA MALVA ALCÂNTARA DELFINO DE ERUDITH UMA SABEL E ANDRADINA!- Ela o segura forte.
Bernardo continua com o rosto marcado.
Termina o capítulo 02.

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