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"Corujas Sem Asas"


uma web-série de Pedro Paulo Gondim


1ª Temporada || Episódio 08


"Vingança aos Barny (Parte 01)"


NOS EPISÓDIOS ANTERIORES... 


Heitor: Mas o que te fiz?


Mariana: Somos inimigos desde sempre, você sabe disso.


[...]


Mariana: Temos esse caso há tanto tempo. Desde que sua esposa ainda estava viva, você se diverte comigo.


Guilherme: (acaricia as pernas dela) Foi um erro ter casado com ela. Agora sei onde está o amor da minha vida.


[...]


Letícia passeava sozinha pela calçada da praça, quando de repente, se assusta com algo em sua frente.


Letícia: (espantada) O que é isso? (olhando mais de perto) É... uma coruja! Mas isso é muito estranho. Nunca vi esses animais na cidade, e quando vejo... (ela pega o animal cuidadosamente) É uma coruja sem asas!


[...]


Antônio: Mas, o que aconteceu depois?


Heitor: Estava passando de frente a praça, avistei duas mulheres e uma menina. Ouvi um barulho estranho, e quando as vi desmaiarem, também desmaiei, foi quando meu pé acelerou o carro e bati, o fazendo capotar.


[...]


Sophia: (sorridente) Que gesto carinhoso, gente. A culpa deve ter sido das corujas.


Bernardo: Mas... corujas? Não vemos estes animais por aqui faz... pelo menos um ano.


Sophia: E a volta delas desestabilizou o ambiente inteiro.


[...]


Mariana: Agora que somos namorados, o que custa eu lhe amparar?


Heitor: (mais surpreso ainda) NAMORADOS?


[...]


Mariana: (pega a gravata dele e faz mais uma pose sensual) Tudo ótimo. Sei que você não tem namorada. Eu também não tenho!


Antônio: (aproveita da situação) Que tal você e eu, formos ao parque aqui perto?


[...]


Heitor: Se produziu toda!


Mariana: Lógico. Você é meu "único" namorado, e nada vai nos deter de ficarmos juntos.


[...]


Sophia: Não, não chore! Acalme-se e me conte, com clareza. O tem de errado com você?


Bernardo: Sou homossexual.


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Padaria. 2ºandar. Escritórios/Sala de Antônio [Manhã]


Antônio está descontraído com seu PC, quando Mariana chega lhe agarrando por trás.


Antônio: Chamem os bombeiros que essa sala tá pegando fogo!


Mariana: Calma aí senhor bombeiro. Se a sua mangueira quiser entrar no meu fogo, tem que me convidar para jantar em sua casa.


Antônio: Pois bem... Quer jantar hoje lá em casa?


Mariana: É claro que eu aceito coraçãozinho!


A vadia segue seu caminho, rumo à sala de Guilherme.


Mariana: (fazendo massagem nos peitos dele) Que tal me apresentar pra família hoje?


Guilherme: Quer saber? Você tem toda a razão! Hoje lá em casa às 7h30 da noite.


Mariana: Vou lá com o maior prazer. Tchau amor!


Descendo as escadas da empresa, ela encontra Heitor. Eles se beijam por alguns instantes. Mariana interrompe.


Mariana: Estava com vontade de comer em algum lugar especial hoje!


Heitor: Já sei o lugar perfeito.


Mariana: Onde é este lugar sagrado?


Heitor: Compareça hoje às 7h30 da noite lá em casa!


Quando ela sai da padaria, dá uma risada maléfica e diz:


 - Hoje a família Barny vai ter o que merece. Todos vão se matar de ódio, um do outro, porquê estava saindo com TODO MUNDO!


Na delegacia...


Arthur: Sinto muito pela sua irmã!


Ele e Sophia se abraçam. Ao fazerem isso, sentem uma conexão estranha, mas não fazem nada.


Sophia: Obrigado por me avisar. Bernardo, se isto aconteceu ontem, por que só me chamaram hoje?


Bernardo: Talvez estivessem fazendo certos exames, para saber a causa da morte.


Sophia: (nervosa) Minha irmã não morreu! Ela está viva!


Sophia é chamada na recepção. Arthur e Bernardo conversam.


Bernardo: Pode deixar essa cara meu amigo. Já contei a ela toda a verdade. Sabe, vou me anunciar logo de uma vez.


Arthur: O que? Vocês vão se casar dentro de um mês?


Bernardo: Pois está mais passado do que ferro, Arthur. Lembre-se que não sou hétero. Não gosto de mulheres. Quando dancei com ela aquela noite, contei a ela toda a verdade, e ela compreendeu.


O rosto de felicidade imensa no rosto de Arthur, não esconde seus verdadeiros sentimentos por Sophia. Ele diz para o amigo que não tem nenhum tipo de preconceito, e que fica honrado por ele ser tão leal. Já ela...


Sophia: (com uma mão na testa, outra na cintura) Será que... Arthur seria o meu “par romântico” que Bernardo disse?


Uma policial dá a notícia incrível e assustadora para Sophia.


Policial: Analisamos o corpo das duas. O estranho é de que elas aparentam estar mortas, mas seus corações estão batendo. Elas entraram em um modo “congelante”. Suas peles são frias, secas, úmidas, e estão pálidas. Além disso, seus órgãos internos desligaram, mas produzem um pouco de calor para o corpo. A mais incrível análise já feita. Não existe nada que possa fazer alguém ficar assim. Existe?


Sophia: (espantada) Existe a explicação mais absurda possível!


Policial: (curiosa) E qual seria?


Sophia: Corujas sem asas.


Continua...