Roberto chega no laticínio Leite Branco e encontra seu amigo Carlos no
 escritório.

Carlos: Ah! Apareceu o desaparecido!

Roberto: Ontem eu não vim porque estava com dor de cabeça. Carlos, como
 estão os negócios por aqui? 

Carlos: Roberto, estão excelentes! O maior laticínio do Brasil superou as 
vendas, são mais de dois mil litros de leite encomendados a padarias e
 supermercados de todo o país! 

Roberto: Que bom. Mas eu não queria que meu pai deixasse o laticínio e a 
fazenda em minhas mãos, é muita responsabilidade! 

Carlos: Ei! Estou aqui para te ajudar. Somos amigos, não somos? Você pode
 contar comigo.

Roberto: Você é o meu melhor amigo Carlos! Está difícil encontrar amigos
 verdadeiros e leais como você, estou falando de coração. 

Após mais um dia de trabalho Carolina e Bia voltam para casa e encontram sua
 mãe chorando outra vez. A notícia não será nada boa. 

Maria: Minhas queridas filhas, o pai de vocês não aguentou mais e morreu
 essa tarde. O enterro vai ser na madrugada. 

Bia abraça a mãe tentando confortá-la, mas Carolina não se controla, as
 lágrimas de seus olhos começam a escorrer, ela sai correndo pela estrada 
e quase é atropelada pelo carro de Roberto que dirigia em direção da fazenda
 Moraes.

Roberto: Carolina, o que aconteceu? Você está chorando?

Carolina: O meu pai não suportou a doença. 

Roberto: Eu sinto muito, sei que não deve estar sendo fácil para você. Vem
 aqui, me dá um abraço.

Carolina: Obrigada.

Roberto: Passe amanhã cedo na cachoeira para conversarmos, tá? 

Carolina: Tudo bem.

Carlos não fica um dia sem ver Laura, todas as noites eles se encontram e
 aproveitam a festa na casa dele com muitas garrafas de vinho e música alta. 
Faz de tudo por ela, mesmo sabendo que o considera um
 brinquedo ele tem esperança que a loira ainda o ame. 

Laura: Lindinho, pode colocar mais vinho.

Carlos: Laura, chega! Você já bebeu demais! Você lembra o que aconteceu
 ontem? Bebeu tanto que caiu no chão, tive que te arrastar até o carro!
 
Laura: Há! Há! Há! Lindinho… Vem aqui meu cachorrinho, vem! 

Naquele momento Carlos ficou de quatro e começou a latir que nem cachorro,
 Laura não parava mais de rir e dar suas escandalosas gargalhadas. 

Carlos: Au! Au! Au! Eu faço tudo por você, minha deusa! 

Laura: Há! Há! Há! Mais uma vez! 

A noite pode ter sido uma comédia para Laura e Carlos, porém o próximo dia 
não foi muito bom para Carolina. Carolina vai ao velório do pai junto com sua 
irmã Bia e sua mãe Maria. Depois do enterro  ela foi se encontrar com
 Roberto na cachoeira como havia prometido, mas acaba o encontrando caído
 na mata.

Carolina: Senhor Roberto, o que aconteceu?

Roberto: Carolina, me ajude por favor ! Eu fui picado por uma cascavel no
 braço, estou muito fraco!

Carolina: Tenha calma senhor, não se movimente! Eu vou buscar ajuda de
 alguém!

Roberto: Volte logo Carolina.

Carolina passa pelas folhagens e pelo matagal que se encontra a frente da
 cachoeira. Ela corre até o casarão da fazenda Moraes avisar os pais de 
Roberto que não perdem tempo a levá-lo para ao hospital.

Bia: Por que está desse jeito Carolina?

Carolina: Estou preocupada com o senhor Roberto que levou uma picada de 
cascavel, o veneno dessa cobra é mortal. Conheci pessoas que não conseguiram
 sobreviver depois de atacadas por ela. 

Bia: Tomara que o veneno não tenha se espalhado muito pelo corpo!

Jorge e Helena chegam do Hospital e já abraçam Carolina por ter salvo
 Roberto.

Jorge: Não se preocupe, ele já está melhor.

Helena: Carolina, obrigada por ter encontrado nosso filho naquela mata. Agora
 venha conosco, vamos te levar ao hospital, Roberto quer muito te ver.

Continua no próximo capítulo…